Carregando...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Niemeyer: gigante da arquitetura, anão político

Escrito por Félix Maier
Os socialistas brasileiros são todos burgueses, a exemplo do falecido Niemeyer, que correu uma lista de apoio a Fidel Castro quando este mandou fuzilar três fugitivos e prender 72 intelectuais, em 2003.
Olimpicamente, Niemeyer fazia-se de cego, surdo e mudo frente às atrocidades genocidas dos comunistas.

Na noite do dia 5 de dezembro de 2012, morreu no Rio de Janeiro Oscar Niemeyer, aos 104 anos de idade.
Oscar Niemeyer é, inegavelmente, um gigante da arquitetura mundial. Obras suas estão eternizadas no mundo inteiro, como a sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, projeto realizado com a colaboração de Le Corbusier. No Brasil, destacam-se obras no Rio de Janeiro (Edifício Gustavo Capanema - com a colaboração de Lúcio Costa, Corbusier e outros), São Paulo (Memorial da América Latina, Edifício Copan, Auditório Ibirapuera), Belo Horizonte (Complexo da Pampulha), Niterói (Museu de Arte Contemporânea), Curitiba (Museu Oscar Niemeyer) e, principalmente, em Brasília, uma cidade-museu a céu aberto, onde se destacam o Palácio do Planalto, o Palácio da Alvorada, a Catedral de Brasília, o Congresso Nacional, o Palácio do Itamaraty, o Memorial JK (onde há uma estilização da foice e do martelo), a Biblioteca Nacional Leonel Brizola, o Museu Nacional Honestino Guimarães. Há, ainda projetos de Niemeyer que não saíram do papel, que deverão completar sua obra em Brasília: Monumento à Paz (em forma de pomba), Museu das Águas (que ficará no Parque da Cidade), Escolinha do Choro (que ficará junto ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães, próximo ao Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha).

No entanto, o gigante da arquitetura universal provou ser um anão político, ao defender incondicionalmente o comunismo e ser um dos mais famosos lambe-botas do ditador Fidel Castro. Obras menores comprovam essa sua inclinação pelo regime totalitário que deixou mais de 110 milhões de mortos ao redor do mundo: Monumento a Carlos Fonseca Amador (fundador da Frente Sandinista de Libertação Nacional - Nicarágua), Monumento Tortura Nunca Mais (Rio), Monumento Nove de Novembro (Volta Redonda, em memória a três operários mortos em 1988), Escultura Mão (Praça Cívica do Memorial da América Latina), Marco à Coluna Prestes (Santo Ângelo), Escultura para Cuba (Havana) - além de desenhar mobiliário para a sede do Partido Comunista Francês. 

Estátua para o soldado Mário Kozel Filho, que foi explodido numa guarita do QG do então II Exército pelo grupo terrorista VPR de Carlos Lamarca e Dilminha Bang Bang, nem pensar! Estátua para eternizar a memória do tenente da PM/SP, Alberto Mendes Júnior, que trocou sua vida pela libertação de soldados sob seu comando e foi torturado até a morte com coronhadas de fuzil na cabeça pela gangue de Lamarca, nunca, jamais! Para Niemayer, o sangue só é valioso se for derramado pelas veias dos comunistas, como sugere o Monumento da América Latina, em que um mapa do subcontinente tem a cor vermelha do sangue saindo da mão do "crucificado" terrorista de esquerda.

É fácil ser comunista no Brasil, como era Oscar Niemeyer, com apartamento de cobertura na Zona Sul do Rio e Mercedes Benz (com motorista) na garagem, e cobrar de 800 mil a 1 milhão de reais por alguns rabiscos que iriam se tornar um novo monumento nas mãos de engenheiros estruturais. Difícil é ser comunista em Cuba, onde o cidadão médio, hoje, ingere menos calorias do que os antigos escravos negros da Ilha. Os socialistas brasileiros são todos burgueses, a exemplo do falecido Niemeyer, que correu uma lista de apoio a Fidel Castro quando este mandou fuzilar três fugitivos e prender 72 intelectuais, em 2003. Para Niemeyer, assim como para a totalidade dos comunistas brasileiros, incluindo Dilma Rousseff, a tortura só existiu nos governos militares de países sul-americanos, nunca em Cuba ou na União Soviética. Olimpicamente, Niemeyer fazia-se de cego, surdo e mudo frente às atrocidades genocidas dos comunistas. Para ele, não existiu a cela-gaveta cubana ou a "leoneira", uma gaiola de ferro onde os presos não podiam sequer ficar de pé, nem a prática tenebrosa dos "vampiros revolucionários", em que condenados ao paredón cubano eram sangrados antes de receber o tiro fatal, para comercialização do sangue durante a Guerra do Vietnã.

Por que a doutrina comunista se mostra tão atual e tão poderosa no Brasil, onde tremulam bandeiras vermelhas totalitárias nas manifestações de rua, se ela foi varrida de extensas áreas do planeta, como na antiga União Soviética, e está em baixa na própria China "comunista"? O que ocorreu com a terra de Macunaíma e a roça de Jeca Tatu?
Uma das explicações é que nunca houve um regime comunista em nosso País, assim a população não conhece o perigo que isso significa. Outra explicação é que o Brasil não conseguiu, nas últimas décadas, "decolar" junto com outros países capitalistas, como a Coreia do Sul. 

“O comunismo, mesmo para os que o condenam, não é mais do que um mal relativo quando comparado com o mal integral, absoluto, que é o nazismo. (...) Os comunistas conseguiram fazer esquecer: que o comunismo custou a vida a pelo menos cem milhões de seres humanos; que inventou os campos de concentração; que deportou populações inteiras; que reintroduziu oficialmente a tortura nos interrogatórios; que levou à falência econômica todos os países onde foi implantado; que esterilizou intelectualmente povos inteiros; que afetou irremediavelmente os seus dados genéticos; que violou a independência de vários países; que recorreu sistematicamente ao terror e à mentira como formas de governo. O nazismo, que fez aproximadamente dez vezes menos vítimas do que o comunismo, foi definitivamente, e com justiça, marcado pelo processo de Nüremberg e submetido à erradicação total através de uma política de desnazificação conduzida de forma particularmente eficaz. O comunismo não foi alvo de qualquer sanção em qualquer país e passa ainda para muita gente como um grupo tão respeitável como qualquer outro. Sim, há toda a legitimidade para nos questionarmos sobre quem ganhou a guerra fria” (VOLKOFF, 2004: 99-100).

“Já no século XX, intelectuais socialistas, grandes admiradores da União Soviética, como H. G. Wells e Bernard Shaw, alegam o direito que teria o socialismo de liquidar física e maciçamente classes sociais que representassem um obstáculo à Revolução ou que a retardassem. Em 1933, no jornal The Listener, Bernard Shaw, demonstrando dons de visionário, pressiona os químicos para que ajudem a acelerar a depuração dos inimigos do socialismo, ‘descobrindo um gás humanitário que cause morte instantânea e indolor, em suma, um gás civilizado - mortal evidentemente -, mas humano, destituído de crueldade’. Devemos lembrar que, em seu julgamento em Jerusalém, em 1962, o carrasco nazista Adolf Eichmann invocou em sua defesa o caráter ‘humanitário’ do Ziklon B, que eliminou os judeus nas câmaras de gás do holocausto” (REVEL, 2001: 97).

“É a desculpa de sempre: todos os atos abomináveis do socialismo real são apresentados como desvios, traições, perversões do ‘verdadeiro’ comunismo, que só ressurge mais fortalecido da enxurrada de calúnias com as quais é atacado” (REVEL, 2001: 95-6). “O autor de um recente livro da coleção ‘Que sais-je? [Que sei eu?] sobre Le Goulag [O Gulag] encontra um meio de poupar Lênin, dizendo que Stálin lhe havia ‘traído’ o legado. Velho refrão mil vezes refutado, miragem falsamente salvadora, que a pesquisa realizada nos últimos anos dissipou sem deixar vestígios. No entanto, para o nosso humorista, Stálin seria na realidade o herdeiro... do czarismo, e não do leninismo” (REVEL, 2001: 153).

O nazismo é o mais forte álibi do comunismo. “Relembrar, a cada dia, as atrocidades nazistas - prática tornada sagrada, desde então, sob a alcunha de ‘dever de memória’ - mantém um ruído permanente que não deixa espaço para se dar atenção à memória das atrocidades comunistas. Nas palavras de Alain Besançon, a ‘hipermnésia do nazismo’ desvia a atenção da ‘amnésia do comunismo’. Por isso é fácil entender por que toda análise, todo trabalho de historiadores minoritários, que ponha em foco a semelhança essencial entre os dois regimes, provoca tempestades que precedem uma fúria vingativa” (REVEL, 2001: 109). 

Nesse mesmo livro de Revel, A Grande Parada, há um capítulo com o sugestivo nome de “Cláusula do totalitarismo preferido”. Nesse capítulo, uma passagem chama a atenção para descrever a diabolização dos totalitarismos ditos de direita e a santificação dos totalitarismos comunistas: 
“Alguns diques se romperam, a linha fortificada da ideologia nem sempre conseguiu se manter intacta, mas o essencial, ou seja, o princípio da desigualdade de tratamento entre o totalitarismo dito de esquerda e o dito de direita permaneceu. A década de 1980-1990 foi marcada pelo reconhecido desmoronamento do socialismo democrático. A década de 1990-2000 foi marcada pelos esforços desenvolvidos, com grande sucesso, para obliterar os ensinamentos advindos dessas experiências históricas” (REVEL, 2001: 147).
No Brasil, o objetivo maior da Comissão Nacional da Verdade não é outro senão o de demonizar as Forças Armadas e enaltecer os terroristas de esquerda que infernizaram o País nas décadas de 1960 e 70. Ou seja, ao apresentar apenas um lado da História, os comissários (do povo) tupiniquins estão promovendo um genocídio da memória recente do Brasil.

Voltando ao início do texto, repito: Niemeyer foi um gigante da arquitetura mundial, porém se tornou um anão político em seus 104 anos de "cochilo dogmático" de que falava Immanuel Kant, ao apoiar com orgulho um regime totalitário, o Comunismo. Como está sendo aplicada a Lei Gayssot na França, Niemeyer viu os crimes contra a humanidade com um olho só, o olho esquerdo. Foi sua “cláusula do totalitarismo preferido”. Reinaldo Azevedo está correto: Oscar Niemeyer foi metade gênio e metade idiota.

Notas:
VOLKOFF, Vladimir. Pequena História da Desinformação - do Cavalo de Troia à Internet. Editora Vila do Príncipe Ltda., Curitiba, 2004.

REVEL, Jean-François. A Grande Parada - Ensaio acerca da sobrevivência da utopia socialista. Bibliex, Rio, 2001 (Tradução de Lais Andrade).
Fonte: mídia sem máscara

Nenhum comentário:

Postar um comentário