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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Quanto mais ouviremos 'sou de menor' e nada!

Fonte da imagem: Blog Sem Perdão

Só para se restringir aos últimos dias...

Cenário um (link)

Um rapaz, com sonhos, realizações, desejos, enfim, com uma VIDA pela frente, chega a sua residência, quando é abordado por um criminoso assaltante e, mesmo sem reagir, ao entregar um aparelho celular ao bandido, é covardemente alvejado por um tiro na cabeça.

O criminoso, segundo os eufemismos do direito infanto-juvenil, trata-se de um ‘adolescente em conflito com a lei’ ou, no popular, um ‘bandido de menor’.

Ao criminoso, somente se for considerado ‘muito perigoso’ e ‘não demonstrar estar ainda ressocializado’ e a famosa ‘pressão do libera porque não há vagas’ não ser aplicada, entre visitas semanais (inclusive íntimas), poderá haver sua internação por até...repita-se, até três anos.

Aos familiares do jovem, em meio a tanta dor, restarão às recordações em fotografias, visitas ao cemitério, o cenário da cama vazia e o perfume de suas roupas recolhidas no armário...

Passado esse brevíssimo período, o autor desse assassinato frio e abjeto, obrigatoriamente, repita-se, obrigatoriamente há de ser posto em liberdade...


Cenário dois (link):

Três criminosos invadem o local de trabalho de uma mulher que exercia honestamente suas atividades e, após a manterem em cárcere privado enquanto um dos larápios tentava sacar dinheiro com seu cartão, descobrem que a pobre trabalhadora só tinha míseros R$ 30,00 (reais) em sua conta corrente...

Por isso, sem ‘processo legal’, sem ‘escutar a parte contrária’, sem ‘respeitar os direitos humanos’, sem ligar para a ‘dignidade da pessoa humana’, sem possibilitar a ‘ampla defesa’, sem ligar para a reprovação à ‘tortura’, sem ligar para ‘proporcionalidade e razoabilidade’, sem ligar para ‘convenções e tratados internacionais de proteção à mulher’, sem ligar para o ‘direito à vida’, enfim, sem ligar para nada, absolutamente nada que eles próprios - os criminosos - exigem quando estão presos, de forma bárbara e covarde, lançam álcool sobre o corpo dessa vítima e ateiam fogo.

Tomada de chamas, essa vida que estava a trabalhar e na luta da vida em sociedade possuía apenas míseros reais em sua conta, que possui pessoas que a amam, esvai-se até ser consumida em dor e sofrimento, chegando a esse trágico fim de existência humana...

Entre os bandidos, um menor de idade que, seguindo a cartilha da impunidade, assume ter ateado o fogo.

Seu destino?

O mesmo possível (sim, possível, pois pode e costumam sair antes...) ao assassino do jovem do primeiro cenário.

Quanto aos maiores, em meio a banho de sol, visitas familiares e íntimas, refeição, saídas em dia das mães, pais, natal e o que for, após cumprido alguns anos de pena, que não deve passar dos quatro ou cinco anos, já estarão novamente nas ruas, sob a farsa da prisão ‘semi-aberta’ e ‘aberta’ ou mesmo ‘domiciliar’ que, em verdade, é liberdade já que ficam soltos!

Outro cenário (link):

Avenida Brasil, Rio de Janeiro.

Uma mulher se encontra, como tantas brasileiras, na árdua tarefa de pegar transporte público (ônibus), quando um assaltante, com uma arma de fogo, sob efeito de cocaína (legaliza, né FHC?), após colocar os demais passageiros no fundo do veículo, soca o cano da arma em sua boca e, sob ameaça de mata-la e em meio a coronhadas (golpes com a arma em sua cabeça), de forma desprezível, na frente de todos, realiza o sórdido estupro.

Essa mulher, vítima de tamanha violência física e com danos psicológicos que os ensinamentos apontam que a acompanharam para o resto de sua vida, é levada para realização de exame de HIV (aids).

O monstro, conforme se apurou após investigações, é um menor de idade...

Por esse terrível estupro em frente a várias pessoas, com a pressão de uma arma de fogo enfiado na boca da vítima e após diversos golpes de cabo de arma em sua cabeça, o ‘adolescente’ irá responder livremente a um ‘processo sócio-educativo’, podendo.. podendo ficar internado por alguns meses ou, como já dito, no máximo três anos, algo que dificilmente ocorre nesse país do libera geral.

Poderiam serem citados outros diversos, centenas, milhares de ‘cenários’, ocorridos todos os dias, nesse país em que por ano 40.000 (quarenta mil pessoas) são assassinadas, muitos com o envolvimento de menores de idade.

Uma perguntinha básica para os filósofos de universidades, órgãos ditos de proteção e humanistas de manual: essa escalada de violência praticada por adolescentes ocorria antes, da forma perversa, deslavada, sem qualquer receio?

A maturidade e capacidade que até o mais desligado dos seres já constata existir em crianças e adolescentes nos dias de hoje e sua inserção em um mundo já vasto de acesso a informações, é o mesmo de antes?

O número de assaltados, estuprados, violentados, lesionados e mortos por menores de idade é o mesmo que o de antes?

Bom, se tudo isso não é ‘como antes’, está bem como que o mundo mudou, que os adolescentes mudaram e, a toda evidencia, que interpretações, legislação, mentalidade de aplicadores da lei, medidas e postura da população e órgãos públicos deve também mudar!

Caso contrário, ficaremos reféns desse sofisma de que ‘tudo é culpa do Estado’ e, até que esse abstrato ‘culpado’ seja punido e mudado, os marmanjos ‘de menor’ ficarão livres para acabarem com sua família, com seus amigos, com seu patrimônio, com sua tranquilidade, enfim, com sua vida!

Mudanças já!

Fonte:  http://considerandobem.blogspot.com.br/

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