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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Cai um Símbolo Gay?

Austin Ruse
NOVA IORQUE, EUA, 20 de setembro (C-FAM) A ONU e outros responsáveis por políticas públicas notaram que os pais de Matthew Shepard se tornaram os principais porta-vozes dos direitos dos homossexuais no mundo inteiro.
Eles apareceram na ONU e recentemente fizeram também uma turnê em várias capitais da Europa com o patrocínio do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que fizeram dos direitos LBGT o foco prioritário da política externa americana.
Matthew Shepard era um jovem que foi brutamente assassinado em outubro de 1998. Quase que imediatamente a atenção do mundo inteiro se voltou para a especulação de que os assassinos de Shepard o torturaram e mataram por ódio de ele ser gay. Seus assassinos o amarram a uma cerca fora de uma cidadezinha de Laramie, Wyoming, e sua morte foi comparada à crucificação de Jesus Cristo.
Dias depois de sua morte Shepard se tornou a face dos direitos homossexuais nos EUA e no mundo. Um editorial do jornal New York Times da época sugeria que Shepard era o representante de direitos gays que o movimento homossexual precisava o tempo inteiro. Ele era jovem, bonito e inocente.
O tempo inteiro havia os pessimistas com relação ao caso de Shepard. A crítica social Camille Paglia escreveu no site Salon que Shepard tinha preferência pelo que se chama “prostituição homossexual” e que ele poderia ter sido morto por isso. Os detetives na época indicaram que a probabilidade era que a morte dele tinha mais ligação com drogas do que com a homossexualidade dele. Um segmento do programa ABC 20/20 vários anos mais tarde explorou essa possibilidade.
Contudo, um livro recente escrito por Steven Jiminez, um premiado jornalista gay, vai muito mais fundo do que os críticos passados do caso Shepard. Jiminez foi a Laramie muitos anos atrás para conduzir entrevistas para fazer um roteiro de filme sobre a vida e morte de Shepard. Quase que imediatamente ele começou a ouvir histórias sobre Shepard que nunca haviam sido noticiadas e que contradizem categoricamente a noção de que ele foi morto por ser gay.
O “The Book of Matt” (O Livro de Matt) revela o que os habitantes da cidade sabiam o tempo todo, que Shepard estava muito envolvido nos ambientes de drogas de Laramie, pode ter sido um traficante ocasional de drogas, e até mais importante, ele conhecia seus assassinos. Mais do que isso, ele e seus assassinos haviam feito sexo juntos.
Um dos conceitos da história dominante era que Shepard não conhecia seus assassinos, que seus assassinos entraram no bar Fireside naquela noite às 11h45min e de alguma forma convenceram um total estranho, Shepard, a sair com eles 15 minutos mais tarde. De acordo com o livro de Jiminez, Shepard conhecia seus assassinos bem. O livro também examina com atenção que Shepard foi morto porque tinha um novo estoque de metanfetamina e os assassinos queriam o estoque. O livro também traz a informação de que seu principal assassino, Aaron McKinney, estava usando metanfetamina cinco dias seguidos, um estado propenso à violência maníaca.
O livro recente tem sido noticiado na imprensa gay e também na imprensa conservadora, mas não parece ter alcançado a grande mídia, não ainda de qualquer modo. As coisas poderão mudar quando o livro for finalmente lançado em 1 de outubro. Mas permanece a pergunta: Essa nova história alterará de algum modo a história dominante que está ajudando tão bem o movimento gay? Se Matthew Shepard foi morto estritamente por causa de drogas por um homem que por algum tempo foi seu parceiro sexual, o que isso acarretará para sua condição de mártir na comunidade gay e no mundo em geral, inclusive a ONU?
Tradução: www.juliosevero.com
Fonte: Friday Fax
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