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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Se eu fosse sensacionalista e cínico como a esquerda…

cinico

Se eu fosse sensacionalista e cínico como a esquerda estaria, agora, focando insistentemente na cor do cinegrafista assassinado por black blocs, e na cor dos assassinos. De um lado, um sujeito negro, de origem humilde, trabalhador; do outro, filhinhos de papai mimados de classe média, brancos, na “profissão” de arruaceiro. Racismo da esquerda?
Se eu fosse sensacionalista e cínico como a esquerda estaria, agora, falando da cor do cinegrafista que recebeu uma ameaça de morte de um companheiro do black bloc preso, e da cor deste que fez a ameaça. De um lado, um sujeito mulato, humilde, trabalhador; do outro, um “valentão” branco, de classe média, escoltado por patricinhas (ou sininhos). Racismo da esquerda?
Se eu fosse sensacionalista e cínico como a esquerda estaria, agora, falando do gênero da apresentadora Rachel Sheherezade, do SBT, alvo da fúria destemperada de toda a esquerda. Seria um ataque por ela ser mulher? Machismo da esquerda?
Se eu fosse sensacionalista e cínico como a esquerda estaria, agora, alegando que o ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, é alvo de tantos ataques ensandecidos apenas por ser negro. Racismo da esquerda?
Esquerdistas acusaram a médica cubana que pediu asilo de bêbada e mulher fácil, ignorando que Lula era chegado a uma bebida (tentou até expulsar um jornalista americano que ousou relatar o óbvio) e a “amizades íntimas”. Imaginem se fosse o contrário, alguém da direita fazendo tal acusação a uma médica socialista.
Esquerdistas batem o tempo todo na tecla de que o “menino” preso ao poste no Flamengo era negro, deixando de lado que se tratava de um marginal perigoso (o que não justifica o ato). Jamais se importaram com policiais e agricultores presos a estacas ou postes por índios e invasores de terra. Se o menino fosse branco faria alguma diferença? E se fossem “justiceiros” negros?
Esquerdistas, como podemos ver, costumam apelar para o cinismo, a revolta seletiva, o monopólio da virtude, o duplo padrão moral de julgamento, a “dialética marxista”, o eterno “um peso, duas medidas”. Se eu fosse sensacionalista e cínico, eu também seria de esquerda. Ainda bem que não sou!
PS: Assim que publiquei este texto, vi que a foto do outro black bloc que teria participado do lançamento do rojão que matou o cinegrafista foi divulgada. Pergunto aos esquerdistas que mencionam a cor do “menino” preso ao poste o tempo todo: pretendem mencionar a cor desse meliante o tempo todo também?

Fonte: GLOBO
Rodrigo Constantino

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