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quarta-feira, 19 de março de 2014

Juiz que liberou mordomias a mensaleiros vai a julgamento

Imagem: Divulgação

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal julgará nesta terça-feira (18) , em sessão administrativa, a conduta do juiz Ademar de Vasconcelos, titular da Vara de Execuções Penais (VEP), suspeito de beneficiar mensaleiros no Complexo Penitenciário da Papuda.
Vasconcelos conduziu as prisões do ex-ministro José Dirceu e dos petistas José Genoino e Delúbio Soares, mas deixou o caso por pressão do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi substituído pelo juiz Bruno Ribeiro justamente para acabar com regalias aos ilustres condenados.
O corregedor do tribunal, desembargador Lecir Manoel da Luz, levará à análise representação do Ministério Público denunciando as mordomias dos mensaleiros. A Justiça analisará se ele descumpriu a Lei de Execuções Penais, a Lei Orgânica da Magistratura e o Código de Ética da Magistratura no período em que conduziu as prisões. Na sessão, a Corregedoria do TJ poderá abrir procedimento disciplinar contra Vasconcelos.
 O juiz autorizou visitas fora do horário previsto, e deu aval para que a ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabello e a ex-funcionária de Marcos Valério, Simone Vasconcelos, cumprissem pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, destinado exclusivamente a militares presos. Para o MP, as atitudes do juiz colocaram em risco a segurança do sistema carcerário. O titular da VEP também teria violado a Lei da Magistratura ao afirmar, em entrevista, que as prisões dos condenados no mensalão não seriam boas para o país.
Nos bastidores, o presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa, havia criticado o juiz do DF por oferecer informações desencontradas sobre o estado de saúde de José Genoino, que pleiteia cumprir pena em prisão domiciliar. Em ofício encaminhado à Corte, Vasconcelos informou que o estado de saúde do ex-deputado era bom, mas, horas depois de ser preso, Genoino passou mal e foi transferido para um hospital.
Conforme reportagem da VEJA, o Complexo Penitenciário da Papuda ainda registra privilégios aos companheiros de partido do governador do DF, Agnelo Queiroz. O ex-ministro José Dirceu, por exemplo, passa a maior parte do dia no interior de uma biblioteca, onde poucos detentos têm autorização para entrar, é beneficiado com refeições especiais e tem até um podólogo à disposição.
via Verdade Gospel.
Fonte: Veja

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