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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Como tratar um petralha em debate: Gleisi Hoffman se descontrola ao ter suas imoralidades exibidas ao público

 


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À flor da pele – Senadora pelo PT e candidata ao governo do Paraná, Gleisi Hoffmann perdeu o controle durante o debate promovido pela Band-PR. Esse descontrole ocorreu quando a petista foi lembrada, pelo candidato Túlio Bandeira (PTC), adversário na corrida ao Palácio Iguaçu, de sua associação com o pedófilo Eduardo Gaievski, que levou para a Casa Civil do governo Dilma Rousseff para coordenar os programas federais destinados a crianças e adolescentes; e com o deputado federal André Vargas (ex-PT), na fila da cassação por conta das ligações com o doleiro Alberto Youssef. Gleisi havia atacado Túlio, acusando-o de ser “imoral”. Levou um troco fulminante.
“Eu não posso deixar de responder a candidata Gleisi que me acusou de imoral, mas imoral é ela que anda amadrinhada com bandidos. A exemplo do Gaievski que estuprou mais de 32 mulheres na cidade de Realeza. Eu fui o primeiro a representar contra este cidadão e ela levou para ante-sala dela no Palácio do Planalto. O André Vargas que ela andava até poucos dias rodando pelo Paraná, e os companheiros dela que estão condenados na Papuda. Eu respondo sim, fui preso e respondo um processo criminal, e eu vou ter prazer de provar a minha inocência”, disse Túlio Bandeira.
Trêmula e visivelmente transtornada, Gleisi não conseguiu se recuperar do ataque e passou o restante do debate externando nervosismo. Não foi para menos, pois a associação íntima da ex-chefe da Casa Civil da Presidência com auxiliares complicados é marcada pela constância. Além de Gaievski, que costumava detalhar aos amigos os estupros que cometia, a senadora tem outros complicados em seu círculo. A coordenadora da campanha na região de cidades importantes como Cianorte e Cascavel, Regina Dubay (PR), prefeita de Campo Mourão, é suspeita de comandar o esquema que obriga funcionários públicos comissionados a devolver parte dos salários para uma quadrilha que, segundo o Ministério Público, está “instalada no alto escalão”.
Há mais episódios nada republicanos na trajetória da petista. Gleisi Hoffmann, na condição de senadora, nomeou o petista Gláudio Renato de Lima como assistente parlamentar. Gláudio foi condenado em dois processos pela Justiça do Paraná, um por improbidade administrativa, outro por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e concussão.
Todos esses contratempos têm levado a senadora a apresentar sinais de estresse elevado, o que explicaria o seu suposto desejo de “dar um tempo” na campanha, período que dedicaria a uma viagem à Índia. Gleisi segue os ensinamentos da Brahma Kumaris, entidade não governamental criada na Índia, em 1937, com o objetivo de promover valores humanos, morais e espirituais universais. Fora isso, a petista é discípula do guru anglo-australiano Ken O’Donnell, conhecido como Hare Baba, a quem costuma recorrer em casos de emergência.
A última fonte de fúria da senadora foi diante dos resultados de uma pesquisa nacional, divulgada pela revista Época e produzida pelo instituto Paraná Pesquisas. A sondagem revela que a chamada “nova classe média” (2 a 5 salários mínimos) que teria crescido durante os governos do PT, estaria migrando em massa para a candidatura de Marina Silva. A perda do apoio desse estrato estratégico do eleitorado está deixando Gleisi à beira de um ataque de nervos.
Veja o vídeo:
O que ocorre com os petistas? Simplesmente esse é um grande calcanhar de Aquiles que felizmente Aécio e Marina tem aproveitado nos debates com Dilma, mas dá para avançar muito mais nesse quesito. Ocorre que enquanto os petistas possuem um histórico de erros administrativos e imoralidades extremas, ao mesmo tempo são incapazes de reconhecerem seus próprios erros. Isso os torna excessivamente confiantes enquanto estão acusando os outros, ao ponto de “abrirem brechas” para contra-ataques fulminantes.
Mas se lembrarmos das regras para táticas de Saul Alinsky, uma delas é “faça o adversário sucumbir pelo seu próprio livro de regras”. Ou seja, todo o código lançado pelo oponente deve ser usado contra ele. É assim: “você acabou de defender X, mas fez Y em contradição com X”.
É a mesma coisa com Dilma Rousseff: recentemente ela está tentando lançar constrangimento sobre Marina por esta última não apoiar o PL/122. Mas foi a própria Dilma que fez aliança com pastores evangélicos para ajudar a derrubar o PL 122 tempos atrás. Agora Dilma faz campanha dizendo que Marina é um “Collor de saias”. Mas é a própria Dilma que tem aliança com Collor. Se ele é tão “ruim”, qual o problema? E assim, sucessivamente, para cada vez que eles decidem “cagar regras”, podemos pegá-los no contrapé.
Foi exatamente isso que ocorreu com Gleisi Hoffman. Tecnicamente, isso devia se tornar um esporte. Algo como? “Quem já usou a tática 5 do Saul Alinsky contra um petista nessa semana? O quê? Nenhuma vez nessa semana? Já está perdendo o jeito, hein…”

Fonte: http://lucianoayan.com/2014/09/03/como-tratar-um-petralha-em-debate-gleisi-hoffman-se-descontrola-ao-ter-suas-imoralidades-exibidas-ao-publico/

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