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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

William Leonard - Soberania de Deus

O ensino bíblico que Deus é a fonte de toda criação e que todas as coisas têm sua origem em e dependem de Deus (Salmos 24:1). Soberania significa que Deus está em tudo e sobre tudo.

Soberania Criativa. Deus é o Senhor da criação, a fonte de todas as coisas, que trouxe o mundo à existência e que guia Sua criação para um fim significativo. A criatividade de Deus não é resultado do acaso ou da aleatoriedade. Ela contém a promessa e o propósito que Deus pretende.

Soberania Moral. A soberania de Deus, Sua autoridade sobre a criação, é fundamentada na natureza essencial de Deus que é moral. Deus deve ser obedecido, não simplesmente porque Ele é poderoso, mas porque Ele é justo (Salmos 50:6). Deus julga Sua criação na base de Seu profundo caráter moral. Ele é tanto a fonte de toda criação como de toda bondade.

Soberania Transcendente. A soberania de Deus é transcendente, além de nossa completa compreensão (Isaías 6:1). Deus é separado de Sua criação e trabalha de maneiras que os seres humanos nem sempre entendem. A transcendência está intimamente relacionada à santidade de Deus, Sua pureza moral excelente e Seu caráter distintivo essencial.

Soberania com um Propósito. A soberania de Deus segue em direção a um fim particular, um propósito específico (Filipenses 2:13). O propósito de Deus é trazer Sua criação – toda a Sua criação – à plenitude e realização, à comunhão com Ele: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2 Coríntios 5:19). O reino de Deus é o fim em direção ao qual Deus move a Sua criação.

Soberania e Liberdade. A soberania divina não significa que tudo que ocorre no mundo é a vontade de Deus. Deus criou um mundo em que a liberdade é uma possibilidade real. Sua vontade permissiva torna possível a liberdade humana e as leis da natureza. Esta liberdade significa que a soberania deve sempre ser distinta da “sorte” ou do “destino,” a crença que tudo que ocorre no mundo foi predeterminado, programado de antemão, por Deus. Essa visão, levada a extremos, torna os seres humanos peões ou marionetes de um universo mecânico em que todas as escolhas são feitas de antemão e onde a liberdade não é possível. Todavia, o Evangelho sugere que os seres humanos encontram liberdade genuína, não em fazer tudo que eles querem, mas em se submeterem à vontade soberana de Deus, à regra e ao reino de Deus em suas vidas individuais e coletivas. A soberania de Deus envolve a auto-limitação de Deus a fim de que Sua criação possa também escolher a liberdade nEle.

Soberania e Providência. Deus guia, sustenta, ama, e anseia ter comunhão com Sua criação. Ele se revela como um pai amoroso e relacionado com a humanidade. Ele “tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores” (Isaías 53:4). Deus escolheu participar da história humana para cuidar dos seres humanos em suas forças e fraquezas. “Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8:28). Aqueles que pertencem a Deus não serão isentos do sofrimento; eles não serão poupados da decadência que a vida traz a todas as pessoas. O povo de Deus pode, entretanto, encontrar recursos espirituais e força para perseverar em tempos de dificuldades. O Deus soberano do universo escolheu identificar com Sua criação na cruz de Cristo. Não há maior exemplo de Seu cuidado de Sua criação.

Fonte: Holman Bible Dictionary

Tradução: Paulo Cesar Antunes

via http://www.arminianismo.com/index.php

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