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terça-feira, 31 de julho de 2012

Heitor De Paola fala sobre gayzismo, aborto e eugenia

Em entrevista para o site Fé em Jesus, o escritor, psicanalista e colunista do MSM Heitor De Paola abordou, dentre outros assuntos, a tirania pró-gay e marxistóide do Conselho Federal de Psicologia, o “kit gay” nas escolas e as conseqüências psicológicas terríveis que sofrem as mulheres que abortaram seus bebês. A entrevista foi conduzida pelo jornalista Sandro Guidalli.

Ontem (24), o Portal Fé em Jesus denunciou que a ministra Menicucci e uma assessora viajaram este mês a Nova York, às custas do contribuinte, apenas para participar das comemorações dos 30 anos do CEDAW, um dos comitês de Direitos Humanos da ONU que oficialmente é responsável por cobrar dos países membros o cumprimento de políticas em favor das mulheres. No entanto, na prática, o Comitê opera em favor da descriminalização do aborto nestes países, como o Brasil.
Leia abaixo a entrevista com o psicanalista, membro da Boyer House Foundation (Berkeley, Califórnia), e do Board of Directors da Drug Watch International. Heitor de Paola possui trabalhos publicados no Brasil e exterior.
 
Na entrevista, ele também aborda o avanço das políticas em favor dos homossexuais, a tirania do Conselho Federal de Psicologia e o kit gay.

Fé em Jesus - Em recente audiência pública na Câmara dos Deputados, a psicóloga Marisa Lobo, acusada por ativistas homossexuais de propor a "cura gay" voltou a ser hostilizada por criticar resoluções do Conselho Federal de Psicologia que proíbem estes profissionais de atender quem deseja mudar sua orientação sexual. Como o senhor avalia essa polêmica? O senhor acredita que alguém pode receber tratamento para deixar de sentir atração pelo mesmo sexo?
 
Heitor de Paola - Tenho que dividir a resposta em duas. Em primeiro lugar a própria existência desses conselhos profissionais que foram fundados com a expressa função de orientar profissionais de sua área, avaliar processos de natureza ética e autorizar novas técnicas é questionável. O que se dizia pretender era a melhor organização da profissão, mas na verdade durante alguns anos funcionaram como guardiões de reserva de mercado. Desde a tão decantada ‘redemocratização’ estão totalmente politizados, transformaram-se em sindicatos.

Aqui no Rio, p. ex., o Sindicato dos Médicos está esvaziado por falta de filiados em número suficiente para sua manutenção e sobrevivem da famigerada contribuição sindical obrigatória. Mas a inscrição no CRM é obrigatória por lei, são entidades ricas e que assumiram as funções sindicais com uma política de orientação revolucionária. Inscreveram-se, portanto, como ONGs ativistas. É óbvio que o CFP extrapola de suas funções e opera, neste caso, como parte do movimento gayzista de imposição de normas de conduta. Este pessoal tem um medo danado de que algum homossexual deixe de sê-lo, o que evidenciaria que toda sua cantilena de ‘minorias perseguidas’, descriminação social e ‘opção sexual’ se mostre mentirosa. Alguém já se perguntou por que os heterossexuais não se preocupam com estas coisas? Por que não existem movimentos hetero nem estes querem impor suas preferências a ninguém? Por que ninguém procura tratamento para se tornar homossexual?
 
Quanto ao problema da homossexualidade, é mais complexo. Devo esclarecer que não trabalho com o conceito de ‘doença mental’, derivado da psiquiatria, neste sentido não uso termos como ‘cura’.
 
A homossexualidade não é uma opção nem orientação sexual, é uma inversão do impulso sexual e uma manifestação de um delírio alucinatório que faz com que uma pessoa de um sexo se sinta, delirantemente, como do outro. É alucinatória porque o indivíduo, em graus variáveis, se enxerga possuindo um corpo diferente do seu corpo real.
 
A idéia de que existam homossexuais geneticamente formados é uma falácia. Todos os seres humanos possuem dois pares de cromossomos sexuais: X e Y. Se na fecundação se originar um ser XX é fêmea, se for XY é macho. Não existem variações possíveis, com exceção de anomalias como o hermafroditismo em que a pessoa nasce com órgãos sexuais dos dois sexos, mesmo assim eles costumam optar por um, opção às vezes muito sofrida. Mas isto foge à discussão.
 
É interessante ressaltar que os gays, tão ciosos de sua condição de minoria ‘normal’, não admitindo o epíteto de condição patológica, não hesitam em criar, eles mesmos, uma nova condição psicopatológica para os que têm outras preferências: “homofobia”. Fobia, termo técnico da psiquiatria, é usado por eles com o significado de aversão, mas deriva da palavra grega para medo.
 
Fé em Jesus - A mesma psicóloga foi notificada, desta vez pelo Conselho Regional de Psicologia do Paraná, a remover das suas páginas e perfis na rede social qualquer menção ao fato de ela ser cristã. Alega o CRP/PR que a dra. Marisa Lobo faz "proselitismo" ao declarar sua fé em Cristo. Um parece da OAB/PR considerou a notificação "descabida", além de inconstitucional por ferir a liberdade de expressão religiosa. Um profissional declarar a sua fé em alguma crença pode ser considerado uma infração?
 
Heitor de Paola - Obviamente a OAB deu um parecer correto. A psicóloga Marisa Lobo deveria processar o CRP-PR – e também o CFP. Se não o fizer, estas estupidezes anticonstitucionais nunca vão parar. Ninguém pode ser impedido de declarar sua fé - ou falta de – em nenhum local, em nenhuma circunstância e sob nenhuma alegação. E se for declaração de ateísmo, pode? Aposto que sim! Note-se o viés revolucionário com a intervenção inaceitável na liberdade individual.
Eu iria ainda mais longe: ao tornar pública sua crença ela está deixando claro o que será encontrado por quem procurá-la, o que é consoante com a verdadeira ética e permite o direito de livre escolha dos seus eventuais pacientes. Isto é inaceitável para quem esconde quem realmente é, pois seus pacientes se arriscam a ‘comprar gato por lebre’.
 
Os psicólogos competentes estão em seus trabalhos clínicos ou aplicados e não têm tempo para participar destas assembleias ‘populares’ permanentes dos Conselhos, que, então, ficam nas mãos de incompetentes. Esta vem sendo a situação nos Conselhos de todas as profissões técnicas.
 
Como a psicóloga é a mesma e os temas estão relacionados, é claro que CFP/CRP parece partir do princípio que o grande obstáculo à homossexualidade são as crenças religiosas. Apenas parece, porque sabem que ninguém é obrigado a seguir os Mandamentos Bíblicos. Mas há uma coisa à qual as religiões são poderosos obstáculos: à total dominação cultural revolucionária. A homossexualidade, aqui, não passa de cortina de fumaça para atacar as religiões.
 
Fé em Jesus - Ainda em relação aos homossexuais, num de seus últimos congressos, a ABGLT exortou seus participantes a lutar para que os brasileiros aprendam desde criança a declarar sua homossexualidade além de encarar com naturalidade a chamada "diversidade". O assunto trouxe à lembrança o famigerado kit gay. O senhor acredita numa "infância gay"? Como o senhor avalia a política dos ativistas gays lançada sobre alunos das redes públicas de ensino?
 
Heitor de Paola - Como já disse na primeira pergunta, ninguém nasce gay, nasce homem ou mulher com sexo geneticamente definido. A palavra sexo é, portanto, abominada e substituída por ‘gênero’. Ora, gênero é uma qualidade literária variável de um idioma para outro. P., ex., muitas palavras que são do gênero masculino em Português são femininas em Alemão. E é exatamente por isto que querem substituir sexo – que é geneticamente determinado e imutável – por gênero: um termo vago e variável. O kit gay e a tentativa de influenciar crianças são uma aberração abominável, típica de administração revolucionária.
 
Fé em Jesus - Em relação a mais nova onda abortista no país, como o senhor avalia o financiamento, pelo Ministério da Saúde, de convênios e viagens que têm como objetivo o aprendizado de técnicas do chamado "aborto seguro" e estudos sobre a despenalização do aborto, conforme recentemente denunciado por movimentos pela Vida e pela Frente Parlamentar Evangélica?
 
Heitor de Paola - O aborto pode ser seguro para quem? Certamente não para o feto que será trucidado! E nem para a mãe e provavelmente para o pai. Estes aborteiros, em função de seu materialismo, só pensam em termos de manipulação física. As conseqüências psicológicas para a mãe, segundo minha experiência na clínica – minha e de ouvir colegas – são devastadoras. Há algum tempo publiquei o relato de uma audiência pública em que uma centena de mulheres de olhos esbugalhados gritava histericamente: “Abaixo o Feto”! (http://www.heitordepaola.com/publicacoes_materia.asp?id_artigo=309) Nem em Congressos Nazistas jamais se viu coisa igual! Eles tinham algum pejo de gritar em público o que decidiam em reuniões de gabinete e praticavam em segredo.
Há total coerência com a ideologia comunista deste governo o financiamento público e os projetos para despenalizar o aborto e, não se surpreendam: logo virá a despenalização da eutanásia e da manipulação genética desenfreada, primeiramente a voluntária – como já é na Holanda – e depois imposta por lei.

Pouco se fala, mas foi Salvador Allende, comunista, amigo íntimo de Fidel Castro, fundador da OLAS (Organización Latino Americana de Solidariedad), e não um nazista, que introduziu no nosso continente a idéia de eugenia já na sua tese de término do curso médico sobre higiene mental e delinqüência. Mais tarde, como Ministro de Salubridad do presidente Pedro Aguirre Cerda (1938-41), redigiu um projeto de lei em favor da esterilização de doentes mentais aos moldes nazistas. Existem relatos não confirmados de algumas clínicas - melhor seria dizer antros abortistas -, que não se desfazem dos fetos abortados, mas vendem para laboratórios de manipulação genética. Se for verdade, é o comércio mais macabro desde os campos de concentração nazistas!
 
Há um outro ponto controverso em relação ao aborto: a questão de quando começa a vida? Na fecundação? Aos três meses? Ao nascimento? No meu entender a vida começou uma única vez e durante a fecundação ela apenas flui de dois seres - de duas células vivas (gametas), espermatozóide e óvulo, cada um com 23 cromossomos - para formar um novo. O que se inicia na fecundação é um novo ser que já é humano por possuir 23 pares de cromossomos (46), característica exclusiva do organismo humano que já está presente na primeira célula diplóide (células que se organizam em pares de cromossomos), o zigoto.

Dela jamais evoluirá outra coisa que não seja o próprio embrião humano – inicialmente por uma divisão chamada mitose (formam-se duas células com o mesmo número de cromossomos). Os gametas por serem células haplóides (possuem a metade dos cromossomos) fenecem se não houver o encontro.
 
As leis da genética não são discutíveis ou modificáveis pela lei civil. Portanto, geneticamente falando, o aborto em qualquer tempo é um homicídio. O que a lei civil pode determinar é a partir de qual momento o ser humano pode ser considerado uma pessoa, com direitos e deveres. Consequentemente é uma falácia afirmar que algum tribunal possa decidir em que momento da gestação o embrião ou feto passa a ser considerado um ser humano. Já o é desde o zigoto. É um ser humano no primeiro estágio evolutivo que só terminará com a morte. Esta noção é importante também para as ideias eugênicas e de eutanásia ‘caridosa’.
Fé em Jesus - Em que pese a então candidata Dilma Rousseff ter negado, durante a campanha, que faria ações em favor da descriminalização do aborto, o tema parece não ter saído da agenda governamental. O governo diz uma coisa, mas realiza outra?
 
Heitor de Paola - Sem dúvida! A mentirosa declaração da Dilma candidata foi:

"Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto. Eleita Presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família”.
Dilma não tomou pessoalmente a iniciativa, mas designou a socióloga Eleonora Menicucci para ministra da Secretaria de Políticas das Mulheres. A nova ministra, que também integra o grupo de estudo sobre o aborto, fez apologia do mesmo, relatou ter-se submetido pessoalmente duas vezes a esta prática e afirmou que levaria para o governo sua militância pelos “direitos sexuais e reprodutivos das mulheres” expressão eufemística para abrir espaço ao direito ao aborto. Ela também declarou ter participado na Colômbia de um curso de autocapacitação para que pessoas não médicas pudessem praticar o aborto pela técnica da aspiração manual intrauterina.

Do site Fé em Jesus. (via midiasemmascara)

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