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domingo, 5 de abril de 2026

Alemanha Destruída em Duas Guerras Mundiais, Dividida (Esquerda x Direita), Transformada em Superpotência. Quais escolhas foram responsáveis por esse “milagre”?


1. A Lição do Modelo Econômico: Milagre vs. Estagnação

A Alemanha Ocidental (RFA) adotou o "Economia Social de Mercado". Sob a liderança de Ludwig Erhard, o país removeu controles de preços e burocracias pesadas em 1948.

• O Caminho da Prosperidade: Seguindo a lógica de Sowell sobre incentivos, o livre-mercado permitiu que o capital e o talento individual reconstruíssem a nação. O resultado foi o Wirtschaftswunder (Milagre Econômico), transformando a RFA na terceira maior economia do mundo em poucas décadas.

• O Caminho da Servidão: A Alemanha Oriental (RDA) seguiu o planejamento central soviético. Embora fosse a "vitrine" do bloco comunista, sofria com escassez crônica, tecnologia obsoleta e falta de bens de consumo básicos, dependendo de subsídios da URSS para manter uma fachada de estabilidade.


2. O Muro e a Questão da Escolha Individual

A evidência mais gritante da diferença entre os sistemas não foi o PIB, mas o fluxo migratório.

• Entre 1949 e 1961, cerca de 3,5 milhões de pessoas fugiram do lado oriental para o ocidental. Eram médicos, engenheiros e operários qualificados buscando liberdade e melhores condições de vida.

• A construção do Muro de Berlim em 1961 foi a admissão física de que o sistema coletivista precisava de grades para manter seus cidadãos. Como Hayek previu em O Caminho da Servidão, o planejamento central exige, inevitavelmente, a perda das liberdades civis para que as metas estatais sejam cumpridas.


3. A Análise sob a Ótica de Hayek e Sowell

• Hayek: Argumentava que o conhecimento é disperso. O governo da Alemanha Oriental tentou concentrar o conhecimento em uma elite burocrática, o que gerou ineficiência. Já o lado Ocidental usou o sistema de preços para coordenar a economia de forma orgânica.

• Sowell: Focava na "troca de compromissos" (trade-offs). O coletivismo priorizou a igualdade de resultados no papel, mas gerou pobreza generalizada. O mercado ocidental aceitou a desigualdade inerente à liberdade, mas elevou o padrão de vida de todos, inclusive dos mais pobres, para níveis muito superiores aos do Leste.


Conclusão: Qual caminho seguir?

A lição alemã sugere que o caminho da prosperidade está intrinsecamente ligado a três pilares:

1. Estado de Direito: Regras claras que protegem a propriedade privada.

2. Livre Iniciativa: Onde o sucesso depende de servir ao consumidor, e não ao burocrata.

3. Descentralização do Poder: Evitar que o Estado decida o destino econômico dos indivíduos.

Enfim, a base do sucesso alemão foi a liberdade econômica. Países que protegem a liberdade econômica, garantem o direito de propriedade e mantêm a responsabilidade fiscal tendem a sair mais rapidamente da pobreza, independente do seu ponto de partida histórico. Sem a criação de riqueza proporcionada pelo mercado, não há recursos para qualquer política social.


Refletir: O Brasil nunca foi destruído por guerras mundiais.

Palestra - A Rocha e a Vida em Sociedade: O Cristão Diante da Política.


1. Definindo a Política: Além do Partido

Muitas vezes, confundimos "política" com "politicagem" ou apenas com o ato de votar. É preciso resgatar o conceito original:

• Etimologia: A palavra vem do grego polis (cidade). Política é a arte de viver em sociedade e a busca pelo bem comum.

• Política como Gestão: É o conjunto de decisões que determinam como os recursos de uma nação são usados, como as leis são feitas e como a justiça é aplicada.

• Diferença Fundamental: Política é a esfera da convivência; Política Partidária é apenas um veículo (necessário, mas limitado) para disputar projetos de poder dentro dessa esfera.


2. A Bíblia e o Engajamento Civil

Diferente do que alguns pensam, a Bíblia não é silenciosa sobre o tema. Ela estabelece a base para a autoridade e o serviço:

• A Origem da Autoridade: Romanos 13 nos ensina que não há autoridade que não venha de Deus, e que o magistrado deve ser um "servo de Deus para o seu bem".

• O Mandato Cultural: Em Gênesis, o homem é chamado para governar e cuidar da criação. Isso inclui a organização social.

• Exemplos Bíblicos: José no Egito, Daniel na Babilônia e Neemias na Pérsia ocuparam cargos de altíssima relevância política em contextos pagãos, mantendo sua integridade e protegendo o povo de Deus.

• A Oração: Paulo exorta Timóteo (1 Tm 2:1-2) a orar pelas autoridades para que tenhamos uma vida "mansa e tranquila".


3. A Moldagem das Esferas da Sociedade

A política partidária e as ideologias têm buscado ocupar espaços que antes eram regidos por valores absolutos. É importante observar como isso ocorre:

• Educação: A tentativa de substituir o papel dos pais na formação moral dos filhos por diretrizes estatais ideológicas.

• Cultura e Entretenimento: O uso de incentivos fiscais e leis de fomento para promover visões de mundo que muitas vezes hostilizam a fé cristã.

• Economia: Políticas que podem tanto promover a dignidade pelo trabalho quanto gerar dependência e cercear a liberdade individual.


4. Desafios Atuais: A Igreja e a Família sob Pressão

O ponto mais sensível da palestra deve tratar das tentativas de interferência direta nos valores cristãos:

• Projetos de Lei e Liberdade Religiosa: Analisar como certas legislações, sob o pretexto de "direitos", podem acabar cerceando a liberdade do pregador de expor as Escrituras ou da igreja de manter seus padrões confessionais.

• A Reinterpretação da Família: Como o Estado tem tentado redefinir o conceito de família, ignorando a estrutura bíblica fundamental que é a base da sociedade.

• O "Ativismo Judicial": Quando decisões políticas são tomadas fora do legislativo, dificultando a participação popular e o debate democrático sobre temas morais (aborto, drogas, etc.).


5. Conclusão: A Postura do Cristão

Como devemos reagir?

1. Discernimento: Não ser "analfabeto político", mas entender as propostas antes de apoiá-las.

2. Valores sobre Siglas: O cristão não deve ser fiel cegamente a um partido, mas fiel à Palavra. Se um partido fere princípios bíblicos, a lealdade a Cristo vem primeiro.

3. Participação Ativa: Ocupar espaços, votar com consciência e, se vocacionado, ingressar na vida pública com temor a Deus.

4. Soberania de Deus: Lembrar que, independentemente de quem esteja no poder, "o coração do rei é como corrente de águas nas mãos do Senhor" (Provérbios 21:1).

Nota de Orientação: Ao ministrar esta palestra, é vital manter o foco nos princípios e na defesa da fé, evitando que o altar se transforme em um palanque. O objetivo é despertar a consciência crítica e a responsabilidade cívica dos membros, fundamentada nas Escrituras.


Aprofundando o Tema - A Moldagem das Esferas: Engenharia e Subversão

Nesta seção, explicamos que a mudança na sociedade raramente acontece por acaso; ela é frequentemente o resultado de processos planejados para alterar a percepção do que é certo e errado.


a) O que é Engenharia Social?

É o uso de técnicas psicológicas e sociais para influenciar o comportamento de grandes grupos de pessoas. No contexto político, isso ocorre quando o Estado ou grupos de interesse deixam de apenas "administrar" para tentar "reformar" a natureza humana e a estrutura familiar.

• A Bíblia nos alerta: "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente..." (Romanos 12:2). O "mundo" tem um sistema de moldagem; o cristão deve ter um sistema de renovação.


b) O Processo de Subversão Cultural

A subversão é o método de enfraquecer os pilares de uma nação (fé, família, moralidade) por dentro. Historicamente, teóricos políticos entenderam que para mudar a política de um povo, primeiro é preciso mudar sua cultura.

• Desmoralização: Ocorre quando os valores absolutos são substituídos pelo relativismo. O que era pecado vira "escolha", o que era virtude vira "preconceito".

• Ataque aos Símbolos: A desconstrução de heróis, da história e de instituições (como a Igreja) para que as novas gerações percam o senso de identidade e herança.


c) A Depravação como Ferramenta Política

Pode parecer um termo forte, mas na análise política, a promoção da depravação moral serve a um propósito: o enfraquecimento da vontade individual.

• Escravos do Desejo: Uma sociedade focada apenas no prazer imediato e na quebra de tabus sexuais e morais torna-se viciada e egocêntrica. Pessoas sem autodomínio são mais fáceis de serem controladas pelo Estado.

• A Família como Alvo: A engenharia social busca erodir a autoridade dos pais e a estabilidade do casamento. Sem uma família forte, o indivíduo fica isolado e recorre ao Estado como seu "novo pai e provedor".


d) O Projeto de Interferência nas Igrejas

Como a Igreja é a última barreira de resistência contra o controle total da consciência, ela se torna o alvo principal:

• Criminalização da Opinião: Tentativas de classificar passagens bíblicas ou sermões sobre moralidade como "discurso de ódio".

• Infiltração Teológica: O uso da política partidária para tentar mudar a doutrina interna das igrejas, substituindo o Evangelho da Salvação por um "evangelho puramente social ou ideológico".


Como abordar isso na Palestra:

Ao apresentar esses pontos, é vital usar o princípio do contraste:

1. Exponha a Estratégia: Mostre como a mídia, o sistema educacional e as leis trabalham em conjunto para normalizar o que a Bíblia condena.

2. Apresente a Resistência: A resistência do cristão não é através da violência, mas através da verdade e da santidade. Uma família que permanece unida e educa seus filhos no caminho do Senhor é o maior ato de resistência contra a engenharia social.

3. Mantenha a Esperança: Lembre a igreja que, embora os reinos deste mundo tentem se levantar contra o Senhor, o Seu Reino é inabalável.

Dica de Oratória: Use exemplos práticos de leis recentes ou currículos escolares que tentam ensinar às crianças conceitos opostos aos valores da família cristã. Isso torna o conceito de "engenharia social" algo real e palpável para os ouvintes.


Guia Prático: Como o Cristão Responde à Engenharia Social


1. A Retomada da Educação (Esfera da Família)

A primeira linha de defesa contra a subversão é o lar. Se a política tenta moldar os filhos, os pais devem ser os principais moldadores.

• Instrução Domiciliar: Independentemente da escola, os pais devem dedicar tempo diário para ensinar a cosmovisão bíblica. Não delegue a formação moral do seu filho ao Estado.

• Filtro Crítico: Ensine as crianças e jovens a identificar ideologias em filmes, desenhos e livros escolares. Pergunte: "O que esta história está tentando dizer sobre o que é certo e errado? Isso concorda com a Bíblia?"


2. Ocupação de Espaços (Esfera da Sociedade)

A subversão avança onde há vácuo de cristãos preparados.

• Conselhos e Associações: Oriente e apoie os membros que participam de conselhos tutelares, reuniões de condomínio, associações de bairro e conselhos de educação.

• Excelência Profissional: O cristão deve ser o melhor profissional na sua área (médico, advogado, professor, artista). A competência abre portas para que a ética cristã seja ouvida e respeitada.


3. Preservação da Verdade (Esfera da Igreja)

A Igreja deve ser o "baluarte da verdade" (1 Timóteo 3:15).

• Fidelidade às Escrituras: Não adaptar a mensagem do Evangelho para ser "politicamente correta". A igreja deve preferir ser rejeitada pelo mundo a ser infiel a Deus.

• Apoio Mútuo: Criar redes de apoio dentro da igreja para ajudar famílias que sofrem perseguição ou pressão ideológica nos seus empregos ou escolas.


4. Engajamento Político Consciente (Esfera do Estado)

• Voto por Princípios, não por Favores: O voto do cristão não deve ser trocado por benefícios pessoais, mas decidido com base na defesa da vida, da família, da liberdade religiosa e da justiça.

• Acompanhamento Legislativo: Informar a igreja sobre projetos de lei (PLs) que estão em votação e que podem afetar a liberdade de culto ou a autonomia familiar, incentivando a pressão legítima sobre os representantes.


5. A Arma Espiritual

Lembrar que a nossa luta "não é contra carne e sangue" (Efésios 6:12).

• Oração Intercessória: Orar especificamente contra as leis que promovem a depravação e pela conversão das autoridades.

• Vida de Santidade: A maior resistência contra a depravação social é uma vida pessoal santa. A luz das boas obras glorifica a Deus e expõe as trevas.


Fechamento Sugerido para a Palestra:

"Irmãos, a política partidária pode tentar redesenhar a sociedade, mas ela não pode mudar a soberania de Deus. A engenharia social pode tentar silenciar a nossa voz, mas não pode apagar a Verdade que está escrita nos nossos corações. Sejamos cidadãos exemplares na terra, mas nunca esqueçamos que a nossa cidadania principal está nos céus. Saiamos daqui não com medo, mas com a coragem de quem serve ao Rei dos Reis."

Dica para o Orador: Se possível, imprima este guia em forma de folheto ou projete os pontos principais em slides para que os irmãos possam tirar fotos e aplicar em casa.

Impostos Como Forma de Exploração e Controle - O Caminho da Servidão.

 


ANÁLISE ECONÔMICO-FILOSÓFICA: LIBERDADE E TRIBUTAÇÃO

Referência: Friedrich Hayek e o Caso dos Médicos Cubanos


1. O Fundamento Teórico: Friedrich Hayek

Em sua obra fundamental, O Caminho da Servidão, Friedrich Hayek argumenta que o controle econômico não é apenas o controle de um setor da vida humana, mas o controle dos meios para todos os nossos fins.

• A Tese: Quanto maior a parcela da riqueza produzida pelo indivíduo que é transferida ao Estado (via impostos ou confisco), menor é a esfera de liberdade privada.

• O Risco: A dependência do Estado para necessidades básicas (saúde, moradia, alimentação) transforma o cidadão em um subordinado das decisões burocráticas e do planejamento central.


2. O Estudo de Caso: Médicos Cubanos (Programa Mais Médicos)

O acordo firmado entre Brasil, Cuba e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) serve como um exemplo prático da perda de autonomia individual em prol do poder estatal.


O CASO DOS MÉDICOS CUBANOS

a) O Mecanismo: No programa Mais Médicos, o governo de Cuba retinha a maior parte do pagamento feito pelo Brasil.

b) A Divisão

 O Estado Cubano ficava com cerca de 75% do valor.

 O Trabalhador recebia apenas cerca de 25%.

c) A Consequência: Sem o controle do próprio salário, o profissional perde a liberdade de migrar, investir ou discordar do regime, caracterizando uma dependência econômica absoluta.


Implicações da Análise

a) Exploração do Trabalho: O Estado cubano atuou como "agenciador" da força de trabalho, tratando o conhecimento técnico do trabalhador como propriedade estatal.

b) Restrição de Movimento: A dependência financeira extrema impedia que o profissional buscasse alternativas de vida fora do controle do regime, validando a tese de Hayek sobre a "servidão".

c) Controle Político: O uso do salário como ferramenta de controle garante que o indivíduo não acumule capital suficiente para contestar o sistema ou exercer dissidência.


3. Conclusão: Poder Estatal vs. Autonomia Individual

A análise demonstra que a tributação excessiva ou o confisco direto de renda pelo Estado reduz a soberania do indivíduo. Quando o trabalhador perde o direito sobre o fruto de seu esforço:

• Sua capacidade de planejar o futuro desaparece.

Suas escolhas de consumo e investimento passam a ser decididas por terceiros.

• A liberdade política torna-se frágil, pois a sobrevivência econômica passa a depender da conformidade com o Estado.


Data da Análise: 2026

Assunto: Economia Política e Liberdades Individuais.

domingo, 29 de março de 2026

Direita x Esquerda - Definição Atual.


 

ANÁLISE POLÍTICA: O CONFLITO DE VISÕES NO BRASIL


1. O Eixo do Tamanho do Estado (Visão de Thomas Sowell como referência)

Nesta definição, a régua política é medida pela concentração de poder:

Extrema Esquerda (Totalitarismo): O Estado é onipresente. O "Partido" ou o "Líder" substitui as instituições civis, a religião e a família. Não há esfera privada; tudo é político e controlado pela burocracia estatal.

Esquerda: Defesa de um Estado maior, com alta carga tributária, regulação econômica intensa, menos liberdade e o governo como principal motor de "justiça social" e engenharia social.

Centro: Um equilíbrio entre livre mercado e algumas redes de proteção estatal.

Direita: Defesa do Estado mínimo, focado em segurança, justiça, livre mercado, mais liberdade, menos imposto e garantia da propriedade privada. Fortalecimento de instituições intermediárias (família, igreja, associações).

Extrema Direita (Libertarianismo / Anarcocapitalismo): O Estado é visto como desnecessário ou ilegítimo. A liberdade individual e a propriedade privada são absolutas, e as interações humanas devem ser puramente voluntárias.


2. Valores: Conservadorismo vs. Substituição Institucional

A análise sobre os valores toca em um ponto central da filosofia política: quem deve ser a autoridade moral?

Na Direita (Conservadora): Existe a crença de que a civilização é um "contrato entre os mortos, os vivos e os que ainda vão nascer" (Edmund Burke). Os valores judaico-cristãos e a estrutura familiar são vistos como defesas naturais contra a tirania. Se o indivíduo está ancorado em sua família e sua fé, ele depende menos do Estado.

Na Esquerda (Coletivista): Para que o Estado tenha poder total, ele precisa enfraquecer as lealdades concorrentes. Por isso, historicamente, regimes de extrema esquerda tentaram substituir a religião pelo culto ao Estado/Partido e a autoridade familiar pela autoridade pedagógica do governo.


3. A Assimetria no Brasil sob este Prisma

Aplicando esses critérios à observação da "falsa equivalência":

A Elite Dominante (Esquerda): Ocupa os espaços que definem a "cultura" e a "norma". Se o critério de sucesso é o crescimento da máquina pública e a mudança de valores tradicionais, este grupo tem tido sucesso em moldar as instituições brasileiras (editoriais, universidades e burocracia).

A Base Popular (Direita): Identifica-se com os valores descritos (família, religião, trabalho) e sente-se agredida pelo avanço do Estado sobre a sua vida privada. As redes sociais tornaram-se o quartel-general desse grupo porque é o único lugar onde a "ordem institucional" de esquerda ainda não exerce controle majoritário.


Conclusão da Análise

Sob esta ótica, o conflito brasileiro não é entre dois grupos iguais, mas entre uma elite que busca a expansão do controle estatal/social (os "ungidos", como diria Sowell) e uma população que deseja preservar suas liberdades e tradições contra essa expansão.

terça-feira, 3 de março de 2026

Os 10 Mandamentos do Líder Cristão Contemporâneo



1. Priorize a "Presença" como sua Arma Principal

A adoração não é apenas liturgia, é ataque espiritual. Antes de qualquer estratégia política ou gerencial, o líder deve estar edificado internamente (oração em línguas) para que a "unção" preceda a ação.

Referência: Pr. Antônio Cirilo e 1 Coríntios 14:4.


2. Separe o que é de Deus e o que é de César

Entenda a jurisdição do Direito Religioso. Proteja a liberdade de culto da sua comunidade através da ordem administrativa (estatutos e compliance), garantindo que o Estado não interfira no dogma.

Referência: Direito Religioso (Vieira e Regina).


3. Identifique a Mentira na História e na Cultura

Não seja levado por "mitologias". Estude o passado (como o erro soviético) para não cair em utopias materialistas que prometem o céu na terra, mas entregam o inferno da tirania.

Referência: Mitologia Soviética (Thiago Braga).


4. Rejeite o "Suprematismo" Humano

Sempre que homens agirem como se fossem deuses (ativismo judicial), lembre-se de que a justiça humana é falha e delegada por Deus. Denuncie a subversão da justiça com coragem e verdade.

Referência: Sereis como Deuses e Suprema Desordem.


5. Seja um Guardião da Narrativa (Contra a Lacração)

O entretenimento e a cultura são campos de batalha. Treine seu "olho crítico" para não permitir que ideologias subvertam a beleza e a moral cristã na mente da sua família e liderados.

Referência: Manual da Lacração e Guerra Cultural na Prática.


6. Defenda o Justo e a Vítima

Combata a inversão de valores na segurança pública. A verdadeira compaixão bíblica exige a punição do mal para proteção do inocente. Não aceite mitos que justificam a impunidade.

Referência: O Mito do Encarceramento em Massa.


7. Promova a Descentralização do Poder

Siga o conselho de Jetro: o poder absoluto corrompe. Apoie estruturas que distribuam autoridade (como o federalismo) e protejam a autonomia das instâncias locais e da família.

Referência: Os 7 Poderes (L.P. de Orleans e Bragança).


8. Apoie as Raízes da Fé (Israel e Verdade)

Lute contra a judeofobia e qualquer forma de antissemitismo mascarado. Entenda que a nossa herança espiritual está ligada à promessa de Deus a Abraão e ao destino de Israel.

Referência: Judeofobia (Constantino) e Gênesis 12:3.


9. Viva sob a Perspectiva da Eternidade

Lidere hoje sabendo que o Rei está voltando. A escatologia não deve gerar medo, mas urgência missionária e integridade no tribunal de Cristo (Bema).

Referência: Estudo sobre a Volta de Cristo.


10. Nunca se Curve ao "Estado de Exceção"

Como Daniel em Babilônia ou Jesus perante Pilatos, a sua lealdade final é ao Deus Altíssimo. Se a lei humana exigir a desobediência a Deus, escolha a obediência ao Trono Celestial.

Referência: Análise sobre o 8 de Janeiro e Atos 5:29.

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

OLAVO DE CARVALHO - LEIA BONS LIVROS E SAIA DA BOLHA BURRA P...! PARTE V







NOSSA SINGELA HOMENAGEM AO PROFESSOR OLAVO DE CARVALHO EM SEU FALECIMENTO NESTA DATA - FAROL DO PENSAMENTO BRASILEIRO.


sábado, 10 de julho de 2021

ANIQUILANDO AS FALÁCIAS IDEOLÓGICAS - THOMAS SOWELL

 

(...)

    Comunismo e fascismo, para Sowell, estão muito próximos e a ideia de que fazem parte de polos ideológicos não se sustenta mais. Ao se comparar esses dois movimentos totalitários e suas agendas, incluindo a agenda da esquerda, vê-se que eles têm mais semelhanças do que as agendas da maioria dos grupos conservadores. Sowell chama atenção para a questão de que o conservadorismo não apresenta um conteúdo ideológico específico, já que essa agenda muda dependendo da época e do que se quer conservar. Nos últimos dias da União Soviética, os que queriam preservar o regime comunista, por exemplo, eram denominados conservadores, embora não tivessem nenhuma ideia comum com as de Friedman, Hayek e Buckley.

    Sobre a questão direita-esquerda, Sowell ainda acrescenta que a esquerda democrática opta por tomadas de decisão coletivistas, impostas de cima para baixo, como também optavam os fascistas italianos e os nazistas alemães. A esquerda democrática também compartilha com eles uma política de cunho intervencionista e supostamente a favor do povo, das massas, embora esses não tenham autonomia em suas decisões, quem decide pelos trabalhadores, pelo povo, são os intelectuais ungidos, ou seja, aqueles que acreditam ser moralmente superiores e sabem o que é melhor para as massas.

    Muitos pensadores que supostamente defendiam as massas, na verdade as repudiavam:

Rousseau, apesar de toda ênfase que deu à “vontade geral”, deixou às elites o papel exclusivo de interpretar essa vontade geral. Ele via as massas como algo parecido a um “estúpido e pusilânime inválido”. Godwin e Condorcet também expressavam, no século XVIII, um desprezo semelhante às massas. Karl Marx disse: “Ou a classe trabalhadora se faz revolucionária ou não é nada”. Em outras palavras, para esses intelectuais, milhões de seres humanos só tinham qualquer importância se adotassem a visão deles. O socialista George Bernard Shaw incluía a classe trabalhadora entre os tipos “detestáveis”, pessoas que não têm direito de viver (SOWELL, 2011,P. 158).

    Para finalizar a discussão sobre a dicotomia direita-esquerda, Sowell aborda a obsessão da esquerda pelo controle do Estado, sempre com a desculpa de que ele estaria sendo usado em benefício do povo, porém, na realidade, o que ocorre são abusos de todos os tipos, como os genocídios e assassinatos em massa, realizados por Hitler, Stalin, Mao, entre outros ditadores.

    Sowell discute a questão da mudança e do status quo. Para Sowell, a esquerda só aceita a mudança do status quo, quando ela beneficia seu viés ideológico. Mesmo mudanças importantes para toda a população são ignoradas em benefício da manutenção daquilo que a esquerda acredita, ou seja, tudo o que promove o uso ideológico e partidário do pensamento de esquerda. Nesse sentido é interessante mencionar a célebre frase de George Orwell (1903-1950), em A Revolução dos Bichos: “Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que outros”.

    Os sórdidos interesses da esquerda são expostos por Sowell, que diz que ela se omite, por exemplo, em mencionar os benefícios e mudanças ocorridas na década de 1920 nos EUA, entre eles o uso da eletricidade, dos carros, do rádio e do transporte aéreo comercial. Qual seria a justificativa para a esquerda ignorar transformações tão relevantes? A resposta seria a não contribuição dessas mudanças em relação aos mecanismos sociais da forma como a esquerda os entende. Quando a década de 1920 é citada pela intelligentsia, geralmente é lembrada como uma época de manutenção do status quo, de estagnação.

    Ainda para sustentar seus argumentos sobre a falácia da visão dos intelectuais ungidos e da esquerda, Sowell discute a questão da retórica. Para que o papel dos intelectuais seja entendido, deve-se compreender não só a retórica desses intelectuais, mas focar na realidade de suas preferências, no modo como elas se apresentam. Não basta que se preste atenção no que um intelectual diz, porque as palavras nem sempre dão conta de expressar algo claramente. Mesmo o que se diz de maneira bem articulada, pode não representar o real comportamento de uma pessoa.

(...)

frases impactantes