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sábado, 15 de fevereiro de 2014

Os Jogos Olímpicos de Inverno na Rússia e a Hipocrisia dos Direitos Humanos da Esquerda

Don Feder

Comentário de Julio Severo: Conheço Don Feder desde a década de 1990, quando ele era colunista de um grande jornal dos EUA. Ele não é cristão. Ele é judeu e tem uma visão certeira dos assuntos atuais que é difícil encontrar mesmo entre cristãos. Na década de 1990, ele publicou dois livros (que tenho em minha coleção, devidamente autografados por ele), que surram com classe e humor a Esquerda americana. Hoje, ele aponta para o óbvio: a poderosa esquerda ocidental, que controla a mídia, não dá a mínima para a matança de milhares de cristãos na Síria, mas está obcecada com uma lei na Rússia que não proíbe o homossexualismo, mas apenas a propaganda homossexual para crianças e adolescentes. A esquerda ocidental, que tolera o radicalismo islâmico que assassina milhares de cristãos, mostra sua total intolerância para com a Rússia que rejeita a homossexualização das crianças.Parabéns ao Don por mais este artigo sensacional.
Deveria haver um evento nas Olimpíadas de Sochi, na Rússia, em que ativistas esquerdistas que posam de jornalistas, celebridades tontas e políticos pudessem competir para ver quem consegue fazer a choramingação mais alta e longa sobre o suposto horror da “temida” lei russa contra a propaganda gay, com a banda Pussy Riot tocando no fundo. Pontos extras serão concedidos a quem fizer comparações absurdas e ofensivas dessa lei ao Holocausto.
Grupos gays ocidentais protestam contra Putin por causa de lei russa que proíbe propaganda gay para crianças

Num artigo de 7 de fevereiro no jornal USA Today, quatro deputados federais dos EUA fizeram uma pausa para discutir o que eles veem como assunto de “grave preocupação.” Eles disseram: “Estamos muito incomodados com as práticas discriminatórias da Federação Russa com relação aos indivíduos gays, bissexuais e transgêneros (LGBT).” Eles estavam fazendo uma referência vaga à lei russa contra a propaganda gay. Essa lei impede a promoção de “relações sexuais não tradicionais,” mas os deputados não entraram em detalhes para explicar ao público que a lei proíbe tentativas de doutrinar as crianças.
Numa carta aberta ao jornal britânico The Guardian, mais de 200 “famosos escritores internacionais” lamentaram a lei russa. “O estrangulamento que a Federação Russa tem colocado na liberdade de expressão é profundamente preocupante e precisa ser tratada a fim de produzir uma democracia saudável na Rússia,” funga Salman Rushdie.
Quando representantes políticos devidamente eleitos pelo povo aprovaram uma lei com uma votação de 436 a 0 (sem nenhuma abstenção), eu achei que isso era a democracia em ação. Mas, ao que tudo indica, para os esquerdistas a democracia só existe se Rushdie e seus famosos amigos internacionais aprovarem o resultado.
E o que seria da histeria esquerdista sem as comparações com o Holocausto? “Essas leis antigays são de modo preocupante semelhantes às leis antissemitas de Nuremberg que Hitler aprovou antes das Olímpiadas de 1936,” vocifera LZ Granderson, colaborador da CNN. A semelhança existe apenas na imaginação febril de LZ.
No Daily Mail, outro jornal britânico, o escritor gay Andrew Pierce chama a predileção do ator Stephen Fry por comparações com o genocídio de “demência em sua falta de proporcionalidade.” Pierce pergunta: Onde estão os campos de extermínio? “De modo ainda mais vergonhoso, Fry está rebaixando a importância do Holocausto ao compará-lo a uma lei que proíbe paradas gays.”
Durante a era comunista, os esquerdistas do Ocidente nos diziam que tínhamos de ser compreensivos com as “excentricidades” dos soviéticos — tais como os gulags. Agora que a Rússia não é mais comunista, cessou todo o relativismo para com a Rússia. As grandes empresas americanas, que impulsionaram o comércio entre Ocidente e Rússia na década de 1980, agora estão passando sermão sobre direitos humanos ao Kremlin.
Os cristãos sírios estão sendo sofrendo matança, num estado de total abandono. Um terço da população síria está no exílio. Mas, para a esquerda do Ocidente, isso é de importância muito menor do que a “gravidade” de uma lei que proíbe homens de biquínis sensuais de rebolarem pelas ruas de Moscou. O Centro de Pesquisa de Mídia comenta que enquanto a NBC (uma das maiores redes de televisão nos EUA) vem dando atenção obcecada à lei russa que protege as crianças, a NBC até agora não fez uma única reportagem sobre a dificílima situação dos cristãos sírios.
Preciso fazer uma explicação sobre essa lei, que não foi iniciada por Putin e foi aprovada pela Duma, o Parlamento da Rússia, sem nenhum voto contrário: Essa lei não criminaliza a homossexualidade. Dezenas de clubes gays funcionam abertamente em Moscou. A única coisa que a lei faz é proibir a promoção pública da homossexualidade para menores de idade.
Por exemplo, dois homossexuais não têm permissão de ficar do lado de fora de uma escola de ensino fundamental com uma cartaz dizendo: “Ei, garotada! A sodomia é formidável e vocês deviam tentar!” Cada vez que um indivíduo viola essa lei, ele é castigado com uma multa equivalente a 50 dólares. A violação das leis de Nuremberg, que nada tinham a ver com paradas judaicas em Berlim, trazia como punição prisão e trabalhos forçados.
Por que a Rússia, cuja população está diminuindo, iria querer se preocupar em promover para crianças esses “estilos de vida não tradicionais”? Será que tem a ver com o relatório do jornal médico britânico The Lancet que diz que um homossexual do sexo masculino tem probabilidade 18 vezes maior de contrair o HIV do que um heterossexual? Ou será que tem a ver com aqueles notórios “homofóbos” dos Centros de Controle de Doenças nos EUA revelando que em 2010, homens que têm sexo com homens (veja o modo delicado com que eles descrevem o sexo homossexual) representavam 63% das novas infecções do HIV nos EUA?
“Todos precisamos levantar a voz contra os ataques que são cometidos contra os indivíduos lésbicos, gays, bissexuais, transgêneros ou intersexuais,” disse Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU. “Todos precisamos nos opor às prisões e restrições discriminatórias que eles enfrentam.” Será que deveríamos?
Na ONU e em todo o Ocidente, a moda é aplicar restrições discriminatórias aos cristãos conservadores que fazem objeção, por mais suave que seja, aos estilos de vida não tradicionais.
A esquerda diz acreditar na soberania do povo — dentro de limites estreitamente definidos. Nos Estados Unidos, entre 1998 e 2012, os eleitores de 32 estados aprovaram leis que proíbem o “casamento” homossexual. Isso representa 50 milhões de eleitores sustentando a integridade da instituição da qual a civilização depende para sobreviver. Em média, os referendos foram aprovados por maiorias de dois terços.
Apesar de que o povo americano já expressou em maioria esmagadora seus sentimentos, os tribunais estaduais e federais (inclusive o Supremo Tribunal dos EUA) estão trabalhando sem parar para neutralizar a vontade do povo. Quando Rushdie tiver acabado de reconstruir a Rússia, o que ele vai querer fazer? “Produzir uma democracia saudável” nos EUA?
Nos EUA, os cristãos que se recusam a participar de uma farsa que viola suas convicções mais profundas são aniquilados por juízes e burocratas embriagados com o elixir estonteante de direitos sexuais.
O Supremo Tribunal do estado americano do Novo México multou um fotógrafo em 6.638 dólares por não querer fotografar uma “cerimônia de compromisso” de uma dupla lésbica. Por recusar ceder seu salão para uma “cerimônia de casamento” gay, a Comissão de Direitos Humanos do estado americano de Vermont — que tem uma semelhança impressionante com um Tribunal Revolucionário do Povo — multou a hospedaria Wildflower Inn em 10.000 dólares e exigiu que seus donos dessem 20.000 dólares para uma entidade que faz caridade para lésbicas. O promotor público do estado americano de Washington está perseguindo a dona de uma floricultura por semelhante “crime.”
Quando foi que se envolver em relações sexuais não tradicionais se tornou um direito humano? Onde está a cláusula de sodomia na Declaração de Independência e na Constituição dos EUA? Onde está a cláusula de sodomia na Declaração Universal de Direitos Humanos da ONU?
A Declaração Universal de Direitos Humanos da ONU de 1948 chama a família (definida como mãe, pai e filhos) “o grupo natural e fundamental da sociedade, e (como tal) tem direito à proteção da sociedade e do Estado.” Para os esquerdistas, nem pensar quando os direitos da família entram em conflito com a prioridade máxima deles de avançar a agenda sexual.
Em 2005, David Parker, um pai de Lexington, Massachusetts, foi preso e conduzido algemado ao se recusar a deixar as dependências da escola para protestar contra a decisão da escola de iniciar seu filho de 6 anos no regime de tolerância forçando-o a ler “Ritinha Tem uma Mãe Bissexual e um Pai Transgênero.” Um juiz federal não aceitou a ação judicial de direitos civis de Parker, decidindo que sob a nova lei estadual de “casamento” gay, as escolas têm a obrigação clara de doutrinar os estudantes e o direito de esconder tudo dos pais.
No ano passado, o Senado dos EUA aprovou a Lei de Não Discriminação no Emprego que estende direitos de “orientação sexual” e “identidade de gênero” ao local de trabalho. Se essa lei for totalmente aprovada, um empregado do sexo masculino terá o direito legal de usar um vestido para trabalhar. Qualquer objeção a isso equivalerá à violação de direitos civis, com punição de multas pesadas.
Um bizarro e inacreditável projeto de lei na Califórnia sobre banheiros foi adiado, aguardando o resultado de um referendo provocado por oponentes que coletaram 619.000 assinaturas para uma petição que rejeita o projeto de lei, que permite que os meninos que “se sentem como meninas” usem os banheiros das meninas, salas de troca de roupa das meninas e tomem banho junto com as meninas. E Putin quer negar tal “progresso” para o povo russo? “A lei russa é uma vergonha!” dizem os esquerdistas dos EUA.
A Califórnia e Nova Jérsei agora têm leis que proíbem que pessoas recebam terapia reparativa para saírem da homossexualidade. Sob a penalidade dessa lei, os pais são proibidos de levar seus filhos para um conselheiro para resolver problemas de atração homossexual indesejada. Ted Lieu, membro de Assembleia Legislativa, confessou que essa lei foi criada para “atacar os direitos dos pais… porque não queremos permitir que os pais prejudiquem seus filhos.”
Chai Feldblum, colocada por Obama na Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego, disse que quando convicções religiosas entram em conflito com os direitos das minorias sexuais, “dificilmente a liberdade religiosa deve ganhar nesses casos.”
Eis outra pérola da Camarada Chai — cujas ideias refletem a ética cultural que está reinando nos EUA: “Não toleramos que convicções religiosas privadas afetem de forma desfavorável os negros na esfera comercial, ainda que essas convicções sejam baseadas em perspectivas religiosas. Da mesma forma, não devemos tolerar convicções privadas acerca da orientação sexual e identidade de gênero que afetem de forma desfavorável os indivíduos LGBT,” disse a ex-professora de direitos. A lei russa que protege as crianças é suave em comparação com esse tipo de cultura que exige controle do que as pessoas pensam.
Ocidente retrata Putin como Hitler e diabo por causa de lei russa que proíbe propaganda gay para crianças

Num recente discurso, Putin comentou: “Muitos países ocidentais estão abandonando suas raízes, inclusive os valores cristãos.” O presidente russo admoestou: “Esses países estão insistindo em leis que colocam no mesmo nível a família de vários filhos com uma parceria homossexual, a fé em Deus com a crença em Satanás. Essa é a rota para a decadência.” Putin jamais conseguiria fazer sucesso na política dos EUA, pois ele se baseia demais na realidade.
Na semana passada, os criados de Ban no Comitê da ONU sobre os Direitos das Crianças ordenaram que a Igreja Católica “revisasse sua posição sobre o aborto, a qual coloca riscos óbvios na vida e saúde das meninas grávidas” — diferente do aborto, que tem, na visão dos esquerdistas, um efeito “salutar” nas meninas de 16 anos.
O comitê também exortou o Vaticano a repensar sua oposição ao falso casamento (“casamento” gay). Para eles, o Vaticano “não consegue reconhecer a diversidade de ambientes familiares,” o que leva inevitavelmente à “estigmatilização e violência contra… adolescentes e crianças criadas por duplas gays.”
Mas o que são as convicções profundas de 1,2 bilhão de pessoas e uma instituição de 2 mil anos contra a prioridade máxima da esquerda que quer a “igualdade” da orientação sexual e identidade de gênero? No que depender da esquerda, o destino dos opositores da agenda deles será o matadouro e as câmaras de gás.
Conforme meu amigo Alexey Komov, líder pró-família da Rússia, gosta de dizer: “No governo de Reagan, os Estados Unidos ajudaram a salvar a Rússia do comunismo. A Rússia gostaria de devolver esse favor.”
Traduzido por Julio Severo do artigo do GrasstopsUSA: Sochi and The Left’s Human Rights Hypocrisy
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