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quarta-feira, 18 de março de 2015

Os robôs petistas

Aquilo que todos sabiam agora tem prova: o PTusou e abusou de robôs virtuais durante a campanha de Dilma. Não falo do Sakamoto ou do Brasil 171, mas de programas que atuavam para manter os textos pró-Dilma no topo dos mais visitados ou debatidos. Diz a reportagem de Veja:
Um relatório reservado do governo federal divulgado nesta terça-feira pelo site do jornal O Estado de S. Paulo admite que a campanha da presidente Dilma Rousseff usou robôs para disseminar mensagens durante a disputa pela reeleição, no ano passado. “A partir de novembro, as redes sociais pró-Dilma foram murchando até serem extintas. Principal vetor de propagação do projeto dilmista nas redes, o site Muda Mais acabou. Os robôs que atuaram na campanha foram desligados e a movimentação dos candidatos do PT foi encerrada”, diz trecho do documento. O texto foi produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
Os chamados “robôs” são na verdade programas que realizam tarefas específicas nos ambientes virtuais, como a internet e redes sociais. Nas redes, em geral, utilizam perfis falsos para interagir com mensagens previamente determinadas. O objetivo é inflar os números que indicam a popularidade de um conteúdo ou conta. Dessa forma, portanto, um conteúdo artificialmente alimentado pelos robôs pode chegar à lista de trending topics (assuntos mais discutidos) do Twitter ou ainda ser exibido a mais usuários do Facebook.
Além dos robôs virtuais, os blogs chapa-branca também foram fundamentais para divulgar as mentiras petistas. O comunicado, sem assinatura, mas produzido pelo governo, é claro:
Os blogues não geraram conteúdo, mas foram fundamentais na propagação de reportagens da grande imprensa como caso Paulo Preto e da bolinha de papel.
O início do primeiro governo Dilma, no entanto, foi de rompimento com a militância digital. A defesa ferrenha dos direitos autorais pelo Ministério da Cultura e o fim do diálogo com os blogues pela Secom geraram um isolamento do governo federal com as redes que só foi plenamente reestabelecido durante a campanha eleitoral de 2014. 
[...]
A guerrilha política precisa ter munição vinda de dentro do governo, mas ser disparada por soldados fora dele. 
O grifo é do próprio comunicado. Para o PT, tudo é uma guerrilha, e o partido não tem defensores genuínos, mas “soldados”. Soldados contratados, diga-se de passagem. Quando não é um robô virtual, é um blogueiro chapa-branca que recebe patrocínio de estatais para defender o governo. São apenas esses que restaram defendendo o indefensável, um governo que tem 64% de rejeição, a mais alta desde Collor, e apenas 13% (número sugestivo) de aprovação.
Existem, portanto, somente três tipos que defendem o PT hoje: os robôs virtuais, que a gente pode perdoar pela falta de livre-arbítrio; os “soldados” pagos para sujarem as redes sociais com mentiras a favor do governo; e os que voluntariamente espalham as mesmas mentiras sem receber um tostão por isso. Esses não são vendidos ou canalhas; são os idiotas úteis mesmo!
Rodrigo Constantino

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