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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Totalitarismo Islâmico e a Decadência Europeia







“É uma grande hipocrisia recusar uma realidade que está diante de nós” (Nicolas Sarkozy, sobre o multiculturalismo)
“É uma grande hipocrisia recusar uma realidade que está diante de nós”
(Nicolas Sarkozy, sobre o multiculturalismo)
Pensem em um povo que abandonou suas bases, seus lastros, mas que não apenas colocou de lado tudo o que havia de singular, alto e belo de sua cultura, mas desprezou, criminalizou, odiou. Há 100 anos, em 1915, nenhuma alma na Terra poderia prever que a Europa, a conquistadora do mundo, o berço da Civilização que mais progrediu e se expandiu na humanidade, com uma literatura pujante, uma alta cultura invejável e descobertas, em todas as áreas, importantíssimas para a humanidade, estaria em um estado tão deplorável quanto hoje. Há um século a Europa vivia dos louros, de suas conquistas de séculos passados, mas também plantava sementes negras em um solo fértil.
O racionalismo, racismo, irracionalismo, materialismo, socialismo, cientificismo, entre outras nefastas ideias tiveram um amplo espaço na Europa na primeira metade do século XX, mas tais sementes sombrias ainda eram o que eram: sementes. Algumas, como a eugenia, derivada do racismo científico, cresciam rápidas e fortes, porém a própria ciência ocidental, além da filosofia e teologia, fez essa erva daninha minguar depois de um tempo. Todavia, outras sementes demoraram a crescer: oriundas do racionalismo exacerbado e do irracionalismo niilista, tais sementes brotaram e cresceram nas sombras e só deram frutos quase 100 anos depois, no final do século XX. Foi na década de 90, há mais de 20 anos em alguns locais (em alguns países só tiveram uma ampla força no final da década em questão, ou até mesmo no início do Terceiro Milênio, há menos de 20 anos), que os frutos vieram ao mundo político com toda a sua força: o multiculturalismo do progressismo.
A culpa de a Europa estar em plena queda, com sua cultura quase morta e necrosada, não é dos milhares de imigrantes, tampouco de terroristas presentes no meio desses imigrantes. A culpa é do europeu. As consequências das políticas progressistas, tão amadas e defendidas pelos europeus, foram grandes em termos de abrangência: colocaram a maioria, ou uma grande quantidade (depende do país) da população europeia com o pensamento guinado para o progressismo.
O multiculturalismo se tornou pauta quase que prioritária na política europeia. Quem discordava não estava apenas errado, mas também se tornava criminoso, era racista, xenofóbico, preconceituoso, nazista. Com a taxação e a segmentação, os que pensavam de modo diferente e divergiam das visões e políticas multiculturalistas, se embasando na lógica da realidade, se viram sem terreno para debater, sem espaço para se expressar. O primeiro assassinato que o multiculturalismo fez, e faz, foi das tradições europeias, foi o do pensamento verdadeiramente crítico e da verdadeira tentativa de diálogo. Não dariam a chance de pessoas mais conservadoras dialogarem, o que acelerou mais ainda o declínio da cultura europeia.
Antes mesmo das grandes levas de imigrantes assentarem suas culturas nas grandes cidades europeias, o progressismo estragava a cultura europeia. Os pensamentos antirreligioso, sofista, irracionalista, utilitarista, feminista e libertino ceifavam a alta cultura europeia nas academias e universidades décadas antes de políticas progressistas serem amplamente implementadas; foi no campo de produção mais alto e conceituado da Europa que começou seu gradual declínio: nas universidades. A cultura europeia, que determinou todo o sistema de economia, produção, bancário, político, diplomático, universitário, bélico, midiático e jurídico do mundo se via enfraquecida por si mesma, optando por denegrir o passado e enaltecer um futuro “melhor”, em nome de um suposto progresso.
Em nome do “progresso” a taxa de natalidade europeia caiu. Não se via mais virtude em ter filhos, mas sim desvantagens. A cultura era incapaz de fazer o básico para sua sobrevivência: incentivar a manutenção do número populacional; a inaptidão de conservar suas singularidades e virtudes, em comparação com outras culturas, se mostrou com muita força e efeito na tendência desconstrucionista, destruindo certezas, antes absolutas, da cultura da Europa. Agora não existia povo mais civilizado ou menos civilizado, sociedades inferiores ou superiores em seus hábitos, sistemas, ensinos, leis e tradições. Todos eram iguais, semelhantes. Todos deveriam se curvar para o grande coração pintado no paredão rosa do progressismo. E se alguém discordasse? Argumentum ad Hitlerum, reductio  ad Nazium, isto é, esse alguém seria posto em paralelo com Hitler e a história do nazismo. Todos os seus argumentos seriam reduzidos a comparações estapafúrdias e falaciosas ao nazismo.
A Europa se tornou um pedaço molenga de gelatina. A cultura se esterilizou de tal modo que quase todas as ligações com as antigas virtudes e conquistas europeias se tornaram algo distante, como se fossem pertencentes a um mundo alienígena. Desde então, leis absurdas se colocaram contra as tradições, e a boa moral, existentes. O feminismo, por exemplo, tomou força, conseguindo cada vez mais campo político e adeptos, podendo fazer passeatas com atentado ao pudor sem medo de represálias, invadindo igrejas, quebrando ícones religiosos, urinando em altares, afrontando padres, monges, bispos ou qualquer indivíduo que usasse da coerência para ser contra as proposições feministas – e pior: ano passado, quando invadiram a Catedral Notre-Dame de Paris, ativistas feministas foram expulsas pelos vigias da catedral. O que a justiça francesa fez? Não apenas absolveu as feministas, como também condenou aqueles que tentaram interromper a manifestação e o vilipêndio à fé católica, multando em 300 a 1000 euros os vigias que impediram a barbárie. A Europa contemporânea não apenas tenta ter um monopólio de discurso, mas também age judicialmente contra quem tenta se defender do progresso.
A barbárie multiculturalista iria se degenerar em totalitarismos e discriminações massivas contra tudo o que era tradicional sozinha. O politicamente correto existente no âmago do progressismo tem tendências totalitárias, e mesmo se não existissem imigrantes em massa dentro do território europeu, os bárbaros iriam corromper o Ocidente de dentro para fora; contudo, dadas as circunstâncias internacionais, os bárbaros, agora, invadem mais uma vez o Ocidente, e de modo “pacífico”.
Ao “lado” da Europa existe uma civilização antiga e com crenças e valores próprios, sem a maioria das bases que o Ocidente teve em sua formação. É a Civilização do Islã, embasada, principalmente, em um único livro, O Livro, o Corão. O mundo muçulmano não se assemelha ao mundo cristão. Suas leis, costumes e preceitos morais são, em geral, baseados na palavra de seu livro sagrado, e de modo diferente da Bíblia, onde existe um amplo espaço para interpretações, indagações e mudanças de leituras – Santo Agostinho, no fim da Antiguidade, já afirmava que não teria como saber o que eram os “seis dias” descritos no Livro do Gênesis para a Criação, ou seja: o santo não considerava as palavras da Bíblia como literais, ou totalizantes para definir o significado correto do que se queria passar no texto –, pois o texto bíblico é inspirado, enquanto o Corão foi ditado para Maomé. Embora, dentro do islã, existam vertentes que admitam interpretações diferentes do Corão, elas são bem mais brandas que no cristianismo. As duas religiões, ambas construtoras de Civilizações, são muito diferentes para serem comparadas.
Como o Ocidente tem, como uma de suas bases, a Bíblia e sua moral, a cultura ocidental não consegue sair muito de seu alicerce, mesmo que o odeie como ocorre no progressismo multicultural. O multiculturalismo foi proposto como uma ação contra a discriminação de outras culturas inseridas dentro de Estados. Ela nasce no Ocidente – e tem um moralismo que seria impossível de ser conseguido sem a moral cristã –, em meio à preocupação de querelas internas dentro de sociedades, que ameaçassem a Democracia e o Estado de Direito, tentando integrar as diversificadas culturas dentro dos Estados. Com o tempo, infelizmente, o multiculturalismo mostrou sua natureza paradoxal.
Para apoiar todas as culturas existentes em um país, o multiculturalismo está condenado a se contradizer para conseguir ser, no mínimo, efetivo em sua meta. É preciso diminuir a cultura nativa – de preferência a Ocidental, sempre – em prol das demais. O propagador do multiculturalismo não nota, porém, que próprio multiculturalismo é uma cultura que tenta se impor sobre a predominante, precisando ser a dominadora para ter sua real “eficácia”. Tal paradoxo é estrondoso, pois o multiculturalismo não consegue ser aquilo que propõe: múltiplo, mas sim um emaranhado de propostas com flertes hegemônicos. Há outra contradição: culturas que, se forem realmente respeitadas, irão inibir outras culturas, pois a inibição e o domínio de outra cultura é uma característica intrínseca de certas culturas, logo, apoiar todas as culturas seria, também, dar apoio ao extermínio de algumas.
Como todo paradoxo, o problema do multiculturalismo é insolúvel. Ele precisaria ser abandonado para que as dificuldades que ele criou fossem apagadas com as décadas, contudo os europeus se recusam a abandoná-lo. A Europa não se endireita, e prefere investir em políticas claramente fracassadas em relação às leis de imigração. Como a mentalidade do povo do Ocidente Europeu, em geral, absorveu o progressismo, a própria cultura das massas nativas se recusa a enxergar o próprio erro com relação às demais culturas.
Sequer enxergam os males que a cultura multiculturalista faz em suas próprias sociedades. Não veem, e nem fazem questão de ver, que o multicultural não aceita as próprias culturas europeias. O caso das feministas em Notre-Dame deixa bem claro que até mesmo a antiga cultura da Justiça, e do uso da razão no sistema jurídico, está sendo posta de lado em nome da voz das “oprimidas”. Não são apenas as senhoras que vão para a missa as prejudicadas. Todos são.
Mas a maior ameaça, além da destruição da própria cultura, é a infiltração de outras culturas na Europa, culturas superiores às dos europeus. Superiores não pelo fato de serem tolerantes, de conquistarem grandes proezas na filosofia e na ciência, não; mas ao menos a cultura muçulmana se sabe conservar e manter a renovação, e crescimento, do número de seus indivíduos. Qualquer cultura que é incapaz de, no mínimo, renovar seu número populacional é uma cultura moribunda; por mais que tenha alcançado grandes conquistas e contribuições, é uma cultura sem futuro, fadada a desaparecer. Culturas precisam de crianças.
O multiculturalismo abriu os portões para o islã, religião de um hábito expansionista e dominador. O já comentado paradoxo permitiu que outras culturas, muitas vezes nocivas, proliferassem dentro do Ocidente como corvos proliferam em um milharal desprotegido; não adianta comparar o mundo muçulmano com o nosso, pois suas bases são diferentes, eles não pensam como nós, não haverá aculturação. Os bárbaros, mais uma vez, invadem o Ocidente, só que agora sem resistência. Depois dos recentes atentados em Paris, que mataram mais de 100 pessoas, uma das primeiras preocupações da grande mídia foi a “reação da direita nacionalista”. Isso: uma das primeiras preocupações não foi com o crescente afluxo de imigrantes que, como a malvada direita avisou, seria perigoso; a primeira inquietação dos iluminados progressistas foi para com aqueles que não estavam fazendo nada.
Um dia depois dos atentados, um grupo corajoso e são de franceses se reuniu e foi feito um pequeno protesto contra o número absurdo de imigrantes em Paris. Resultado? Uma massa de pessoas maior os expulsou em nome da “paz”, do amor e do acolhimento aos estrangeiros: os mesmos motivos que levaram os terroristas a terem cidadania francesa ou se infiltrarem na França com grande facilidade. O mesmo motivo que gerou o sangue no chão de Paris.
É um tempo sombrio para a Europa. Não é culpa dos imigrantes que o atentado em Paris tenha ocorrido, mas sim dos próprios europeus, que abandonaram e desprezaram suas crenças e valores antigos – seria um cenário infinitamente mais seguro para os europeus se sua cultura fosse mais forte. Poderia haver até mais imigrantes na Europa que agora, porém o perigo da mudança brusca de cultura seria menor, e possivelmente, em casos críticos como o da Síria, onde existe uma alta chance da infiltração de terroristas nas grandes massas de refugiados, a Europa sequer teria permitido o grande fluxo de refugiados, optando por ajudar povos menos perigosos; não tenho muitas esperanças para a cultura europeia agora. Eles se recusam a ter filhos, a voltar para suas tradições, enfim, se recusam a deixar sua cultura viva.
O islã só esta fazendo o que lhe é normal, e nada mais, seja por meios violentos ou por uma infiltração pacífica. Os europeus perderão suas nacionalidades, seus idiomas, seus hábitos, seus monumentos, suas crenças. E o primeiro a sorrir quando tudo isso ocorrer, possivelmente não será um soldado do Estado Islâmico, ou um muçulmano que ficaria agradecido por não ver mais mulheres fazendo nudismo em praças públicas, mas a primeira pessoa a sorrir, provavelmente, deve ser uma professora em alguma faculdade, ministrando suas últimas aulas antes da Sharia ser um fato, tendo um saboroso e grande sorriso amarelo na boca, pensando: “Conseguimos. Integramos “todos” em nossa cultura!”.
Mas… Quem sabe? Em 1915 ninguém jamais poderia prever o nosso presente. Será que em 2015, da mesma forma, seria errado cogitar um futuro muçulmano para a Europa? Tudo depende única e exclusivamente dos europeus.
Fonte do texto:  http://www.institutoliberal.org.br/autor/hiago-rebello/

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