quarta-feira, 17 de junho de 2015

Polícia: lá e aqui. Ou: Quando vamos começar a valorizar nossos policiais?

Escrevi nesta terça um artigo sobre meu vizinho xerife, comentando a diferença entre a valorização que a polícia tem aqui nos Estados Unidos e a falta de prestígio (e remuneração) no Brasil. Em seguida, levantei a hipótese de o patriotismo, bem calibrado e sem ufanismo boboca, explicar parte dessa postura distinta. Pois bem: meu amigo Bene Barbosa, do Movimento Viva Brasil, aquele que tenta defender nosso direito básico de ter uma arma (algo bastante sedimentado por aqui), mandou hoje cedo uma imagem que retrata com perfeição meu texto. Ela vale por mil palavras:
Polícias
Ou seja, enquanto a polícia americana é aplaudida pelo governo e pela população quando mata bandido, no Brasil ela é vítima de perseguição e investigação, sem falar dos ataques infindáveis que a turma dos “Direitos Humanos” desfere. Essa gente só se mexe para defender bandido, para lutar pelos “direitos” dos assassinos e estupradores, nunca pelos policiais que ganham baixos salários e colocam suas vidas em risco todo santo dia.
Quando morre um policial em combate, o pessoal das ONGs de “Direitos Humanos” nunca aparece, nem manda mensagens de apoio aos familiares. Mas quando morre um marginal, um delinquente, um traficante, sai de baixo! Eles cospem fogo na polícia, que consideram, como instituição, algo fascista! Pergunto: como ter uma polícia decente em tais circunstâncias? É impossível.
Passou da hora de o Brasil mudar, passar a valorizar aqueles que colocam-se na linha de tiro dos bandidos para proteger a população, para garantir a ordem e a paz, para fazer cumprir as leis. Ninguém vai negar que exista a banda podre policial, que há muitos corruptos na força policial. Isso precisa ser combatido com firmeza também. Mas não é jogando fora o bebê com a água suja que vamos fazer isso. A quem interessa só detonar a polícia como instituição? A quem interessa só defender bandidos?
Rodrigo Constantino

10 dicas para pressionar congressistas a seu favor

POR 

PSG-L
Na era da Internet, a pressão de parlamentares é essencial para a obtenção de resultados políticos. É, também, um dos métodos essenciais que eu indico neste blog. Sempre peço “pressionem parlamentares, é isso que vocês tem que fazer”. E me perguntam: “Mas como eu faço isso?”. Então aqui vão algumas dicas, tanto para pressão no ambiente virtual como no mundo fora da Internet.
1. Sempre que possível, atue de forma organizada (e foque nos líderes)
Este é um item essencial. Você até consegue fazer pressão isolada. Mas se você fizer parte de uma comunidade (pode ser das redes sociais ou não) tudo pode ser facilitado. Se a ação for organizada de forma centralizada, melhor ainda. É muito melhor ter 100 ou 150 pessoas indo conversar com um deputado falando no mesmo tom do que apenas 1 gato pingado. Às vezes, o melhor é ter um comitê que centralize a discussão, mas representando as ideias do todo. Seja como for, organização tende a ser  melhor que a desorganização. Uma outra dica essencial é focar nos líderes dos partidos, pois isso poupará tempo. Um líder de partido geralmente capitaneia a votação de todos os restantes. Com exceção dos líderes, busque mais algumas figuras representativas, que influenciem o restante.
2. Entenda as divisões na política
Os políticos que estão no Congresso se dividem em três grupos: (1) Comprometidos com TEU projeto, (2) Comprometidos com o projeto do TEU inimigo, (3) Sem comprometimento com ambos os projetos. O grupo (3) é o maior deles. Por exemplo, com os projetos totalitários do PT, temos PT, PSOL, PCdoB e PROS. Eles estão no grupo (2). Não há pressão positiva a fazer sobre o grupo (2). Há ataque (pressão negativa) e nada mais. O grupo (1) é pequeno, e precisa não de pressão, mas apoio. Ali temos o DEM e nada mais. Se eles já estão comprometidos com teu projeto, então é só apoiá-los. O grupo (3) é a mina: eles devem ser pressionados, e deles exigirmos resultados. Por exemplo, nesta semana teremos votações importantes no Congresso. Todos desse grupo (3) estão na lista dos que devem ser pressionados. Como não dá para falar com os 330 a 380 que estão nesse grupo, foque nos líderes.
3. Você não está discutindo relação amorosa, como namoro ou casamento (tudo é uma grande negociação)
Em relacionamentos amorosos, uma traição tende a significar o fim do caminho. Isto é justificável. Mas não na política. Por exemplo, se o PMDB se aliou ao PT por 12 anos (eis a “traição”), ao mesmo tempo o partido tem danificado a agenda totalitária bolivariana. Por este motivo, não vamos contar com o trabalho do PMDB recente? Claro que vamos. Boa parte da direita ultimamente tem demonstrado seríssimos problemas para entender isso. Para te ajudar, tente pensar em tudo como uma grande negociação. Focando nos 3 grupos que citei, imagine que não há negociação alguma a fazer com PT, PSOL, PCdoB e PROS. O restante ou já está do seu lado (e você tem que garantir o apoio) ou deve ser pressionado em sua agenda. Como é uma negociação, pense (mas não seja tão explícito ou ameaçador) que você tem a seu favor o poder de arranhar a reputação dele e desgastá-lo. Ele tem sua reputação. O que está sob negociação? O apoio dele a propostas alinhadas com o teu projeto, e rejeição à propostas de seu inimigo. Esta é a maneira de encarar a interação com deputados e senadores.
4. Tenha seu objetivo em mente
Qual é o seu objetivo? No meu caso, sempre sou claro: derrubar todos os projetos totalitários do PT. Como estudei o processo de tomada de poder em países bolivarianos, sei que tudo se baseia apenas em propostas desse tipo: (1) Financiamento exclusivamente público de campanha, (2) Fim de financiamento privado, (3) Controle de Internet, com iniciativas como Humaniza Redes, (4) Censura de mídia, (5) Manutenção dos métodos de aparelhamento estatal, (6) Unificação das polícias, (7) Manutenção da impunidade de menores, (8) Manutenção do desarmamento. E daí por diante, com as principais sempre focadas no controle do fluxo de informações. Logo, eu foco em impedir que o PT aprove essas iniciativas. Você já parou para se perguntar por que você luta? Quais são suas prioridades? Bem, eu apresentei uma sugestão. Claro que existem outras táticas, elogiáveis até, como (9) Fim de urnas eletrônicas e (10) Impeachment. Mas eu acho que não podemos focar só nessas duas últimas, pois se o PT censurar a Internet e a mídia, esqueçam todas as demandas por um bom tempo, pois como pode um povo censurado falar em impeachment e fim de urnas eletrônicas? Não pode.
5. Seja claro nas demandas, explique a estratégia oponente e controle o frame
É preciso falar o que você quer de maneira clara. Por exemplo, não fale apenas em “financiamento privado de campanhas”, mas fale em “tirar o poder do PT usar o estado a seu favor e limitar o financiamento dos oponentes, ao mesmo tempo em que pode usar o estado a seu favor para propaganda institucional sem parar”. Em seguida, se posicione, dizendo: “estou demandando que o PT não consiga dar um golpe para se eternizar no poder”. Daí inicie a discussão. Ser claro nas demandas se baseia em definir qual o cenário e pelo que você luta.  Imagine a tática do governo para implementar o projeto de 30% de deputadas femininas. Para falar disso, aborde a estratégia de tomada de poder totalitário do PT, valendo-se de uma multidão de mulheres vindas de áreas como Humanas, Jornalismo e outras profissões preferidas por mulheres, e cujas faculdades foram aparelhadas pelos bolivarianos, a partir da estratégia gramsciana. Em seguida, ao ser claro em sua demanda, você não está mais falando em frases vagas, mas em demandas relacionadas à estratégia. Nunca fale nos termos que ajudem o outro lado. Alinhe a comunicação. Por exemplo, imagine que um congressista lhe diga: “Você gostaria de falar da redução da maioridade penal?”. Sua resposta: “Sim, pois o fim da impunidade para menores que cometam crimes violentos é imperativa”. Quando lhe for dito: “Vamos então falar sobre financiamento privado de campanha”. Sua resposta: “Exato, a liberdade de financiamento de campanha, essencial para que o PT não consiga ditar as regras do jogo, é urgente para nós”. Sobre “cotas para deputadas mulheres”, responda com “fim da soberania do voto”. E assim, sucessivamente, escolha os termos adequados.
6. Delimite os lados na guerra e explique as consequências
Ainda dando sequência ao passo anterior, esteja claro ao definir, sempre, os dois lados na guerra política: os totalitários do PT contra os republicanos, e você deve deixar claro que está em um conflito e a discussão está colocando nossa liberdade em jogo. Isto não é uma discussão banal. O congressista com quem você deve estar discutindo precisa estar ciente de que está em uma situação limite, e que a opção dele pode custar-lhe caro, em termos de reputação, pois estamos falando de uma guerra política.  Ao mesmo tempo, seja assertivo ao deixar claras todas as consequências da opção dele em não adotar suas demandas. Como exemplo, diga: “Geraldo Alckmin, você está ciente de que se acabar se aliando ao PT nessa questão de manter a impunidade de menores, você estará deixando claro que seu partido não se importa com mulheres estupradas ou vítimas de latrocínio desses menores?”. Ou então: “Você está ciente de que se não aprovar o financiamento privado de campanhas, o PT irá limitar o valor de cada partido, conhecer esse valor previamente, e depois estipular 9 ou 10 vezes mais somente de publicidade institucional para se perpetuar no poder? Você está em público aceitando as consequências de aprovar a proposta petista?”. Nunca se esqueça também de definir encruzilhadas e escolhas.
7. Promova sua tese, e desafie a tese contrário
O deputado de perfil 3 (lembre-se do item 2 desta lista) está aberto à melhor oferta. E sua oferta é baseada no seu poder de pressão sobre ele no que diz respeito a arranhar a reputação dele (embora você não precise ser explícito quanto a isso). A oferta do governo é baseada em cargos e benefícios. Ele precisa colocar essas coisas na balança. Por isso, ele muitas vezes vai ter na manga um argumento para dar uma ideia de que “é uma decisão difícil, pois há pontos em favor da proposta dele, assim como da tua”. Seja firme e refute os argumentos contrários. Por exemplo, na questão da maioridade penal, é uma moleza refutá-los. Na questão do desarmamento também. Para todas as questões sugeridas, é possível refutá-lo. Não dê espaço para a argumentação ruim. Refute-a. Isso aumenta o poder de negociação de quem está pressionando.
8. Seja educado, mas assertivo (você está negociando)
Lembre-se que você tem em mãos o poder de desgastar o congressista e roubar-lhe votos. É um poder significativo. Mas ao mesmo tempo você está negociando. Evite ficar nervoso. Ao contrário, seja sereno, calmo, mas assertivo. Ao perder a calma, você não apenas demonstra ser uma ameaça, como pode ser “fotografado” pelo seu oponente (da extrema esquerda) e facilitar a vida deste último na hora de se aproximar do mesmo congressista dizendo: “Cuidado, não ouça esses extremistas”. Creio que você não quer ser “fotografado” assim, certo? Alguns poderiam dizer: “E como foi feito com Álvaro Dias no caso Fachin?”. Ali não havia negociação, mas o desgaste de um político (o que não foi sem razão). Dias não estava aberto para negociação naquele caso. Pode estar em outros casos. Mas naquele, não havia negociação. As regras aqui sugeridas são baseadas para a negociação com deputados.
9.  Não jogue o jogo do “empurra” (evite o purismo)
Existe uma direita apolítica e negacionista (da própria política), que, em muitos casos, crê em coisas como intervenção militar. Pessoas assim criaram uma noção de que pessoas que não estão 100% alinhadas com você devem ser “empurradas” para o inimigo. Para compreender essa noção é preciso compreender que em política não existe o vazio. Ou alguém está agindo a teu favor, ou a favor de seu inimigo. Não há neutralidade. Por exemplo, FHC é uma decepção completa. Mas ele foi impecável na exposição da ditadura venezuelana. Quando se “empurra”, você está comunicando: “Ei, FHC, não precisa nem denunciar a ditadura venezuelana, não precisa fazer nada, não queremos nada, e fique tranquilo, pois a pressão estará terminada”. Claro que muitos dirão que não querem comunicar isso, mas o “empurra” sempre comunica isso. É preciso conscientizarmos todos os republicanos que, à exceção de PT, PCdoB e PSOL (e o PROS), praticamente todos estão no universo de pressão. Não é teu trabalho “empurrar” ninguém e fazer liberação de pressão. Alias, devemos aprender com os petistas, que pressionam até Eduardo Cunha, que é adversário. Evite, portanto, o purismo, inimigo mortal da ação política. Dia desses alguém disse: “Olha, eu prefiro o Caiado”. O que essa pessoa estava dizendo é que queria ganhar votação no Congresso apenas com o voto do Caiado. Aí é gozação, certo?
10. Fale sempre em comprometimento
Depois de tudo que falamos, há duas situações para cada demanda. Ou o congressista resolveu te apoiar, ou ficou do lado do seu inimigo. Em caso dele não atender, peça explicações públicas e faça-o pagar o preço do não atendimento. Algo como: “É lamentável que o deputado (x) tenha escolhido o caminho (y), que nós levará a (z)”, onde (y) é a proposta do inimigo e (z) a consequência. Tenha em mente neste processo todas as 13 regras para táticas de Saul Alinsky e os 198 métodos de luta contra ditadores de Gene Sharp (e aplique apenas o que for conveniente pro momento). Há muita coisa ali que pode ser aproveitada. Em caso de demanda não atendida, o congressista deve ser desgastado. Mas jamais volte ao passo 9, e não jogue o jogo “empurra”, pois há outra batalhas pelas frente. Pode até ser que um partido esteja comprometido com o projeto totalitário do PT, mas até você não estar certo disso, o partido está em seu universo de pressão. Mas e no caso de atendimento? Fale sempre do comprometimento, agradeça e anuncie publicamente o acordo. Assim como existe um preço para o não atendimento, deve existir um benefício para o atendimento.
Enfim, essas 10 dicas podem clarear um pouco a mente na hora de pensar em pressionar deputados e senadores. Existem sugestões de dicas adicionais? Complementações? Sintam-se livres.
Fonte: http://lucianoayan.com/2015/06/09/10-dicas-para-pressionar-congressistas-a-seu-favor/

terça-feira, 16 de junho de 2015

SAIBA COMO É ARTICULADA A 'ENGENHARIA SOCIAL' POR MEIO DE GRANDES VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO

A grande imprensa nacional e internacional sempre esteve coalhada de esquerdistas. São anos e anos de lavagem cerebral, de mistificação, de mentiras e falsificações dos fatos de acordo com os interesses do movimento comunista internacional.
Antes do advento da internet e, particularmente das redes sociais, os comunistas reinaram absolutos dentro dos grandes jornais, revistas, televisões e rádios e também no âmbito cultural, sobretudo o cinema, teatro, literatura, música e até mesmo as artes plásticas.
O próprio Karl Marx chegou a escrever para jornais americanos, talvez um dos únicos momentos em que ganhou alguns trocados que não fossem aqueles que procediam dos bolsos de Friedrich Engels seu amigo de família burguesa, um autêntico esquerda caviar, como diria Rodrigo Constantino, daquela época.
Neste século XXI a grande mídia continua dominada pela vagabundagem comunista. E o curioso é que, premidos pelas redes sociais e blogs independentes, os donos desses grandes veículos de comunicação dão uma no cravo e outra na ferradura tentando iludir os incautos com suposta imparcialidade. Um dos artifícios é manter em seus quadros jornalísticos empedernidos comunistas e alguns poucos democratas, liberais e conservadores.
O conjunto da obra é uma espécie de ornitorrinco ideológico. Ao fazer-se as contas se tem como resultado uma confusão editorial absurda cujo epílogo disso tudo é o relativismo político e ideológico. 
Os veículos de mídia brasileiros, tirante a revista Veja, são todos, sem exceção relativistas políticos e ideológicos. E esse viés editorial se encaixa perfeitamente no universo do pensamento politicamente correto, a arma principal da engenharia social levada a cabo pelo movimento comunista internacional. O efeito mais pernicioso disso tudo é que a grande mídia no final das contas promove a “desinformação” e não a “informação” propriamente dita.
Tudo que estou afirmando aqui neste artigo vem à luz por causa da internet e das redes sociais já que este blog está articulado, por exemplo, como Facebook e o Twitter que são as mais poderosas ferramentas de compartilhamento de informação. 
Não fossem as novas tecnologias, ninguém saberia, por exemplo, que Marco Aurélio Nogueira, professor da Unesp é um dos responsáveis pela introdução no Brasil da obra do comunista italiano Antonio Gramsci, um dos principais ideólogos da revolução cultural, a guerrilha incruenta que já esfarelou boa parte da liberdade no Brasil e nos demais países da América Latina. Que o digam os venezuelanos por exemplo.
Marco Aurélio Nogueira assina um blog no site do jornal O Estado de S. Paulo. Se lá está é porque foi convidado e contratado para escrever nesse jornal. 
A gravura que ilustra este post está estampada na página do Facebook de Marco Aurélio Nogueira. E não precisa dizer mais nada, apenas recomendar aos estimados leitores que não gastem o seu dinheiro comprando esses veículos da grande mídia, muito menos pagando para acessar seus sites. O mesmo devem fazer em relação às grandes redes de televisão. Protejam-se contra lavagem cerebral a que estão expostos. Afinal, todos dispõem da internet, sobretudo dos blogs independentes para obter informação verdadeira.
E aqueles leitores que têm filhos nas escolas e universidade verifiquem que tipo de livros e informações estão sendo repassadas ao alunado.
Para completar: é por tudo isso que se ouve a todo momento as pessoas afirmarem sua descrença nas instituições democráticas. "Não vai dar em nada", é o que se ouve a todo momento em relação por exemplo à fabulosa roubalheira da Petrobras promovida pelo PT e seus acólitos. 
Um dos motivos pelos quais as coisas nunca dão em nada decorre do aparelhamento da grande mídia. Lembrem-se sempre que a liberdade de imprensa é principal pilar da liberdade em sentido amplo. 
Fonte: blog do aluizio amorim

BASTA! FORA! (EXCELENTE ANÁLISE DE OLAVO DE CARVALHO)

Por Olavo de Carvalho
Transcrito do site Mídia Sem Máscara
Volto a explicar, agora ponto por ponto, a catástrofe estratégica monstruosa com que o PT destruiu a si mesmo e à nação. 
1. No incipiente capitalismo brasileiro, as grandes empresas são quase sempre sócias do Estado, o único cliente que pode remunerá-las à altura dos serviços que prestam.
2. Por isso elas acabam se incorporando ao “estamento burocrático” de que falava Raymundo Faoro: o círculo dos “donos do poder”, que fazem da burocracia estatal o instrumento dócil dos seus interesses grupais em vez da máquina administrativa impessoal e científica que ela é nas democracias normais.
3. Nesse sentido, o sistema econômico brasileiro não é capitalista nem socialista, mas sim patrimonialista, como destacaram, além do próprio Faoro, vários estudiosos de orientação liberal, entre os quais Ricardo Velez Rodriguez, Antonio Paim e o embaixador J. O. de Meira Penna.
4. Nos anos 70 do século passado os intelectuais de esquerda que sonhavam em formar um grande partido de massas tomaram conhecimento do livro de Raymundo Faoro, Os Donos do Poder. Formação do Patronato Político Brasileiro, então lançado em aumentadíssima segunda edição, e entenderam que o curso normal da revolução brasileira não deveria ser propriamente anticapitalista, mas antipatrimonialista: o ponto focal do combate já não seria propriamente “o capitalismo”, e sim – com nomes variados -- o “estamento burocrático”. 
5. A definição do alvo era corretíssima, mas, ao mesmo tempo, o partido, como aliás toda a esquerda nacional, estava intoxicado de gramscismo e ansioso por tomar o poder por meio dos métodos do fundador do Partido Comunista Italiano, que preconizavam a infiltração generalizada e a “ocupação de espaços” destinadas a criar a “hegemonia”, isto é o controle do imaginário popular, da cultura, de modo a fazer do partido “o poder onipresente e invisível de um imperativo categórico, de um mandamento divino”.
6. A aplicação do esquema gramscista obteve mais sucesso no Brasil do que em qualquer outro país do mundo. Por volta dos anos 80 o modo comunopetista de pensar já havia se tornado tão habitual e quase natural entre as classes falantes no país, que os liberais e conservadores, inimigos potenciais dessa corrente, abdicaram de todo discurso próprio e, para se fazer entender, tinham de falar na linguagem do adversário, reforçando-lhe a hegemonia ideológica mesmo quando obtinham sobre ele alguma modesta vitória eleitoral em troca. Entre os anos 90 e a década seguinte, toda política “de direita” havia desaparecido do cenário público, deixando o campo livre para a concorrência exclusiva entre frações da esquerda, separadas pela disputa de cargos apenas, sem nenhuma divergência séria no terreno ideológico ou mesmo estratégico.
7. O sucesso da operação produziu sem grandes dificuldades a vitória eleitoral de Lula numa eleição presidencial na qual, como ele próprio reconheceu, todos os candidatos eram de esquerda, o que canalizava os votos quase espontaneamente na direção daquele que personificasse o esquerdismo da maneira mais consagrada e mais típica.
8. Com Lula na Presidência, intensificou-se formidavelmente a “ocupação de espaços”, fortalecendo a hegemonia ao ponto de levar ao completo aparelhamento da máquina estatal pelo comando comunopetista, que ao mesmo tempo precisava da ajuda das grandes empresas para cumprir o compromisso assumido no Foro de São Paulo, coordenação estratégica da política comunista no continente, no sentido de amparar e salvar do naufrágio os regimes e movimentos comunistas moribundos espalhados por toda parte.
9. Inevitavelmente, assim, o próprio partido governante se transformou no “estamento burocrático” que ele havia jurado destruir. E, imbuído da fé cega nos altos propósitos que alegava, atribuiu-se em nome deles o direito de trapacear e roubar em escala incomparavelmente maior que a de todos os seus antecessores, sem admitir acima de si nenhuma autoridade moral à qual devesse prestar satisfações. O próprio sr. Lula expressou esse sentimento com candura admirável, afirmando-se o mais insuperavelmente honesto dos brasileiros, ao qual ninguém teria o direito de julgar – e isso no momento em que seu partido, abalado por uma tremenda sucessão de escândalos, já era conhecido no país todo como o partido-ladrão por excelência.
10. Assim, não apenas o PT fortaleceu o patrimonialismo, como frisou o cientista político Ricardo Velez Rodriguez, mas se transformou ele próprio na encarnação mais pura e aparentemente mais indestrutível do poder patrimonialista, soldando numa liga indissolúvel a ilimitada pretensão esquerdista ao monopólio da autoridade moral, os anseios do movimento comunista continental, os interesses de grandes grupos industriais e bancários, o aparato cultural amestrado (mídia, show business, universidades) e, last not least, o instinto de sobrevivência da classe política praticamente inteira.
11. Tal foi o resultado da síntese macabra que denominei faoro-gramscismo -- a tentativa de realizar por meio da estratégia de Antonio Gramsci a revolução antipatrimonialista preconizada por Raymundo Faoro: na medida em que, ao mesmo tempo, instigava o ódio popular ao “estamento burocrático” e, por meio da “ocupação de espaços”, se transfigurava ele próprio no inimigo odiado, personificando-o com traços repugnantes aumentados até o nível do absurdo e do inimaginável, o PT acabou por atrair contra si próprio, em escala ampliada, a hostilidade justa e compreensível da população aos “donos do poder”, aos príncipes coroados do Estado cleptocrático.
12. Ao longo do processo, a “ocupação de espaços” reduziu o sistema de ensino e o conjunto das instituições de cultura a instrumentos para a formação da militância e a repressão ao livre debate de idéias, destruindo implacavelmente a alta cultura no país e, na mesma medida, estupidificando a opinião pública para desarmar sua capacidade crítica. Ao mesmo tempo, no desejo de agradar a vários “movimentos de minorias” enxertados no Brasil por organismos internacionais, o governo petista fez tudo o que podia para desmantelar o sistema dos valores mais caros à maioria da população, contribuindo para espalhar a confusão moral, a anomia e a criminalidade, esta última particularmente favorecida por legislações que não se inspiravam propriamente em Antonio Gramsci, mas numa fonte mais remota do pensamento esquerdista, a apologia do Lumpenproletariat como classe revolucionária, muito em voga nos anos 60 do século XX.
O Brasil que o PT criou é feio, miserável, repugnante, tormentoso e absolutamente insustentável. Cumprida a sua missão histórica de encarnar, personificar e amplificar o mal que denunciava, o único partido da História que fomentou uma revolução contra si mesmo tem a obrigação de ser coerente e desaparecer do cenário o mais breve possível.
Por isso a mensagem que o povo lhe envia nas ruas, nos panelaços, nas vaias e nas sondagens de opinião é hoje a mesma que, em circunstâncias muito menos deprimentes e muito menos alarmantes, surpreendeu o desastrado e atônito presidente João Goulart em 1964:
-- Basta! Fora!
via blog aluizio amorim

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Os quatro níveis de maturidade na guerra política

 

Não podemos negar a guerra política do mesmo modo que não podemos negar a morte, os impostos e o clima. Ela é um fato da vida. Porém, podemos nos posicionar em termos de maturidade em relação à guerra política. A negação à política é apenas conscientização diante do inexorável.
Defini um modelo de quatro níveis para resolver um dos maiores problemas que tenho notado na direita: a incapacidade de comunicação interna. Geralmente o que vemos são pessoas pertencentes a níveis diferentes de maturidade (consciência) na guerra política e, por isso, entrando em conflitos desnecessários. Quando alguns entram com discurso “ó céus, ó vida, está tudo dominado, está tudo acabado”, em alguns casos o faz por desconhecer as regras do jogo.
O modelo que apresentarei abaixo permite um alinhamento em termos de comunicação, pois, ao identificarmos alguém de acordo com o seu nível, podemos explicar melhor as coisas. .
Mais ainda: o nível de alguém nesta escala de maturidade nos permite até prever como essa pessoa irá compreender qualquer informação recebida, e quais suas consequências. Uma vez que você tenha identificado seu público alvo em um nível, o resultado de sua comunicação muda.
Eis abaixo os quatro níveis:
  • 0 = inconsciente
  • 1 = consciente do jogo
  • 2 = consciente das regras do jogo
  • 3 = identidade de jogo
Parece até uma versão “light” de um CMMI, não? [nota: CMMI significa Capability Maturity Model – Integration, e é focado para as empresas de desenvolvimento de software).
Vamos aos níveis
0 – Inconsciente
Imagine que um time esteja em campo jogando para ganhar e outro não saiba sequer o que está fazendo no campo. Imagine que você chega para os “jogadores” deste segundo time e diz: “Ei, você sabe que aquilo que eles estão fazendo são gols? Você sabe o que são os gols? Você sabe que neste campo sai um vencedor e um perdedor? Você sabe que se meter a mão na bola, eles se dão bem?”. Daí recebe como resposta: “É sério isso? Ahh… vê está tirando com a minha cara, mano. Fala sério..”.  É evidente que estamos diante de pessoas inconscientes de que participam de um jogo. Uma pessoa assim não vai entender que bolas na rede significam um gol, e que se ele meter a mão na bola é uma falta para o adversário.
Quase todos intervencionistas e muitos anarcocapitalistas se encaixam neste grupo. Com certeza, o cidadão comum se encaixa aqui. Não estou dizendo que são incapazes para a vida fora da política, pois algumas pessoas podem ser um desastre no pensamento político mas irem muito bem em seus afazeres fora deste escopo. Porém, este método considera como a pessoa se sai na guerra política, independentemente de sua habilidade em outras áreas.
Este é um estágio realmente complicado, pois as pessoas aqui localizadas simplesmente não vão entender o que uma pessoa politizada fala. Eles não tem como entender pois possuem uma estrutura mental completamente diferente. São como dois mundos em choque. A comunicação com eles, neste estágio, depende de muitas metáforas e doses cavalares de paciência.
1 – Consciente do jogo
Neste nível a pessoa já sabe pensar de uma forma mais “maquiavélica” (e isso não é negativo) e possui um certo realismo. Mentes assim já começam a polir melhor o seu vocabulário, para não dizerem besteiras. Elas interagem melhor e reduziram, embora não tanto, sua capacidade de servirem de pretexto para propaganda adversária. O problema é que nessa fase você ainda fala em Saul Alinksy e David Horowitz e elas não dão muita importância. A impressão de que se tem é que elas parecem achar a guerra política algo muito difícil (não é tanto assim), e portanto preferem acompanhar outras pessoas vencendo debates.
Basicamente, pessoas nesse nível entendem, intuitivamente, o que gera ou não um efeito positivo ou negativo. Elas apenas não entendem o porque. Exatamente por isso, esta é uma fase onde vários equívocos são cometidos. A vantagem é que aqui elas já estão abertas aos novos conhecimentos.
No exemplo do futebol, imagine que você seja uma criança perguntando para o pai: “Se o Corinthians perder o título, dá para voltar o jogo?”. Ele vai morrer de rir e dizer, afetuosamente: “Não, filho, não dá para voltar”. Mas ao menos existe a noção de que há um jogo. Daqui para a frente a coisa melhora.
2 – Consciente das regras do jogo
Aqui neste nível a pessoa já conhece as regras fundamentais das guerra política. Já foi atrás de saber o que é controle de frame. Leu o código de David Horowitz. Entende exatamente o que é estratégia gramsciana. É claramente uma pessoa interessada no assunto. Neste ponto, há muita troca de experiências. Já recebi boas dicas de várias pessoas neste estágio.
Como característica fundamental deste estágio temos as típicas confusões, que são plenamente normais. Neste estágio, por exemplo, alguém pode ficar em dúvida com a regra dizendo que “o agressor geralmente prevalece”. Mas daí ele vê uma pesquisa dizendo que Aécio foi “mais agressivo” no segundo turno, e por isso aumentou sua rejeição. Mas alguém mais experiente nessas regras irá notar que ser “mais agressivo”, na visão do público, não significa nada. Na verdade, definir seu adversário como “mais agressivo” e dizer  “mais amor, por favor” é ser o mais agressivo na rotulagem do oponente. Ou seja, Aécio foi rotulado como “mais agressivo” porque, na guerra política, ele foi MENOS agressivo que Dilma.
Voltando ao futebol, quem está neste estágio está pronto para entrar em campo, mas ao mesmo tempo está em fase do aprendizado básico. É fato que aqui alguém está jogando o jogo, mas pode cometer enganos e até equívocos e derrapagens.
3 – Identidade de jogo
Nesta fase, digamos que “o jogo já joga o jogo”, ou seja, sua mente internalizou os conceitos da guerra política da mesma forma que dirigimos. Imagine-se trocando de marcha (isso na hipótese de você não dirigir um carro automático). Você não pensa “ah, agora preciso colocar a marcha 2, ou 3″. Nada disso. Todo o processo já é subconsciente.
A partir deste momento, o “core” das regras políticas não é algo em que você precise pensar. Você já pensa em como combinar as técnicas de diferentes lugares, e até ampliar todo o “core” que você já possui. As técnicas de autores como Gene Sharp, Saul Alinsky e David Horowitz são apenas itens em um catálogo, como se você estivesse se servindo em um restaurante gratuito e você fosse um saco sem fundo. Mas você tende a saber escolher bem o que precisa na hora certa.
Outra vantagem deste estágio é que você adquire sangue frio. Porém, você se torna um tanto cínico, no aspecto positivo. Digamos que nesta fase dificilmente você se decepciona com o ser humano. Até porque você não tem mais tantas ilusões. E, ao mesmo tempo, se torna focado em resultados.
No caso do futebol, imagine-se jogando PRO Evolution Soccer, no Playstation. Você conhece todos os comandos, sabe as regras, e agora quer saber comandos especiais para se diferenciar e pensar em melhoria contínua.
Nota final
Ainda pretendo aprimorar este modelo com checklists, e até compartilhar conteúdos de transição entre os modelos. Da mesma forma, entendo que precisamos avaliar o que ocorre em cada um dos níveis. Por exemplo, se alguém que está no nível 0, mas teimosamente não quer assimilar o jogo, nem mesmo com as boas metáforas, podemos alinhar melhor nossas prioridades em relação a se vale a pena seguir investindo esforço aonde não existirá retorno. Por outro lado, oportunidades podem ser encontradas a partir da tendência de alguém estando em um nível e motivando-se a ir para o outro. Entendo que um bom objetivo é encontrar pessoas de nível 0 e estimulá-las a ir para o nível 1 e 2. E lutar para formar um time de formadores de opinião que esteja no nível 3. Em relação a pessoas do nível 0 e que decididamente não queiram ir para o nível 1 (e muitas teimosamente se recusam, acredite), podemos deixar claro então que temos um objetivo, fazemos parte de um jogo e ela não participa e, portanto, não deve interromper quem joga.
E aí, alguém concorda com os níveis escolhidos? São suficientes? Há mais necessidades? Isto pode ser útil? Comentários e sugestões são bem vindos, até na circunstância de melhorias no método.
Fonte: http://lucianoayan.com/2015/06/06/os-quatro-niveis-de-maturidade-na-guerra-politica/

HSBC vai fechar as portas no Brasil. E a extrema esquerda que fique de bico calado agora, ok?

 

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O HSBC decidiu reduzir custos, demitindo 50 mil funcionários de suas agências pelo mundo. Nas operações em vários países, o banco será reestruturado. Mas no caso do Brasil e da Turquia, as agências serão fechadas. Só no Brasil serão 20.000 demitidos.
Mas o que isso tem a ver com a extrema esquerda?
Ocorre que, no afã de manter o poder de seus sindicatos aparelhados, eles estão lutando até o fim de suas forças contra a terceirização. Assim sendo, o Brasil passa a ser um péssimo lugar para se pensar em reduzir custos operacionais (e a terceirização é uma das melhores formas de fazer essa redução).
Ao invés disso, melhor investir em outros ambientes onde o estado não pentelha tanto a iniciativa privada.
Esta é a extrema esquerda, sempre fazendo de tudo para afastar os investidores dos países onde eles contaminam.
Notaram por que eles precisam tanto para censurar a mídia? Ou controlar a Internet?
Para complementar a provocação, a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvândia Moreira (foto), afastou o risco de um corte nos empregos do HSBC. É que o banco irá manter as operações para grandes empresas.
É evidente que ela engana seus interlocutores, pois para manter essa parte menor da operação o banco não precisa nem de um décimo do quadro hoje.
Eis os fatos: o HSBC vai embora, os empregos vão sumir e a extrema é corresponsável por isso.
Fonte: http://lucianoayan.com/2015/06/09/hsbc-vai-fechar-as-portas-no-brasil-e-a-extrema-esquerda-que-fique-de-bico-calado-agora-ok/

sexta-feira, 5 de junho de 2015

VISTO PARA TERRORISTAS.


Luiz Alberto Figueiredo, o ministro das Relações Exteriores, a 7 de maio, produziu documento que facilita o visto de entrada de gente dos seguintes países: Afeganistão, Irã, Iraque, Líbano, Palestina, Síria, Paquistão e Líbia. O que será que esse governo quer? Dar abrigo a terroristas islâmicos? Bem, sabemos que o PT é bem capaz disso. Lembram do Lula e do Ahmadinejah, aquele iraniano?  Na certa o ministro só cumpriu ordens de Dilma, ou do Lula.
O deputado federal Onix Lorenzoni, do RS, está denunciando mais este malfeito. CPI neles, ONIX. Com certeza tem alguma maracutaia comunista nisso.

Fonte: http://roberto-menezes.blogspot.com.br/2015/06/visto-para-terroristas.html

BRASIL, O FILHO PRODIGO CAIU EM SI?

por Percival Puggina. 
Quando decidi renovar meu velho blog, dando a ele o formato atual em www.puggina.org, escolhi duas frases para aparecerem intermitentemente na “testa” do site: “O bom liberal sabe que há princípios e valores que se deve conservar” e “O bom conservador deve ser um defensor das liberdades”.
Creio nisso e me vejo, como católico, identificado com as duas vertentes. A liberdade é um dom esplêndido, que Deus respeita como atributo de suas criaturas muito mais do que elas mesmas costumam respeitar. E as responsabilidades que obviamente advêm da liberdade recaem sobre os indivíduos, sobre as pessoas concretas e não sobre grupos sociais, coletivos ou sistemas como alguns querem fazer crer.

É aí que entram os valores que balizam as condutas individuais e, por extensão, a ordem social e os códigos. É socialmente importante saber conservar o que deve ser conservado e mudar o que deve ser mudado. O bom conservador rejeita a revolução, a ruptura da ordem, a substituição da política pela violência, reconhece o valor da tradição e aprecia a liberdade como espaço para realização digna dos indivíduos e dos povos.
Não é por outro motivo que o movimento revolucionário e os que com ele colaboram atacam vigorosamente uns e outros. Liberais e conservadores são identificados, corretamente, como os adversários a serem vencidos. Essa batalha se trava no mundo da cultura. Gramsci descobriu isso e fez escola. Seus discípulos brasileiros, ditos intelectuais orgânicos, em poucas décadas tomaram o sistema de ensino das mãos dos educadores cristãos, inclusive na maior parte das instituições confessionais.
Nos anos setenta, incorporaram-se a essa tarefa inúmeros novelistas, diretores e produtores de programas de televisão em canal aberto. Tratei deles em meu artigo anterior “Acabou! Acabou! ”
http://www.puggina.org/artigo/puggina/acabou-acabou/3234). Enquanto o comunismo era propagandeado como expressão sublime da bondade humana (!), coube àqueles profissionais a tarefa de destruir os valores da sociedade, em ação de lago espectro. Assim, foram zombando do bem, exaltando o mal, pregando a libertinagem e depreciando tudo que merecesse respeito. Foi um longo e bem sucedido processo de destruição moral do qual a corrupção que hoje reprovamos é mero subproduto. A população de patifes, canalhas e sociopatas aumentou em proporções vertiginosas.
Houve um relaxamento até mesmo entre as consciências bem formadas. Gravíssima a omissão de quantos a isso deveriam resistir, nas famílias, nas escolas, nas igrejas e nas instituições! Devemos reconhecer, então: há muito mais culpados entre os omissos do que entre os efetivos agentes do processo de destruição dos valores. As liberdades recuaram simultaneamente porque esse era o objetivo final do projeto de dominação cultural: estabelecer a hegemonia política, com o Estado avançando sobre as autonomias dos indivíduos, das famílias e da sociedade e das liberdades econômicas. Foi assim que assistimos, durante décadas, sucessivas derrotas dos conservadores e dos liberais, tão numerosos quanto acomodados.
Felizmente, a cada dia que passa, cresce o número de brasileiros conscientes das causas da desgraça que acometeu a sociedade brasileira. São as pesquisas que o indicam com clareza. Foi tamanha a lambança, tão generalizada a degradação moral, tão impertinentes os abusos do Estado, a cascavel, enfim, tanto agitou seu chocalho que acabou despertando as consciências de sua letargia. A nação dá claros sinais de estar refletindo sobre o que fez de si mesma.

Fonte: http://www.averdadesufocada.com/index.php/poltica-interna-notcias-103/12916-050615-brasil-o-filho-prodigo-caiu-em-si