terça-feira, 21 de julho de 2015

Batalha Espiritual


Planeta Terra poderá viver ‘mini Era Glacial’ na década de 2030

Imagem: DivulgaçãoO planeta Terra pode entrar em uma pequena Era Glacial a partir de 2030, segundo cientistas do Reino Unido. Atualmente, os astrônomos conseguem prever os ciclos do Sol com uma precisão muito maior do que era possível algumas décadas atrás. E agora um novo modelo de previsão da atividade solar, apresentado pela professora Valentina Zharkova na semana passada durante o Encontro Nacional da Real Sociedade de Astronomia em Llandudno, no País de Gales, indica uma forte queda nesta atividade nos anos 2030, provocando um moderado resfriamento da Terra.
As condições previstas pelo novo modelo não são experimentadas pela Terra desde a última “mini Era Glacial”, registrada entre 1645 e 1715 e que ganhou o apelido de Mínimo de Maunder, um período em que as temperaturas ficaram abaixo da média em toda a Europa. Em 1843, os cientistas descobriram que a atividade do Sol varia ao longo em ciclos de 10 a 12 anos entre seus picos de atividade mínima e máxima. As flutuações no total de radiação solar recebida pela Terra dentro deste período, no entanto, são difíceis de se prever.
Os cientistas acreditam que essas variações sejam causadas pelo efeito de dínamo gerado pelo constante movimento dos fluidos próximos ao núcleo do Sol. A equipe liderada pela professora Valentina percebeu, porém, que, ao adicionar um segundo dínamo alimentado pelo movimentos dos fluidos mais próximos da superfície do astro, aumentando a precisão dos modelos de previsão do comportamento solar.
“Encontramos componentes de ondas magnéticas se originando em duas camadas diferentes no interior do Sol. Ambas tem uma frequência de aproximadamente 11 anos, embora elas sejam sutilmente diferentes, o que faz com que fiquem fora de fase com o tempo – diz Valentina. – Ao longo destes ciclos, estas ondas flutuam entre os hemisférios Sul e Norte do Sol. Combinando estas duas ondas e comparando com dados reais do atual ciclo solar, mostramos que nossas previsões têm uma precisão de 97% .
Assim, as previsões para os próximos ciclos solares indicam que estas duas ondas vão ficar cada vez mais fora de fase, isto é, com o vale de uma “casando” com o pico da outra, se contrabalançando, durante o chamado Ciclo 25, que atingirá seu pico em 2022. Já durante o Ciclo 26, que cobre a década de 2030 a 2040, estas duas ondas estarão exatamente fora de fase, com uma onda geradora de atividade anulando a outra e levando a uma redução significativa da atividade solar.
“No Clico 26, as duas ondas vão se espelhar, atingindo o pico ao mesmo tempo em hemisférios opostos do Sol”, explica Valentina. “A sua interação será disruptiva, isto é, elas vão quase cancelar uma a outra. Efetivamente, quando estas ondas estão aproximadamente em fase, elas podem mostrar um grande interação, ou ressonância, e termos uma forte atividade solar. Já quando elas estão fora de fase, temos os mínimos solares. E quando a uma separação total de fases, temos condições vistas pela última vez durante o Mínimo de Maunder, há 370 anos”.
Fonte: Agência O Globo
via verdadegospel

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Diário Filosófico de Olavo: Cristianismo, ideologia de gênero, pseudo-jornalismo da Exame, etc.

ESCRITO POR OLAVO DE CARVALHO | 10 JULHO 2015 
Toda comparação entre as filosofias e o cristianismo – um vício incurável dos historiadores da filosofia – é um despropósito completo, pois uma filosofia não passa de uma doutrina, de pensamentos que um homem pensou, e o cristianismo é a presença agente do próprio Deus no mundo. Diferem entre si como a idéia de uma coisa difere da coisa. Você pode pensar em gatos pelo resto da sua vida e isso não fará brotar dos seus pensamentos um gato de carne e osso. Um filósofo pode criar os mais belos argumentos para validar a sua filosofia, mas não pode produzir um milagre para comprová-la, multiplicando pães ou fazendo cessar uma tempestade. Aristóteles dizia que a verdade só existe no juízo, isto é, num pensamento, mas, quando Jesus Cristo diz que Ele próprio é a Verdade, essa verdade não está presente no pensamento e sim na realidade do mundo. Quando o cristianismo se confronta com as filosofias, ele lhes faz, por assim dizer, concorrência desleal, tal a desproporção de substância ontológica entre o ser e o pensar.
Mutatis mutandis, se um filósofo quiser impugnar o cristianismo ele só poderá fazê-lo em pensamento. Suprimir os milagres cristãos por um ato de pensamento seria o mais espantoso dos milagres.
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Não sei se Deus perdoará os meus pecados pelo simples fato de que defendi a honra do Seu Nome perante uma platéia ínfima num país insignificante. Ele os perdoará porque Ele me ama a despeito do imensurável ridículo dos meus esforços.
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"Nossa luta é contra a verdade."
(Viviane Mosé)
Essa é a coisa mais verdadeira que tenho ouvido nos últimos tempos.

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Afirmar que a lógica grega da identidade destrói a diferença e a diversidade, como afirmou recentemente a sra. Viviane Mosé, é algo que não se pode tolerar, já não digo de um professor de filosofia, mas de um aluno da sexta série. Sem identidade não há diferença. Para que uma jaca seja diferente de uma banana é preciso que a jaca seja uma jaca e a banana uma banana. A recíproca não é verdadeira. Para que jaca seja uma jaca não é absolutamente necessário que a banana não o seja, aliás não é nem mesmo necessário que existam bananas. Quem leve mais de dez segundos para entender isso, por favor vá dormir e tente de novo amanhã.
Não tenho nenhuma divergência com a Viviane Mosé, com o Clóvis de Barros Jr., ou com qualquer outro professor universitário de filosofia, porque, em princípio, não sou contra qualquer pessoa ter uma deficiência intelectual.
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Contradições lógicas são meros erros formais. Em geral podem ser corrigidas com uma mera reformulação da frase, Contradições MATERIAIS são impossibilidades objetivas, que se tornam até mais gritantes quando se tenta formulá-las de outra maneira. No plano do discurso, os dois tipos de contradições podem se confundir, mas nada me decepciona mais do que notar que o leitor percebeu apenas uma contradição lógica onde apontei de fato uma contradição material.
Ciscar meras contradições lógicas no discurso alheio não é filosofia, é ranhetice. NUNCA me dedico a isso.
Essa distinção é o mata-burros do estudante de filosofia.
Em geral, e ressalvadas exceções que se contam nos dedos de um maneta, os professores de filosofia das universidades brasileiras são incapazes não somente de captar essa diferença, mas de distinguir, na prática, entre igualdade e analogia -- uma habilidade que deveria ser quase instintiva.
TODA a "ideologia de gênero" se baseia nessa incapacidade, que em alguns é inata e em outros é adquirida como sintoma histérico, inoculado em suas mentes por professores psicopatas.
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Na "ideologia de gênero", só os transexuais nascem mulheres. As outras são fabricadas artificialmente depois.
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No Brasil, a coisa mais fácil é ser filósofo. Você se inscreve numa faculdade bunda, dá uma graninha para o bedel assinar presença em seu nome por cinco anos, contrata uma empresa para escrever uma tese qualquer, e sai filósofo. Se eu soubesse que era tão fácil, não teria estudado durante quarenta anos antes de publicar um livro de filosofia.
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Repito: se o casamento gay e a poligamia são ambos legalizados, não só um homem casado pode ter uma segunda esposa, mas nada poderá impedir que as duas mulheres se casem uma com a outra -- um casamento gay dentro de um casamento poligâmico. 

Também não se pode impedir que uma delas se case com uma terceira, fora da união poligâmica já existente...

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Por que as pessoas têm de filosofar tanto para justificar seus desejinhos sexuais? Os meus sempre foram arbitrários e perfeitamente injustificados.
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Lembram-se do que eu lhes disse sobre o mais velho truque do pseudo-jornalismo, escorregar do termo específico para o genérico, dissolvendo o sentido da informação? A matéria da "Exame" sobre criminalidade nos EUA é um exemplo característico. Trocando "imigrantes ilegais" por "imigrantes", cria a impressão de que os ilegais não são um risco de segurança, porque os imigrantes EM GERAL não o são.

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Não acreditem na matéria da "Exame":
FBI data backs up Trump claims on illegals and crime
'American people are sick of watching our glorious nation be destroyed'
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Stalin lançou a ofensiva cultural soviética nos anos 20 do século passado, e até hoje ela não parou de crescer. A indústria americana do show business é a maior máquina de propaganda não apenas anti-americana, mas anti-ocidental no sentido mais amplo de uma destruição civilizacional planejada. Não se faz um único filme, mesmo "conservador" em aparência, onde o homem ocidental não apareça como personificação do materialismo malvado em luta contra a espiritualidade superior de sociedades tribais e até de bichos (v. "O Urso", de 1988, "Os Lobos Não Choram", de 1983, e, muito antes disso, "Elephant Walk", de 1954, entre milhares de outros exemplos).
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Que mal tem o ISIS, comparado à truculência do Olavo de Carvalho, não é mesmo, Facebook?
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A América é a terra das oportunidades. O Brasil é a das oportunidades perdidas.
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Em sessenta e oito anos de vida, só conheci um único ser humano cujas ações eram constantemente inspiradas pelo amor a Deus. Não conheci nenhum que agisse eminentemente por amor ao próximo.
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Minha página do Facebook foi bloqueada por três dias por causa da frase: "É a santificação pela boiolice", que, segundo os guias iluminados do site, violam os seus padrões éticos. Se eu ensinasse meninos de escola a dar o cu e chupar picas, não violaria. As normas éticas do fakebook são um conjunto de preceitos de uma baixeza e de uma hipocrisia imensuráveis. Podemos obedecê-las por conveniência prática, porém jamais respeitá-las por dentro. Enquanto durar a suspensão, vou me comunicar com vocês por esta fanpage, se ela não for suspensa também.
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Álcool faz mal.
Fumo faz mal.
Açúcar faz mal.
Sal faz mal.
Gordura faz mal.
Carne faz mal.
Pão faz mal.
Macarrão faz mal.
Leite faz mal.
Existirá algo saudável no mundo além de maconha e de dar o ...?

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Os membros do STF são pessoas sem qualificação intelectual NENHUMA.
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Bergoglio é um mentiroso abjeto. Ponto final.
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Ludwig von Mises ensinou que não havia diferença entre o controle estatal da economia e o descontrole total da economia. Hoje sabemos que o governo soviético simplesmente inventava as suas estatísticas, porque não tinha a menor idéia do que estava acontecendo na economia. É a lei de Murphy: Quanto mais ordem, mais caos.

Reino Unido: Pastor de Belfast processado por "ofensa extrema" ao Islã

ESCRITO POR SOEREN KERN | 09 JULHO 2015 

Pastor James McConnell, de Belfast: "não me arrependo do que eu disse. Eu não odeio os muçulmanos, mas acuso o Islã como doutrina e não me retratarei por isso. Irei declarar "inocência" quando estiver no banco dos réus em agosto".

Um pastor cristão evangélico no norte da Irlanda está sendo processado por "tecer comentários fora de qualquer propósito" sobre o Islã.

James McConnell, 78, poderá ser condenado a seis meses de prisão por proferir um sermão no qual ele descreve o Islã como sendo "pagão" e "satânico". O sermão foi transmitido ao vivo pela Internet, em seguida um grupo muçulmano contatou a polícia para prestar queixa.
De acordo com o Ministério Público da Irlanda do Norte (PPS em inglês), McConnell infringiu o Communications Act de 2003 ao "enviar ou fazer com que fosse enviado, através de uma rede pública de comunicação eletrônica, uma mensagem ou qualquer tipo de matéria extremamente ofensiva".
Observadores dizem que a ação contra McConnell é mais um do crescente número de exemplos que as autoridades britânicas, que rotineiramente ignoram os discursos incendiários proferidos por muçulmanos radicais, fazem uso, cada vez mais, das leis de discurso de incitamento ao ódio para silenciar os cristãos.
McConnell, que recusou um acordo para evitar uma ação na justiça, disse que o problema dos cristãos serem escolhidos para serem perseguidos tem que ser enfrentado e que ele pretende transformar esse caso em um julgamento, que será um divisor de águas "em defesa da liberdade de expressão e liberdade de religião".
A controvérsia começou na noite de segunda-feira, 18 de maio de 2014, quando McConnell, o pastor que fundou o Whitewell Metropolitan Tabernacle, uma megaigreja evangélica no norte de Belfast, proferiu um sermão com um verso, alicerce, da Bíblia Cristã, 1 Timóteo 2:5 que diz o seguinte: "Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus".
Pregando com uma oratória repleta de floreios tão comum ao protestantismo tradicional, McConnell disse (o comentário sobre o Islã começou aos 22m40s):
"Pois há um só Deus. Pensem nisso. Pois há um só Deus. Mas a qual Deus o Apóstolo Paulo estava se referindo? Sobre qual Deus ele estava falando? O Deus de Abraão, Isaac e Jacó. Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo.
"O Deus para o qual nós oramos e servimos não é Alá. O Deus muçulmano, Alá, é um deus pagão. Alá é um deus cruel. Alá é um deus demoníaco. Um deus que nosso governo insensato... homenageia e bajula com incentivos financeiros a fim de obter boas graças e mantê-lo feliz...
"Ao mesmo tempo que em terras muçulmanas cristãos são perseguidos em virtude de sua religião, suas casas são incendiadas, suas igrejas destruídas e centenas literalmente deram suas vidas por Cristo em martírio. Uma adorável jovem sudanesa chamada Miriam, 27 de anos de idade, por ter aceito Cristo como Salvador, será açoitada e enforcada em público. Esses adoradores fanáticos são adoradores do deus chamado Alá. Senhoras e senhores, isso é um fato e ele não pode ser negado e não pode ser refutado.
"Eu sei que chegará a hora nesse país... e nessa nação que dizer uma coisa como essas será considerado um crime perante a lei. Será considerado errado, não patriótico. Mas eu estou em boa companhia, na companhia de Lutero e Knox, Calvin, Tyndale, Latimer, Cranmer, Wesley e Spurgeon (reformistas protestantes), entre outros.
"A religião muçulmana foi criada centenas de anos depois de Cristo. Maomé nasceu no ano 570 depois de Cristo. Mas os muçulmanos acreditam que o Islã é a verdadeira religião, datando de Adão e que todos os Patriarcas bíblicos eram muçulmanos, inclusive Noé, Abraão e Moisés, até mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo.
"A julgar pelo que eu ouvi nos últimos meses, o Islã não passa de uma ligeira variação do cristianismo e do judaísmo. Não é bem assim. A concepção do Islã sobre Deus, sobre a humanidade, sobre a salvação é totalmente diferente dos ensinamentos das Escrituras Sagradas. O Islã é pagão. O Islã é satânico. O Islã é uma doutrina gerada no Inferno".
Os comentários de McConnell sobre o Islã totalizaram menos de 10 minutos de um sermão que durou 35 minutos focados na teologia cristã.
A reação foi imediata conforme previsto. O Belfast Islamic Center (Centro Islâmico de Belfast), alegarepresentar todos os 4.000 muçulmanos que se acredita residirem na Irlanda do Norte, prestou queixa à polícia, que zelosamente iniciou uma investigação para verificar se houve "motivação para cometer crime de intolerância" por trás dos comentários de McConnell.
McConnell em seguida emitiu uma retratação pública, mas se negou a repudiar o que disse. ele tambémrejeitou a assim chamada informação de advertência. Essas advertências não são condenações, mas permanecem nos registros criminais por 12 meses. Aquele que se recusar a aceitar a advertência poderá ser processado, portanto McConnell corre o risco de ficar seis meses na prisão. A primeira audiência está marcada para o dia 6 de agosto.
Em uma entrevista concedida ao Belfast Telegraph, McConnell disse que prefere ir para a prisão que negar seus comentários sobre o Islã.
"Estou com 78 anos, com a saúde debilitada, mas mesmo assim não temo a prisão. Eles podem me prender na mesma cela dos estupradores, hooligans e milicianos, eu cumprirei a minha pena.
"Não me arrependo do que eu disse. Eu não odeio os muçulmanos, mas acuso o Islã como doutrina e não me retratarei por isso. Irei declarar "inocência" quando estiver no banco dos réus em agosto.
McConnell disse que as acusações contra ele são símbolos da perseguição que os cristãos estão sofrendo na Grã-Bretanha de hoje:
"é um caso de volta para o futuro. No Século I, os apóstolos foram encarcerados por pregarem o Gospel. Os primeiros cristãos foram cozidos em óleo, mortos na fogueira e devorados por animais selvagens. Se eles enfrentaram isso e permaneceram fiéis à sua religião, então eu posso facilmente passar seis meses na prisão".
O advogado de McConnell, Joe Rice, jurou lutar pela causa "com unhas e dentes". Ele disse o seguinte:
"eu não concordo com tudo que o Pastor McConnell diz, mas a perseguição que ele está sofrendo representa uma ameaça à liberdade de expressão e liberdade de religião. Se estivermos avançando para uma sociedade genuinamente pluralista, essas liberdades devem ser estendidas aos cristãos tanto quando aos outros".
Assim que os promotores públicos anunciaram que planejam convocar oito testemunhas de acusação no caso McConnell, Rice afirmou:
"esteja certo de nós convocaremos muitas, mas muitas mais. Esse caso será um marco em que haverá a participação de personalidades políticas, religiosas e acadêmicas apresentando provas.
"A lógica da decisão de processar o Pastor McConnell significa que muitos clérigos, inclusive padres católicos e demais pastores evangélicos, poderão agora enfrentar serem investigados por pregarem com fervor.
"Os comentários do meu cliente não foram dirigidos a nenhum muçulmano em particular e sim ao Islã em termos gerais".
McConnell deixou claro que ele não odeia os muçulmanos. "Minha igreja financia assistência médica a 1.200 crianças muçulmanas no Quênia e na Etiópia, segundo ele. "Não tenho ódio em meu coração contra os muçulmanos, mas não irei parar de pregar contra o Islã". Ele acrescentou:
"se minhas palavras involuntariamente magoaram alguém, eu já pedi desculpas no ano passado. Eu defenderei o direito de qualquer clérigo muçulmano que pregue contra mim ou contra o cristianismo. Com certeza não quero que nenhum clérigo muçulmano seja processado, mas acho muito injusto que eu seja o único pregador sendo processado".
Em uma entrevista concedida ao Guardian, McConnell reiterou que ele "não deixaria que o amordaçassem". Ele disse o seguinte:
"a polícia tentou me silenciar e ditar o que eu deveria pregar. Isso é fora de qualquer propósito. Eu acredito na liberdade de expressão. Eu continuarei pregando o Gospel. Não tenho nada contra os muçulmanos, nunca odiei os muçulmanos, nunca odiei ninguém. Contudo sou contra o que os muçulmanos acreditam. Eles têm o direito de dizer o que acreditam e eu tenho o direito de dizer o que eu acredito".
O diretor executivo do Belfast Islamic Center, Raied al-Wazzan, está liderando a iniciativa de processar McConnell. "São palavras incendiárias e sem a menor sombra de dúvida inaceitáveis", disse ele em uma entrevista concedida à BBC.
Al-Wazzan agora está tentando fomentar a controvérsia em torno dos comentários de McConnell com a finalidade de forçar os políticos locais a lhe fornecerem um terreno público, de graça, para que possa construir uma megamesquita em Belfast. "Nós precisamos que o governo nos forneça o terreno", declarou ele à BBC. "E há uma enorme demanda para isto. A população muçulmana está aumentando em Belfast, na Irlanda do Norte, mais precisamente no sul de Belfast".
Em janeiro de 2015, al-Wazzan chamou a atenção quando teceu elogios ao governo do Estado Islâmico na cidade de Mossul ao norte do Iraque, onde os jihadistas dizimaram a cidade de 2.000 anos com uma comunidade cristã de 60.000 habitantes. Falando à BBC, al-Wazzan disse o seguinte: "desde que o Estado Islâmico se apoderou dela, ela (Mossul) se tornou a cidade mais pacífica do mundo".
Depois que políticos locais pediram que o governo cortasse o financiamento público para o Belfast Islamic Center, al-Wazzan desmentiu o que tinha dito. Mas o website do Belfast Islamic Center continua a exibir, com destaque, os textos de um muçulmano radical chamado Bilal Philips, que foi proibido de entrar no Reino Unido por conta de sua pregação da violência contra judeus, cristãos e homossexuais, fora a glorificação dos homens bomba islâmicos.
McConnell resumiu o caso da seguinte maneira: "o Islã pode vir a esse país, o Islã pode realizar cultos religiosos nesse país, o Islã pode pregar nesse país e eles (pregadores) pregam o ódio. E durante anos não nos foi permitido distribuir um folheto, não podemos visitar o Islã, não podemos pregar o Gospel. Somos perseguidos pelo Islã se defendermos Jesus Cristo".


Soeren Kern é colaborador sênior do Gatestone Institute sediado em Nova Iorque. Ele também é colaborador sênior do European Politics do Grupo de Estudios Estratégicos / Strategic Studies Group sediado em Madri. Siga-o no Facebook e no Twitter.
Original em inglês: UK: Belfast Pastor Faces Prison for "Grossly Offending" Islam

Tradução: Joseph Skilnik

terça-feira, 7 de julho de 2015

Crianças malvadinhas


Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 6 de julho de 2015

Desmoralizada, acuada pela Justiça, desprezada e achincalhada abertamente por 91% da população brasileira, a quadrilha comunolarápia decidiu reagir mediante uma onda de bravatas e ameaças, fazendo o que pode para macaquear com trejeitos histéricos a virilidade e a coragem, duas coisas que seus líderes só conhecem por ouvir falar.

Essas gesticulações circenses não assustam a ninguém, mas, se às vezes nos fazem rir, outras vezes deprimem e podem levar às lágrimas o cidadão que, contemplando tanta miséria e deformidade, se lembre de que elas são, afinal de contas, o rosto do Estado brasileiro, o rosto da nação.

A mim elas fazem lembrar antes aquele vídeo do youtube, em que um boxeador nocauteado, estendido no chão como um trapo, continuava a esmurrar o ar, como se a luta tivesse um round suplementar no mundo dos sonhos.

Um dos lances mais comoventes da guerrinha dos fracassados contra o destino foi protagonizado pelo deputado Paulo Pimenta, ao pedir a prisão do jovem brasileiro que xingou a sra. Dilma Rousseff na Califórnia.

Xingar um governante em público é, em circunstâncias normais, um crime. Mas, quando o país inteiro está fazendo isso nas ruas, nas praças, nos estádios e nos panelaços, punir seletivamente um cidadão isolado é como tentar desviar um furacão à força de puns.

No meu modesto entender, o rapaz da Califórnia só errou num ponto. Xingar a presidente de “terrorista” é inócuo, pois isso ela já sabe que é. Eu, em vez disso, a teria xingado de “mocreia”, pois há sempre um risco de que, malgrado a impopularidade avassaladora, ela continue se achando linda.

Não menos patética foi a indefectível sra. Maria do Rosário, ao dar queixa contra um indivíduo anônimo e não identificável que, cruzando com ela no meio da massa, teria previsto a sua morte em data incerta e não sabida, por causas não mencionadas.

À polícia ela não deu a mais mínima pista que pudesse levar à descoberta do ofensor sem rosto, conhecido unicamente pelo nome de “Alguém”.

Sem a menor esperança de novas averiguações, ficou, pois, registrada apenas a identidade da vítima, mas isso é pura redundância, pois quem não sabe que a sra. Maria do Rosário é uma vítima?

Depois foi a vez do sr. Jacques Wagner que, tentando ser ministro da Defesa, mas não tendo ninguém a defender contra o que quer que seja, escolheu a apresentadora Maju Coutinho como alvo de ataques fictícios, fabricados inteiramente por MAVs a serviço do governo, e saiu bravamente em campo para defender a moça contra seus inimigos imaginários.

Não foi essa, admito, a mais notável performance carnavalesca do sr. Wagner, que jamais superará o seu feito de 2007, pioneiramente registrado por mim (leia aqui), quando, governador da Bahia, ele patrocinou um tremendo beijo lésbico em público entre sua esposa e a do então ministro da Cultura, Gilberto Gil.

Essa é a razão pela qual, quando me dizem que o Sr. Wagner não somente existe mas é ministro da Defesa, sinto-me à beira de ter um ataque de nervos como o do dr. Paulo Ghiraldelli e sair gritando: “É mentira! É mentira! É mentira! É mentira! É mentira! É mentira! É mentira! É mentira! É mentira!”

Também me pergunto se os altos oficiais das Forças Armadas não temem que, se o homem teve a cara de pau de fazer o que fez com a mulher de um ministro, ele venha a sentir-se ainda mais à vontade para fazê-lo -- agora que ele próprio é ministro -- com as mulheres de seus subordinados, isto é, as mulheres deles.

Qualquer que seja o caso, a atividade dos MAVs nos últimos dias não se limitou a criar racistas eletrônicos. Mais ou menos uma semana atrás recebi esta mensagem de um amigo que, por motivos óbvios, prefere permanecer anônimo:

          “Professor Olavo, estou com uma informação de inteligência de que atacarão e derrubarão a sua página pessoal em breve, está sabendo? Depois do bloqueio de três dias virá o bloqueio de sete e depois o de 30. Vão denunciar todas suas postagens em massa e qualquer uma será interpretada como fora dos padrões. Outra coisa que eles farão é pegar o seu mail vinculado à sua conta e colocá-lo como administrador de diversas páginas falsas. (Sim, é possível fazer isso). Nestas páginas vão colocar pornografia e o administrador (no caso, você) será punido e banido do Facebook.”
O aviso do bloqueio de três dias cumpriu-se no prazo.

É isso o que dá ter duzentos mil seguidores no Facebook e não dizer a eles uma só palavrinha em louvor do governo. Também não é de espantar que, como toda censura, a do Fabebook oculte a sua própria existência: como minha esposa divulgasse na sua página a suspensão da minha, a dela também foi suspensa.

Vamos falar o português claro. Uma censura direta, feita oficialmente por funcionários do governo, é muito mais decente do que contratar moleques para derrubar páginas do Facebook. Quando um governo acossado por investigações de corrupção apela a um expediente tão pueril para tapar a boca dos denunciantes, é inevitável concluir que ele todo se compõe de crianças malvadinhas.

Fonte: http://www.olavodecarvalho.org/semana/150706dc.html

domingo, 28 de junho de 2015

Sexólogos mirins (II)

ESCRITO POR OLAVO DE CARVALHO | 28 JUNHO 2015 

A essência da ideologia gayzista consiste precisamente em colocar o desejo homoerótico acima de todos os valores reais, possíveis e imagináveis.
A principal característica de uma sociedade doente é a ascensão de almas imaturas e atrofiadas aos postos mais altos, de onde podem impor o seu subdesenvolvimento moral e emocional como padrão normativo para uma sociedade inteira.

Todo animal cresce e se desenvolve no sentido de alcançar a realização das potencialidades máximas da sua espécie, não de qualquer outra. Esse auge é o que se chama "maturidade". Uma vaca leiteira alcança a maturidade quando se torna capaz de produzir quarenta litros de leite por dia. Um urso, quando se torna grande, pesado, forte e feroz o bastante para matar outros ursos -- fêmeas e filhotes inclusive. Umbloodhound, quando se torna capaz de seguir uma pista por cem quilômetros. A escala do desenvolvimento sexual que expus na primeira parte deste artigo (http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/15912-2015-06-23-22-29-17.html) é própria e exclusiva do ser humano. Ela é a medida de aferição da maturidade humana. Quem não chegou à última etapa está abaixo da medida humana. Pode estar evoluindo para alcançá-la ou pode estar fazendo o possível para estacionar nas primeiras etapas, tomadas fetichisticamente como se fossem a essência última do fenômeno sexual. Pode estar até se esforçando para que outros também estacionem. A característica fundamental do sociólogo mirim é o ódio à maturidade.

O que há de mais belo, nobre e elevado no ser humano é justamente o processo no qual, por transmutações sucessivas, o mais egoísta dos instintos se transfigura em bondade, generosidade, perdão e auto-sacrifício. Abdicar disso é renunciar à vocação humana e tentar competir com outras espécies animais naquilo que lhes é próprio.
Esse processo não deve ser confundido com algum pretenso “conflito entre matéria e espírito” – um chavão gnóstico que, nesta época de confusão mental estupenda, muitos tomam como cristão. O impulso evolutivo está dentro do próprio instinto sexual, que se compõe ao mesmo tempo de uma ânsia de auto-satisfação e de uma tendência incoercível à busca de um objeto. O conflito permanente entre o centrípeto e o centrífugo, entre imanência e autotranscendência é inerente à própria força sexual, e é isso que faz dela, de maneira inteiramente natural, o motor do processo evolutivo que descrevi. É patente que os sociólogos mirins não observaram suficientemente o fenômeno sobre o qual pontificam, já que nem mesmo chegam a notar a sua natureza contraditória e dialética, mas o tomam simploriamente como uma força unívoca voltada à busca de uma generalidade chamada “prazer”.
O Brasil não será um país adulto enquanto os sexólogos mirins não forem expulsos da vida pública.
O impulso sexual primário é uma pura agitação interna do organismo, uma mera urgência fisiológica que aparece sem a necessidade de nenhum excitante externo e pode ser satisfeita por mera fricção mecânica da genitália – masculina ou feminina.
Esse impulso – a libido -- é uma energia sem alvo: não vem com nenhum objeto definido, mas tem de encontrá-lo e fixar-se nele com a ajuda da emoção imaginativa, seja estética (níveis III e IV), seja moral (níveis V e VI).
O impulso sexual permanece mais ou menos o mesmo ao longo de toda a vida de um indivíduo. É como um motor que, por si, não determina o rumo do veículo, mas depende, para isso, de um piloto capaz de enxergar o terreno e escolher os trajetos. A progressiva fixação do impulso nos sucessivos objetos não o modifica em nada, apenas o integra em funções diferentes conforme o objeto que a emoção imaginativa lhe oferece vai se tornando mais sutil, mais rico e mais complexo.
A escalada de seis níveis está, em princípio, ao alcance de todos os seres humanos, mas qualquer um está sujeito a voltar a uma fase anterior, sobretudo se não logra encontrar ou possuir o novo objeto que o atrai para um “salto evolutivo” da consciência e para um novo e mais elevado patamar da experiência erótica.
É evidente que só quem percorreu o trajeto inteiro está habilitado a formar uma visão abrangente e objetiva da experiência sexual, que os outros só enxergam de maneira parcial e subjetivista – não raro solipsista – determinada pela sua fixação numa etapa que se recusa a passar.
Infelizmente, este último é o caso da maioria dos “formadores de opinião”, universitários ou midiáticos, que se oferecem gentilmente para modelar a vida sexual alheia segundo a medida do seu próprio subdesenvolvimento existencial.
***
Um exemplo característico é a tendência ou vício de denominar “amor”, indiscriminadamente, toda e qualquer expressão do desejo sexual.
Nessa perspectiva, é fácil condenar qualquer restrição às práticas sexuais mais grosseiras como um atentado contra o “amor”.
Mas é evidente que o termo “amor” só é cabível quando se fala do terceiro nível para cima. No primeiro estamos no reino da pura fisiologia, no segundo tudo não passa de reflexo condicionado. Num deles o objeto está ausente; no outro, é apenas o gatilho ocasional que dispara uma reação do organismo. Amor sem objeto é contradição de termos.
A característica mais fundamental do desejo sexual é a tensão permanente entre o impulso interno de auto-satisfação orgânica e a busca do objeto externo, o foco que o limita e ao mesmo tempo o intensifica.
No primeiro nível, a safisfação deve ser obtida da maneira mais rápida, material e direta possível. Mas o sexo é um impulso imanente que busca transcender-se. Do segundo nível em diante, a satisfação é adiada cada vez mais, em vista de um acréscimo de qualidade.
Nos dois primeiros níveis, é tudo fisiologia, nada mais. Nos niveis III e IV, o objeto é definido pela imaginação estética. Nos níveis V e VI o estético é transcendido pelo impulso moral: generosidade, proteção, compreensão, amparo, carinho etc.

Essa diferenciação de níveis é característica do ser humano, estando ausente em todas as demais espécies animais. Ela é a sexualidade propriamente humana. Nesse sentido, a escalada que vai desde a necessidade orgânica até as expressões mais elevadas do amor altruísta é a via normal e portanto normativa da vida sexual humana. Mesmo aqueles que não são capazes de diferenciar claramente os seis níveis têm uma vaga antevisão disso, como o prova o fato de que condenam as condutas sexuais egoístas – ao mesmo tempo que, paradoxalmente, chamam tudo de “amor”.

Um exemplo especialmente deprimente de sexologia infantilizada nos é fornecido pelos “formadores de opinião” que definem a pedofilia como “uma forma de amor”. Um professor de filosofia que diz que a pedofilia é "amor", como fazem os srs. Clovis de Barros e Paulo Ghiraldelli, está obviamente desqualificado para o exercício de tão séria atividade intelectual. Não por ter dito uma imoralidade. Há imoralidades que são filosoficamente valiosas (as obras de Nietzsche estão repletas delas). Nem por ter feito apologia do crime. Ele pode ter dito o que disse com puro intuito teorizante, em tese, sem desejo de incentivar. Está desqualificado por manifesta incapacidade de fazer uma distinção fenomenológica elementar. A pedofilia, pela sua estrutura mesma, nunca pode ser amor a uma pessoa, porque é fixação simbólica na sua imaturidade, isto é, numa situação cronológica passageira. As crianças crescem, tornam-se adultas e perdem interesse para o pedófilo, que tem de buscar novos objetos de prazer na mesma faixa etária dos anteriores. Por definição, a fixação erótica numa circunstância externa não é amor a uma pessoa. Na nossa escala, a pedofilia, como o fetichismo ou o sadomasoquismo, está no nível II e não tem absolutamente nada a ver com o amor – embora a convivência entre o pedófilo e sua vítima possa despertar secundariamente algum tipo de emoção amorosa, pelo menos unilaterial, como o ativista homossexual Rudi van Dantzig documentou muito claramente no seu pungente  depoimento For a Lost Soldier (The Gay Men's Press, 1996). Qualquer primeiranista de filosofia, ou melhor, qualquer cidadão inteligente sem treino filosófico, tem de ser capaz de fazer essa distinção quase instintivamente.

Outro exemplo de puerilismo é o clamor gayzista pela legalização do “casamento gay” sob a alegação de “igualdade de direitos”.

As leis do matrimônio civil ou religioso não foram feitas para proteger, exaltar e fomentar o sexo heterossexual, mas, bem ao contrário, para moderar e controlar a sua prática, às vezes drasticamente. A proposta do “casamento gay”, ao contrário, visa a legitimar, a tornar respeitável e inatacável a homossexualidade em todas as suas formas e versões, inclusive grupais, obscenas, ofensivas e públicas como aquelas da Parada Gay. O casamento tal como a sociedade o conhece há milênios é uma autolimitação voluntária do impulso heterossexual, em vista de valores mais altos. O casamento gay, ao contrário, é um salvo conduto para que uma classe de pessoas tenha um direito ilimitado aos prazeres sexuais que bem deseje, da maneira e no local que bem entenda, livre das limitações legais e morais que pesam sobre o restante da espécie humana.

(Não deixa de ser deprimentemente irônico que, numa época em que tanto se discute “maioridade penal”, esta mesma noção tenha se reduzido a uma formalidade cronológica totalmente esvaziada de qualquer referência aos traços substantivos que constituem a maioridade psicológica e moral, sem os quais ela não faz o menor sentido.)

Se existe algo como a noção de “maioridade legal”, é porque obviamente o exercício de determinadas funções na sociedade – a começar pela mais geral e disseminada, a “cidadania” -- requer a maioridade substantiva, a maturidade da alma e do espírito, da qual a maioridade legal não é senão um sinal convencional de reconhecimento.
Não obstante, desaparecida do cenário mental a noção da maioridade substantiva, o exercício de altas funções sociais se tornou compatível com a mais rasteira imaturidade psicológica. Pessoas como os srs. Clovis de Barros, Paulo Ghiraldelli, Jean Willys, Gregório Duvivier  e similares são aqueles que denomino “sexólogos mirins”: crianças crescidas que dão lições de moral aos adultos.
Um critério elementar e patente de maturidade é a atitude do cidadão para com seus próprios impulsos sexuais.
Um ser humano maduro, equilibrado e saudável não hesitará em pensar, falar e agir contra os seus mais óbvios interesses sexuais, em nome de valores que lhe pareçam mais altos. Um homossexual pode fazer isso? Pode. Karol Eller e meu aluno Alexandre Seltz, homossexuais assumidos, deram exemplo disso, ao posicionar-se contra os excessos blasfematórios do movimento gayzista. Mas a essência da ideologia gayzista consiste precisamente em colocar o desejo homoerótico acima de todos os valores reais, possíveis e imagináveis. Por isso é que digo: um homossexual pode ser uma pessoa madura, equilibrada e saudável. Um gayzista, nunca. E é por isso que os gayzistas não respeitam nada nem ninguém. Eles simplesmente não podem fazê-lo sem ter de abdicar do princípio mais básico da sua ideologia.
É quase impossível um gayzista entender isso, pois para tanto precisaria reconhecer que sua pretensão de mando é incomparavelmente maior que a dos mais empedernidos machistas conservadores e que o que ele deseja não é a “igualdade de direitos” e sim a mais cínica e prepotente desigualdade, que um adulto normalmente desenvolvido jamais exigiria.
Numa sociedade saudável, os adultos mal desenvolvidos e imaturos permanecem nas camadas mais baixas da hierarquia social, onde podem fazer relativamente pouco dano às demais pessoas. A principal característica de uma sociedade doente é a ascensão de almas imaturas e atrofiadas aos postos mais altos, de onde podem impor o seu subdesenvolvimento moral e emocional como padrão normativo para uma sociedade inteira.
Não é possível corrigir os males sociais mais graves sem devolver essas pessoas ao anonimato do qual jamais deveriam ter saído.

Publicado no Diário do Comércio.
http://olavodecarvalho.org
via msm

"Te lasca bandido!!!!!"

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Venezuela mostra sua cara… e é uma carranca horrorosa!

Leitores me cobram sobre a tentativa de visita aos presos políticos venezuelanos pelos senadores de oposição, recebidos a pedradas pelos trogloditas chavistas e impedidos de cumprir sua missão humanitária. Não tinha comentado nada ainda por alguns motivos: 1) já havia escrito aqui sobre a intenção da visita; 2) sabia que outros colunistas escreveriam ótimos textos sobre o assunto, como de fato aconteceu; 3) estava no Sawgrass Mills Mall, aquele BarraShopping da Flórida, repleto de brasileiros com malas para as compras, escolhendo um terno de última hora para minha viagem a Estoril para lançar Esquerda Caviar.
Aliás, parêntese: leitores também me pedem para falar mais da vida aqui, do custo e tal. Pois bem: vamos deixar os brasileiros com água na boca. Um terno elegante da Ralph Lauren, um cinto novo, um sapato novo, uma camisa nova, uma gravata e alguns pares de meias, ou seja, figurino completo: quanto o leitor acha que gastei? Alguns milhares? Muitas centenas? Quanto custaria isso no Brasil? Só um terno bom de marca conhecida já não sai por menos de mil reais, e estou sendo bondoso. Dito isso, a conta veio em $ 350, impostos incluídos (ah, as maravilhas que só o capitalismo faz!). Agora ficou mais fácil entender porque só se ouve português no mall, com malas e malas sendo enchidas? Fecho o parêntese.
De volta ao episódio na Venezuela, país onde terno de marca não é item de luxo, e sim item inexistente, já que item de luxo é papel higiênico (ah, as maravilhas que só o socialismo faz!). O que vimos foi o esperado, mas o esperado não deixa de ser assustador. O país já é uma tirania quase completa, cada vez mais similar ao modelo cubano, inspiração dessa canalha toda do Foro de São Paulo (PT faz parte). Vejam os brutamontes, os trogloditas, os bárbaros que defendem o “socialismo do século XXI”:


É essa a única linguagem desses brutos: a violência. A razão não faz parte de seu repertório.Fizeram a mesma coisa no Brasil quando Yoani Sánchez foi visitar o país. Tentam intimidar com ameaças, pedras, pois são incapazes de debater, de argumentar. São piores do que jumentos, pois jumentos são inocentes na maldade, e não possuem o potencial de aprender, de evoluir. São seres rastejantes, que partem para a agressão pois temem perder suas boquinhas, suas mamatas. Esquerda, hoje, é questão de caráter. Ou falta dele!
Quem ainda consegue defender o governo de Maduro? Eu respondo: o PT! O nosso governo! E, por tabela, todos os que defendem o PT no Brasil. São cúmplices desses animais, desses vândalos, desses bajuladores de tiranos. A reação dos petistas mostra como essa gente é baixa. Então nossos senadores de oposição, eleitos democraticamente e representantes de milhões de brasileiros, não podem visitar os presos políticos na Venezuela? Então Maduro não se preocupa mais em esconder a farsa da “democracia” venezuelana, aquela que o ex-presidente Lula diz ser até “excessiva”?
Caiu a máscara, e por trás da hipocrisia, do simulacro, havia apenas a horrível carranca de uma ditadura. É o destino inexorável do socialismo, que nunca, jamais foi capaz de produzir outra coisa. Por onde passou deixou apenas um rastro de sangue, escravidão, miséria. E é isso que o PT defende. É esse regime que o PT aplaude, contra a população venezuelana, vítima desses exploradores. Nunca é demais repetir: quem defende o socialismo em pleno século XXI, quem defende a Venezuela ou Cuba, quem defende o PT, não tem caráter!
Rodrigo Constantino