quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Thabity Anyabwile - O EVANGELHO


Crítica Literária: Soberania ou Submissão?

Dra. Susan Yoshihara
NOVA IORQUE, EUA, 3 de agosto (C-FAM) O Senado dos EUA poderá votar nesta semana a ratificação do mais recente tratado de direitos humanos da ONU, sobre pessoas com deficiências. Importa realmente se os EUA ratificam tais tratados? Um recente livro publicado por um intelectual de longa data em Washington DC diz que importa muito. John Fonte do Instituto Hudson argumenta que cada tratado drena o sangue vital de nações democráticas ao armar uma legião de ativistas que querem substituir a soberania pelo governo mundial.
Fonte diz que mais de cem países já adotaram cotas sexuais para cargos eletivos depois de ratificar a Convenção sobre a Eliminação de Discriminação contra as Mulheres (conhecida pela sigla em inglês CEDAW). Vinte e duas ações mudaram suas leis sobre assistência à infância. E a Noruega exige que 40% das diretorias de empresas sejam fixadas na base de sexo.
A principal questão do livro é também seu título: Sovereignty or Submission: will Americans Rule Themselves or Be Ruled By Others? (Soberania ou Submissão: os Americanos Governarão a Si Mesmos ou Serão Governados por Outros?) Além das questões sociais incluídas nos tratados da ONU, Fonte demonstra como os tomadores de decisões nos EUA já abdicaram considerável autoridade sobre as leis de guerra, as políticas americanas para com Israel, o Tribunal Criminal Internacional e políticas internas de imigração.
Os tomadores de decisões não conseguem ver a ameaça porque não entendem quanto o contexto legal global mudou do “direito internacional” pós-guerra, cujo objetivo era reduzir a fricção entre as nações, para as forças de hoje de “direito transnacional” que buscam impor normas universais sobre Estados soberanos. Fonte demonstra a transformação em quatro capítulos muito fáceis de ler sobre a história da filosofia política ocidental. Em seu prefácio no livro, John O’Sullivan, ex-editor executivo da Rádio Europa Livre, diz que a atual luta é a terceira tentativa no século passado de “vender governo das elites sob pretextos democráticos”.
A diferença é que os revolucionários de hoje trabalham às escondidas. “O governo mundial é a ideologia que ousa não dizer seu nome”, comenta John O’Sullivan. Organizações não-governamentais, as “tropas de choque” do governo mundial, têm um relacionamento simbiótico com funcionários de organizações internacionais como o Secretariado da ONU, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, diz Fonte.
Os globalistas de hoje raramente expõem seus interesses essenciais ao debate público, mas em vez disso escondem seus objetivos em termos de “direitos humanos universais”. De início esses termos parecem nobres o suficiente, libertando o mundo da escravidão e do genocídio, mas o sistema de governo mundial por sua natureza sempre expande seu alcance. Quarenta por cento da agenda parlamentar da Inglaterra simplesmente aprovam sem questionar as leis que já haviam sido estabelecidas pela União Europeia, um legislador disse para Fonte, e a estatística estava em uns 60-70% na Áustria. A União Europeia é tanto o melhor exemplo do mundo de governo mundial quanto seu promotor mais forte em conferências da ONU.
Se a “legitimidade moral global” é o centro de gravidade do governo mundial, sua principal vulnerabilidade é o “liberalismo e a nação-estado democrática” em que a soberania está alicerçada não no Estado, mas no povo, diz Fonte, que no fim das contas decide o que é moralmente legítimo.
E assim os americanos estão numa bifurcação na estrada. Os senadores dos EUA que estão considerando ratificar o Tratado de Deficiências da ONU nesta semana estão, à luz da análise de Fonte, trancados num “conflito irreconciliável entre soberanistas democráticos e defensores do governo mundial”. Os defensores do governo mundial veem o inevitável declínio americano e buscam estabelecer as leis globais por meio de acordos internacionais, aparentemente esperando que uma China autoritária lhes obedeça quando o poder dos EUA for diminuindo.
No final, Fonte pergunta por que os americanos ou qualquer nação democrática trocariam sua democracia liberal por um governo mundial. Ele coloca o ônus da prova nos transnacionalistas de provar por que a submissão é melhor do que a soberania.
Tradução: www.juliosevero.com
Fonte: Friday Fax
Governo dos EUA promoverá defesa mundial da homossexualidade por meio de concertos de Lady Gaga

Prefeitura valoriza os espaços esportivos de Xapuri

Quadra tem iluminação recuperada
Uma das áreas que mais teve ações realizadas pela Prefeitura de Xapuri nos últimos anos é a valorização e o resgate do esporte xapuriense.
Reformas e melhorias no estádio Álvaro Felício Abrahão, Iluminação do Estádio, reforma do ginásio de Esportes Álvaro da Silva Mota,  a construção dos espaços esportivos da Bolívia, Hermínio de Melo e Laranjal que estão em fase de conclusão levando mais opções para a prática do esporte nos bairros da cidade.
Bairros como o Braga Sobrinho (Bolívia) e Laranjal que sempre reivindicaram junto as administrações passadas um espaço de esporte no bairro e agora veem esse sonho se realizando.
A Secretária de Infraestrutura está trabalhando para melhorar os espaços já existentes como a quadra da praça São Gabriel que acabou de ter sua iluminação recuperada e a quadra da praça do cemitério que está passando por recapeamento do piso e recuperação da iluminação, a quadra do Pantanal a Prefeitura aguarda liberação de repasse Federal para dá inicio a reforma.

Com a realização do Programa Todos pelo Esporte todos os espaços esportivos da cidade estão sendo utilizados reunindo cerca de 400 crianças praticando esporte em todos os bairros da cidade.
fonte: xapuri em destaque

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

TRÁFICO DE DROGAS






Ontem, por volta das 07:30 horas, a Polícia Militar de Xapuri recebeu uma denuncia anônima dando conta de que um taxi de cor vermelha havia saído da cidade de Brasiléia com destino a cidade de Xapuri com uma grande quantidade de caixas de cigarros. Prontamente a equipe de serviço, SGT Sérgio Américo, SGT Sandro, SGT Serismar e SGT Gondim deslocaram-se para a Estrada da Borracha, em frente à Fábrica de Preservativos NATEX,  para realizarem uma barreira para interceptar o taxi. Avistaram o taxi e fizeram a abordagem ao veículo e busca pessoal em seus ocupantes e bagagens. Para a surpresa da Polícia Militar não havia nenhuma caixa de cigarro no interior do veículo mas, ao realizarem a busca nos pertences dos passageiros, foi encontrado 104 gramas de substância análoga a cocaína e 144 gramas de substância análoga à oxidado de cocaína. A droga foi localizada em uma bolsa feminina no interior de uma mochila camuflada. A droga estava em poder de Davir Ferreira de Souza, 18 anos, e Elaine da Silva Rodrigues, 22 anos. Ainda em poder de ambos foi apreendido 01 (um) televisor LG 21", 01 (um) aparelho de DVD Philips, 01 (uma) caixa amplificada Chusei, produtos de descaminho pois não haviam declarado tais equipamentos à Receita Federal. Ambos foram conduzidos a Delegacia Geral de Xapuri presos em flagrante por tráfico de drogas. 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

A Árvore da Vida

Como disse meu amigo Guilherme de Carvalho, em sua excelente crítica, o filme "A Árvore da Vida" do cineasta e filósofo Terrence Malick é "uma das grandes obras-primas da história do cinema e uma das maiores peças de arte religiosa desde que a sétima arte foi inventada. E muita gente diria amém, seja pela sua qualidade técnica e artística, seja por sua profundidade espiritual" (Leia a crítica aqui). Amém e amém, Gui! Concordo também quando ele diz que: assistir “A Árvore da Vida” é como ir a um museu de arte, para ter a chance de prender a respiração e gastar em pensamentos e emoções na busca de uma experiência estética intencional.

O início do filme é de tirar o fôlego. O discurso profundamento teológico, as imagens e a música, se harmonizam de forma belíssima e enlevam nossos sentidos . Segue o texto de abertura sobre os caminhos da Natureza e da Graça:

"As freiras me ensinaram que existem dois caminhos na vida: o da Natureza e o da Graça. É preciso escolher qual deles seguir. A Graça não procura satisfazer a si própria. Aceita ser menosprezada, esquecida e que não gostem dela. Aceita insultos e lesões. A Natureza só quer satisfazer a si mesma. E fazer com que os outros a satisfaçam. Gosta de tiraniza-los e que façam sua vontade. Encontra razão para ser infeliz quando o mundo todo está feliz e o amor está sorrindo em todas as coisas. Elas nos ensinaram que quem ama o caminho da graça jamais terá um triste fim"
fonte: soli deo gloria

A ideia parece até boa, mas o resultado...

Beneilton Damasceno, via Facebook

Acabo de ler aqui no Face: "MPE inicia campanha de conscientização para evitar que eleitor venda o voto”. Nem passei do título. A iniciativa é até bem-intencionada, mas, com todo respeito à venerável instituição, tem tudo para apresentar eficácia pouco animadora. Venda de voto, meu povo, assim como dirigir alcoolizado, é medida que somente a repressão, de preferência no bolso, fará surtir algum efeito.
Opinião de um leigo: o Ministério Público deveria mesmo era conclamar a sociedade e as autoridades de todas as esferas para uma campanha de peso com o fim de abolir, "forever and ever", essa pouca vergonha que é a obrigatoriedade do voto, prática ditatorial de país terceiro-mundista, ainda exalando o gás carbônico do chulé dos coturnos aposentados. Não é nenhum exagero comparar o Brasil com Serra Leoa, Líbia, Angola e outras nações atrasadas da África e da Ásia, que não oferecem a seus filhos uma das mais sublimes conquistas da criação divina: a liberdade.
Resta o consolo de o eleitor poder ainda votar em branco ou anular o sufrágio. Mas não seria surpresa se, do lado de cada urna eletrônica, na hora de manifestar seu protesto, estivesse um soldado mal-encarado, de metralhadora na mão, obrigando-o a escolher qualquer que fosse o nome contido na relação de candidatos, "em nome da democracia".
Pouca coisa mudou de 1964 para cá. Perdão, há exagero! Hoje, pelo menos a gente compõe músicas no estilo "Ai, Se Te Pego!" sem a necessidade de enviar cópia para uma cúpula de censores avaliar o teor político de cada verso. No resto, os Estados Unidos, com seu combatido "imperialismo" e alvo do ódio universal, é o exemplo de liberdade para o o Ocidente e o Oriente.
Quanto ao Detran, com suas palestras implorando para que o motorista não dirija depois de beber etílico, deveria ser mais prático: bastaria, a partir das quintas-feiras, deixar seus agentes de "tocaia" na frente dessas casas noturnas onde os "doutô" do Judiciário, Legislativo e Executivo enchem a "timba" de uísque e cerveja, e enquadrar seus condutores ébrios na hora em que abrissem a porta dos carrões suntuosos. Depois, a Polícia Militar, via Ciatran, entraria na briga contra os figurões para que seus funcionários, os "guardinhas", preservassem o emprego.
Outra sugestão é fazer uma campanha nas escolas incentivando os adolescentes a evitarem o primeiro gole. É daí que o ser humano, com míseras exceções, parte para a maconha, para a cocaína, para o crack, para a cadeia, para o cemitério. Seriam menos gastos com cartilhas, com palestras, com acidentes. O problema é que bebida alcoólica paga imposto - ao contrário da maconha e de outras drogas igualmente nocivas -, e o governo precisa desse dinheiro. Tou errado?

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Batman, o contra-revolucionário


JUVENTUDE CONSERVADORA DA UNB



ATENÇÃO: O TEXTO A SEGUIR CONTÉM SPOILERS DO FILME “BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE”
Certamente este texto parecerá absurdamente estranho para aqueles que estão mais acostumados a ler o blog. Haverá aqueles que torcerão o nariz ao verem uma pretensa análise político-filosófica de um blockbusterhollywoodiano baseado em uma história em quadrinhos, considerando isso ora um arroubo de superficialidade frívola, ora uma tremenda “forçação de barra” que mistura cultura pop com pseudo-intelectualidade conservadora. No entanto, ele se faz bastante necessário, e entenderão aqueles que tenham assistido ao filme e que entendam minimamente de filosofia política.

Muito provavelmente, Christopher Nolan, diretor e co-roteirista da mais recente trilogia cinematográfica do Homem-Morcego (interpretado por Christian Bale), jamais teve a pretensão de fazer um filme filosófica e politicamente orientado sob o disfarce de película de altíssimo apelo comercial. Todavia, fica claro que Nolan teve o cuidado de tecer uma trama que não fosse superficial ou óbvia: conflitos e dilemas morais permeiam todo o filme, do início ao fim, e simbolizam, sob diversos aspectos, o ressurgimento ao qual alude o título. Acidentalmente (ou não), o enredo de “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” enfoca uma das grandes verdades da história humana: a essência perversa da mente revolucionária.

O vilão do filme, ao contrário do que possa parecer, não é o impiedoso Bane (Tom Hardy), ou a fatal Talia al Ghul – disfarçada como a empresária Miranda Tate (Marion Cotillard) –, mas a crença de que a única alternativa para purgar a corrupção e a decadência da sociedade atual é reduzi-la a pó de modo a construir uma nova sociedade, baseada em um novo homem. Esse processo de “destruição criativa” se dá através da violência tanto física quanto simbólica  e moral: não basta explodir prédios, sequestrar, roubar ou matar, mas é imprescindível disseminar o caos, solapar as instituições e inocular profundamente nos indivíduos o veneno revolucionário. O vilão do filme não é feito de carne, mas de ideias; não é um corpo, mas um espírito: o espírito da revolução.

Bane
Bane e Talia são os líderes da Liga das Sombras, fundada por Ra’s al Ghul (Liam Neeson). O objetivo principal da Liga das Sombras é combater a “degenerescência moral” onde estiver, utilizando, para isso, todos os meios disponíveis. Para a Liga das Sombras, nenhum meio é ilícito ou imoral em si mesmo: o que define sua ilicitude ou imoralidade são os objetivos que se almeja através de seu uso. Os membros da Liga são profundamente comprometidos com esse ideal, chegando a extremos de sacrifício – como o sicário de Bane que, voluntária e alegremente, permanece no avião da CIA que é derrubado no Uzbequistão, na primeira cena do filme. O próprio Bane mostra-se o vilão mais perigoso dos três filmes de Batman justamente por causa de sua obsessão idealista: todos os seus esforços, por menores que sejam, estão plenamente dirigidos para a concretização do projeto revolucionário da Liga das Sombras; nenhum de seus movimentos é desperdiçado em interesses e problemas secundários, pois todo o seu ser está devotado à causa.

Outra característica marcante de Bane é a crença sólida na superioridade moral sua e de sua causa: a única saída para combater a decadência e as injustiças presentes na sociedade de Gotham é destruir todos os valores, instituições e credos “corruptos”. O paciente está doente, mas a cura não reside na escolha do remédio mais amargo, mas na morte. As cenas de perseguições, assassinatos públicos, saques e julgamentos sumários são perturbadoramente idênticas àquelas que foram vistas em todos os processos revolucionários dos últimos 300 anos – na Revolução Francesa, na Comuna de Paris, na Revolução Bolchevique, e tantas outras. Lugar simbolicamente poderoso é a “suprema corte” revolucionária – comandada pelo Dr. Jonathan Crane (Cillian Murphy), mais conhecido como Espantalho, cuja droga alucinógena criada por si vitimou-o no primeiro filme da trilogia –, em que, a bem da verdade, os réus eram levados não para serem julgados, mas apenas para escutarem a sentença e escolherem entre o exílio e a morte.
O paralelismo entre os processos revolucionários que já atingiram a civilização ocidental e a hecatombe promovida pela Liga das Sombras no filme “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” não para por aí. Ao promover a morte e a destruição no estádio de futebol americano de Gotham, Bane, dirigindo-se à multidão estarrecida e amedrontada, defende que eles não são novos opressores, mas libertadores, aqueles que farão com que os cidadãos de Gotham cumpram o destino ao qual foram chamados e tomem nas próprias mãos as rédeas não só de suas vidas, mas da vida da própria sociedade. Essa ideia enganosa é reforçada pela alegação de que o controle da bomba nuclear, que está em posse da Liga das Sombras, encontra-se nas mãos de uma pessoa comum, alguém “do povo”, e que, portanto, é o próprio povo que tem o controle sobre a situação. O mesmo discurso, em essência, tem sido utilizado ad nauseam por todos os líderes revolucionários que já pisaram e que ainda pisarão sobre a face da terra: a expropriação, o derramamento de sangue, os expurgos, tudo isso não são métodos violentos e opressivos para dobrar as pessoas, mas perfazem a libertação de que elas necessitam.

O terror revolucionário e sua perigosa obsessão pela “destruição criativa” são mais fortes do que os valores tradicionais sobre os quais a sociedade se erigiu – e que são representados pelo símbolo que é o Batman? Sim e não. O apelo sensacionalista e o potencial de deturpação pertencentes àqueles conseguem, num primeiro momento, grande aceitação junto à massa ignara; é como se, de fato, a superioridade moral da Liga das Sombras se manifestasse na ausência de amarras da velha moral e no seu esforço de pulverizar a velha sociedade. No entanto, a própria situação criada pela Liga das Sombras torna-se, com o passar do tempo, insustentável; os absurdos brotam, as máscaras caem, as verdadeiras intenções ficam expostas à incômoda luz da verdade.

Essa exposição, todavia, não acontece por si mesma, não é automática: ela necessita de agentes, é fruto de um ato positivo da vontade daqueles que sabem que, a despeito da degenerescência da sociedade, os valores tradicionais sobre os quais ela foi erigida são verdadeiros e perenes. Batman, por mais que seja um símbolo da luta pela manutenção desses valores, não é um símbolo que se sustenta por si mesmo: o comissário James Gordon (Gary Oldman), o detetive John Blake (Joseph Gordon-Levitt), o cientista Lucius Fox (Morgan Freeman), até mesmo o mordomo Alfred J. Pennyworth – que, em minha opinião, é o melhor personagem da trilogia, interpretado brilhantemente por Michael Caine –, bem como todos aqueles que voluntariamente se dispõem a lutar por esses valores, unem suas forças não apenas para dar o suporte necessário ao símbolo representado por Batman, mas também para trazer à luz as sinceras intenções da revolução.

Por que “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” é um filme ao qual todo conservador deve assistir? Porque a sociedade ocidental está passando por um longo, sutil e aterrador processo revolucionário. Enquanto os líderes dessa revolução seduzem os incautos com seu afinadíssimo canto de sereia, violências as mais cruéis são cometidas diuturnamente contra aqueles que decidem ater-se aos valores tradicionais, relegados a nós há séculos, em nome de um novo mundo, de uma nova sociedade, enfim, de um novo homem. A soberania nacional dá lugar a um proto-autoritarismo supranacional, a inversão de valores é institucionalizada e aplicada com todo o rigor da lei, a objetividade da lei moral é substituída pelo subjetivismo discricionário, e, pouco a pouco, caminhamos rumo ao caos que, benevolamente, os revolucionários creem ser a “destruição criativa” necessária à fundação de um novo mundo.

As lições de determinação, firmeza, lealdade e honra de “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” são inspiradoras para os poucos que ainda ousam resistir a esse mundo em colapso. E, certamente, a lição mais importante é: combater o espírito revolucionário é uma tarefa à qual devem se dedicar todos os que optaram pelos valores tradicionais. Nunca é demais lembrar que, em uma situação de guerra – exatamente o que estamos vivendo –, só há dois caminhos a se trilhar: o de vítimas indefesas ou de combatentes resolutos. Os valores que nos deram a vida que temos merecem que nos dediquemos à sua preservação, ainda que isso custe nossas próprias vidas. Não é uma decisão fácil, mas é inelutavelmente necessária. Não devemos fazê-lo apenas por nós mesmos: devemos fazê-lo por aqueles que deram seu sangue para que cheguemos até aqui, honrando sua memória e sua luta, e por aqueles que ainda virão, de modo que o mundo que herdem de nós seja menos perigoso, menos venenoso e mais afastado de diabólicos anseios revolucionários.

O homem é uma “espécie invasora”? Sua inteligência e sua civilização uma desgraça para o planeta?

VERDE: A COR NOVA DO COMUNISMO



Por vezes, o tratamento que o ambientalismo dispensa ao homem e à civilização atinge abismos que parecem demasia anti-humana.

Certos arautos desse movimento ostentam uma ferocidade estarrecedora. Na coluna ao lado há alguns exemplos.

Essa predisposição anti-humana é descrita, também, no artigo “Ser humano: espécie invasora?” do Dr. José Eustáquio Diniz Alves, colunista do Portal EcoDebate, Doutor em demografia e professor titular do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE.

De início, o artticulista constata um fato reconhecido desde os filósofos gregos pelo menos, passando por São Tomás de Aquino até nossos dias:

O corpo humano quando comparado com o dos animais patenteia inferioridade de recursos para a supervivência. O homem nasce muito débil sem poder se alimentar a si próprio. Sua pele é delicada: não tem couro, pelo, plumas ou outra proteção. Não nada, não voa, não corre muito, não tem garras, venenos ou outros recursos para se defender ou pegar animais.

Entretanto, ele possui algo muito mais poderoso: a inteligência que lhe permite raciocinar, criar, desenvolver culturas e civilizações e dominar a natureza. Plantar, caçar e domesticar animais, pescar, fazer uma casa aconchegante, fundar cidades, melhorar as condições de vida em todos os sentidos.

Até aqui a concordância de uns e outros é muito grande. Porém, na hora de emitir um juízo sobre essa inteligência o ambientalismo assume uma atitude vertiginosamente contrária ao senso comum.
Possuir inteligência foi para os grandes filósofos da Antiguidade o sinal da natureza espiritual e do destino imortal do homem.

Para a teologia bíblica hebraico-cristã, foi sempre a prova de que o homem está dotado de uma alma espiritual destinada a viver eternamente e atingir a contemplação gozosa do próprio Deus. Por isso mesmo, o homem é posto no centro e tido rei da Criação.

A inteligência é o próprio fundamento de todo direito da natureza humana.

Ato pela "libertação animal"
Porém, o ambientalismo apregoa uma visão em tudo oposta: essa característica exclusiva do homem que o enobrece por cima de todo animal ou vegetal seria uma espécie de desgraça ou maldição para o planeta.

Assim apresenta essa interpretação o prof. José Eustáquio Diniz Alves no referido artigo, após descrever as fases presumidas da expansão humana sobre a face da Terra:
“A natureza do continente americano sofreu muito com a chegada humana, especialmente após o crescimento do volume de pessoas.

“Por exemplo, as migrações humanas que chegaram à ilha de Páscoa (Rapa Nui), pertencentes atualmente ao Chile, acabaram por destruir a natureza local e a própria civilização da terra dos Moais.

“A civilização Nasca no Peru, além de fazer as famosas linhas de Nasca, contribuíram para a degradação ambiental ao cortar as árvores locais que resistiam à pouca precipitação pluviométrica.

“Mas foi após a chegada de Cristóvão Colombo que os danos ao meio ambiente se intensificaram e a crise ambiental se agravou progressivamente.

“Em Galápagos, os equatorianos, durante mais de um século, mataram as tartarugas para fazer óleo e iluminar as cidades (como Guayaquil e Quito).



“Das diversas espécies de tartarugas, uma tem uma dramática extinção, pois só havia sobrado o “solitário George” (último exemplar da espécie), que morreu no mês passado.
“Além disto, houve a introdução de diversas espécies invasores de plantas e bichos que destruíram grande parte da riqueza natural do arquipélago.

“Em dimensão bem maior, os Estados Unidos da América (EUA) são campeões mundiais de destruição ambiental e estão afetando, não só o seu território, mas o clima do Planeta.

“No Brasil, 93% da Mata Atlântica foi destruída a ferro e fogo.

“Outros biomas, como o Cerrado, os Pampas e a Amazônia estão indo pelo mesmo triste caminho.

“Os rios das grandes cidades foram destruídos ou simplesmente viraram canais de esgoto, como os rios Tietê, Carioca e Arrudas, respectivamente, em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.


“Os exemplos do impacto negativo da população humana são muitos e dramáticos.

“A destruição do solo, das águas e do ar se espalha com grande velocidade, destruindo a riqueza biológica e as espécies nativas e endêmicas.

“Por isto, alguns pensadores estão reavaliando o papel das migrações e até considerando o ser humano uma espécie invasora.
“As espécies invasoras são aquelas oriundas de outra região ou bioma, e que se adaptam e proliferam muito bem no novo ambiente, competindo com as espécies nativas por nutrientes, luz solar e espaço físico.

“Em geral, elas modificam o ecossistema original e reduzem a biodiversidade. Por falta de predadores naturais, as espécies invasores multiplicam sua presença como uma praga.

“Por exemplo, o filósofo britânico John Gray, em entrevista à revista Época(29/05/2006), apresenta um prognóstico pessimista sobre a humanidade:
“A espécie humana expandiu-se a tal ponto que ameaça a existência dos outros seres. Tornou-se uma praga que destrói e ameaça o equilíbrio do planeta.
“E a Terra reagiu. O processo de eliminação da humanidade já está em curso e, a meu ver, é inevitável.


“Vai se dar pela combinação do agravamento do efeito estufa com desastres climáticos e a escassez de recursos.

“A boa notícia é que, livre do homem, o planeta poderá se recuperar e seguir seu curso”.

“O homo sapiens – majora o prof. José Eustáquio Diniz Alves – utilizou o cérebro para construir uma avançada civilização planetária, mas tem utilizado a sua inteligência de maneira instrumental e egoísta.

“O impacto humano já ultrapassou a capacidade de regeneração de todos os continentes.
“Não há mais fronteiras para novas migrações.

“Será que o homo sapiens que se espalhou pelo Planeta (chegando por último ao continente americano) pode ser classificado como uma espécie invasora?
“Ou haverá uma forma evitar seus efeitos daninhos?”
A pregação dessas visualizações tão depreciativas do ser humano, não pressagia catástrofes tal vez iguais ou comparáveis às descritas no “Livro Negro do Comunismo”, precedidas elas também por ideologias que reduzem o homem a mais um animal, puramente material, em evolução?
Fonte: adht: defesahetero.org