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XAPURI AMAX

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

AMAX bate Independência e é campeã do Estadual da 2ª Divisão


Foto: Manoel Façanha
O interior do Acre está em festa, mais precisamente a cidade de Xapuri. Na noite deste sábado (30), a Amax venceu o Independência de virada, por 2 a 1, no estádio Antônio Aquino Lopes, o Florestão, em Rio Branco, e conquistou o título do Campeonato Acreano da 2ª divisão. O resultado garante o time de Xapuri como terceira força do interior na elite do futebol estadual de 2015.

  O Tricolor de Aço abriu o placar no primeiro tempo com Zagalo, aos 19 minutos. Mas na segunda etapa, com gols de Beto, aos 22 minutos, e Layo, aos 24, a Amax conseguiu a virada que garantiu o primeiro título da equipe e a vaga pela primeira vez entre os principais times do Acre. O time xapuriense ainda teve um pênalti desperdiçado pelo atacante Neto, aos 42 minutos do primeiro tempo.

  Neto, inclusive, que atuava com um efeito suspensivo por ter sido expulso na última rodada do returno, foi expulso no fim da partida e deixou o time azul e branco com um jogador a menos nos minutos finais.

Com um homem a mais em campo, o Independência pressionou em busca do empate que levaria o duelo para a prorrogação, mas não conseguiu furar a barreira defensiva da Amax, que segurou o resultado até o apito final.

  A equipe campeã fecha a campanha na 2ª divisão do Acreano com um retrospecto de quatro vitórias, um empate e duas derrotas, 19 gols marcados e dez sofridos.



Fonte: Globoesporte.com   Galeria de Fotos
Fotos: Manoel Façanha 
                                          
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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

LEI DE COLSON (CHUCK COLSON) - AS GUERRAS CULTURAIS



É uma das leis mais fundamentais da história humana. Ela sempre foi verdadeira, e sempre será verdadeira, a menos que a própria natureza humana mude em sua essência.

Poderia ser também chamada de Lei dos Quatro Cs: Community, Chaos, Conscience e Cops (Comunidade, Caos, Consciência, Policiais). É mais fácil memorizá-lo visualmente, pelo quadrado das oposições ou quadrado lógico: 


Comunidade e Caos são opostos "verticais" do bem versus mal, enquanto Policiais e Consciência são opostos "horizontais" de dois bens. Comunidade e Caos são forças inerentemente opostas, como exércitos em guerra. Policiais e Consciência são duas armas ou estratégias possíveis do exército de defesa (Comunidade) contra o exército de ataque (Caos). Os dois pares de opostos são inversamente proporcionais, mas opostos "verticais" necessariamente se opõem (Caos e Comunidade destroem um ao outro), enquanto que os opostos "horizontais" não. Na verdade, policiais e consciência são muitas vezes complementares. Mas a necessidade de um deles diminui na medida em que a oferta do outro aumenta: quanto mais consciência tem uma comunidade, menos policiais ela precisa e quanto mais policiais ela tem, menos ela precisa contar com a consciência.

O caos é para uma comunidade, o que a doença é para um corpo (pois o corpo político também é um corpo: sua unidade é orgânica, em vez de artificial). A comunidade integra, o caos desintegra. A comunidade é coerência, o caos é incoerência. A comunidade é construção, o caos é desconstrução (uma filosofia inteira, nos dias hoje, se chama orgulhosamente pelo mesmo nome desse processo).
Uma comunidade é uma unidade orgânica porque é um microcosmo, uma pequena imagem do próprio universo. Embora Deus tenha criado o Universo desde fora, ele o projetou para que se mantivesse ordenado desde dentro, "naturalmente", por sua própria força interna de unidade, e não escorado por forças externas. Como uma comunidade humana, o "universo" é o paradoxo de um "um" ("uni") em "muitos" ("versa") ou de "muitos" em "um". Como o universo, uma "comunidade" é o paradoxo de uma "comum unidade" de muitos indivíduos e subgrupos unidos em um trabalho comum, por um propósito comum e compartilhando um valor comum.

Agostinho definiu a alma unificante de uma comunidade (civitas, "cidade") como o amor comum. Portanto, existem essencialmente apenas duas "cidades", a Cidade de Deus (os que amam a Deus) e a Cidade do Mundo (adoradores do mundo, idólatras). Uma comunidade, assim como um indivíduo, pode verdadeiramente invocar a bela fórmula de Agostinho - "amor meus, pondus meum" - meu amor é o meu peso, minha gravidade, meu destino. Minha densidade é meu destino (lembre da confusão linguística da cantada de George McFly em De Volta para o Futuro).

Vamos fazer uma analogia do nosso corpo social com nosso corpo individual. O corpo humano tem duas defesas contra as doenças: internas e externas, natural e artificial, preventiva ou corretiva. Se ele perde sua imunidade interna à doença, necessita de medicamentos, cirurgia ou muletas para ampará-lo desde fora, para compensar sua desintegração interna. Um deficiente físico precisa de muletas pelo mesmo motivo que pecadores precisam de igrejas. A religião é de fato uma muleta, uma arma de defesa, um escudo.

E os corpos sociais, assim como os individuais precisam de defesas. Assim como o corpo físico, o corpo político tem duas defesas contra o caos: o escudo externo é a "lei positiva", isto é, a lei humana, que é fisicamente imposta pelos policiais. A defesa interna é a "lei natural", a lei moral, não feita pelo homem, mas por ele descoberta, que é imposta espiritualmente pela consciência.

A defesa interna é feita de liberdade: a defesa externa é feita de força. A defesa interna é o amor - o amor ao bem. A defesa externa é o medo - o medo da punição. E o amor é livre, enquanto o medo não é.

A Lei de Colson dita que uma comunidade com menos "policiais internos" precisa de mais "policiais externos". Os Fouding Fathers dos Estados Unidos perceberam isso e repudiaram um estado não-livre, baseado primeiramente no "policiamento externo". Eles disseram explicitamente que a democracia livre que estavam desenvolvendo era projetada somente para um povo moral. As pedras fundamentais de uma democracia são consciências.

Mas o paradoxo da democracia é que embora ela seja fundada sobre a premissa de sólidas consciências morais, ela tende a produzir consciências morais fracas, pela sua própria permissividade. A maximização da liberdade na democracia (no sentido de baixo policiamento) depende de sua submissão voluntária à consciência, porém essa liberdade de não ter policiamento nos deixa tentados a nos livrarmos da consciência também. E então, paradoxalmente, este excesso de liberdade externa, de liberdade física, requer mais policiamento para evitar o caos interno e espiritual (que resulta no caos público externo, mais cedo ou mais tarde). Assim, temos mais policiamento e menos liberdade, pois os dois tipos de liberdade - de consciência e de policiamento - também são inversamente proporcionais. Quanto mais houver de um, menos você precisa do outro (Pense bem nisso!)

A Lei de Colson afirma que as únicas alternativas à consciência são a polícia ou o caos. Se a defesa interna é diminuída, o escudo externo deve ser aumentado para prevenir o caos. Portanto, uma democracia que perde sua consciência se tornará, necessariamente, um totalitarismo.

Isso tudo deveria ser óbvio, mas parece chocante à maioria dos americanos. E, esse fato em si é chocante.

A ideia de os Estados Unidos se tornarem totalitários parecerá absurda à maioria dos americanos, mas isso é porque eles esquecem que existe tanto o "totalitarismo duro", bem como o que Tocqueville chamou de "totalitarismo suave", de que existe um Admirável Mundo Novo e um 1984. A ditadura do que Rousseau chamou "a vontade geral", isto é, a opinião popular, pode ser tão totalitária quanto a ditadura de qualquer rei ou tirano e muito mais difícil de derrubar, especialmente quando manipulada por uma mídia poderosa e ideologicamente unida. A mídia é mais poderosa do que os militares e a caneta é, sem dúvida, mais forte que a espada.

Os policiais em um "totalitarismo suave" empunham canetas em vez de espadas - por exemplo, códigos de discurso que veem "hate speech", "extremistas de direita" e "homofobia" em mais lugares do que os inquisidores medievais viam demônios e bruxas.

A Lei de Colson é baseada na observação da história. Não é ideológica e, portanto, não pressupõe nem conservadorismo, nem esquerdismo. Os esquerdistas e os conservadores discordam apenas nos acidentes da Lei de Colson e não na essência. Existem diferenças muito significativas entre esquerdistas e conservadores, é claro. Os esquerdistas têm menos confiança nos policiais do que os conservadores. E, muito mais importante, os esquerdistas de hoje, normalmente pensam que a consciência tem sua origem na sociedade e não em Deus ou na natureza humana e na "lei natural". Mas eles concordam com os conservadores que é melhor a consciência do que os policiais para proteger a comunidade do caos e, assim, eles também concordam, em geral, que a sociedade precisa de mais educação moral. Desse modo, uma nova união de esquerdistas e conservadores que desejam ensinar valores e até mesmo virtudes, pode estar se formando.

(...)

Os santos sempre entram nos guetos, especialmente nos guetos morais. Eles fazem ondas. Moisés fez ondas. Jesus fez ondas. (...). As ondas fazem o lixo subir até a superfície e as ondas de lixo muitas vezes afogam os santos e os fazem mártires, glóbulos brancos que se doam para lutar contra uma infecção. Os santos são os glóbulos brancos da sociedade, os salvadores da sociedade. Se ninguém quer crucificá-lo, você não está fazendo o seu trabalho. Ou então o seu trabalho não é obra Dele.

Trechos do Livro "Como Vencer A Guerra Cultural" de Peter Kreeft da editora Ecclesiae

Como arquitetar respostas para esquerdistas?


respondendoesquerdistas
A maioria das pessoas de direita erra na interação com esquerdistas, pois tendem a pensar na linguagem como a usamos no cotidiano: como uma ferramenta. Como sempre digo, o esquerdista entende a linguagem como se fosse uma arma, a ser usada de forma política o tempo todo. Isso, é claro, em qualquer interação relacionada à política pública.
É aí, nesta comunicação estrategicamente planejada (por parte dos esquerdistas), junto com a falta de revide no mesmo nível em termos de estratégia política, que reside a maior parte do sucesso da esquerda.
A forma pela qual isso pode ser resolvido é pela compreensão de qualquer interação com o esquerdista como se fosse um jogo, no qual deve-se conquistar espaços na cabeça dos neutros e aqueles ao seu lado da plateia, a partir do controle de frame, dentro, é claro, dos paradigmas da guerra política.
Hora de partirmos para um estudo de caso. No Facebook, Marcelo Tas postou uma imagem de uma torcedora alemã que parecia muito bonita enquanto estava com a mão no rosto. Mas em outra imagem, a coisa não era bem assim…
Particularmente, eu achei a brincadeira deselegante. Mas não era para começar uma ladainha em torno do bullying e do discurso feminista, que um amigo meu rejeitou. Ao criticar o politicamente correto, esse meu amigo recebeu a  seguinte mensagem de uma feminista que frequentava o fórum:
Nunca li tanta besteira em uma só frase, X (1). Primeiro: sim, fui doutrinada com a mentalidade do politicamente correta, pois meus pais me deram educação (2) e me ensinaram honestidade (3). Não era pra ser assim? Não sou perfeita mas sei como é sofrer bullying (4) – nunca sofri, mas me coloco na situação dos outros – e sei que isso DESTRÓI VIDAS (5). Segundo: QUALQUER MOVIMENTO que pregue a igualdade e a liberdade, seja ele feminista ou não (não sei de onde você tirou essa idéia de que meu comentário é feminista (6), uma vez que estou defendendo a moça e em momento algum a igualdade de sexos) é bom (7). Seja grato por seus antepassados escravos e revolucionários por você estar onde está hoje (8).
Enfim, você pensa que o bloquinho acima compõe comunicação sincera? Nem de longe. Tudo é arquitetado nos mínimos detalhes para gerar capitalização política.
Vamos aos estratagemas:
  1. Snark: método de ridicularização do oponente com desqualificação do que o outro fala, fazendo uso de um quantificador universal a la “Lula” (a técnica do “nunca antes”).
  2. Orgulho de posição: técnica onde alguém diz em público que sua posição deve ser digna de orgulho.
  3. Honestidade: rótulo positivo onde ela se auto-atribui honestidade. Lembre-se: toda rotulagem já é parte do controle de frame.
  4. “Amiga” de quem sofre bullying: princípio 6 da arte da guerra política (se posicionar do lado dos “oprimidos”).
  5. Lançamento de culpa: através da falácia da bola de neve, ela culpa o oponente por “vidas destruídas” por causa do bullying.
  6. Igualdade e liberdade: uso de rótulos a esmo, sem o menor sentido, apenas para obter o efeito psicológico na audiência.
  7. Monopólio da virtude: método onde alguém diz que sua posição é inerentemente boa, e, portanto acima de julgamento.
  8. Shaming: uma tacada ao final para dizer que o sujeito é contra aqueles (feministas) que lutaram para ele ter liberdade.
Em suma, tantos métodos, rotulagens e diversas outras formas de se controlar o frame, todas elas desonestas, não podem ser coincidência.
As palavras da esquerdista comprovam que eles tem plena noção de que estão em um jogo, enquanto a maioria de seus oponentes, da direita, muitas vezes não reconhecem a existência de um jogo.
Sugiro utilizarmos um framework onde transformamos a interação com os esquerdistas em uma espécie de jogo, cujas regras podem ser encontradas aqui.
Veja que tipo de resposta poderia ser dada a esta esquerdista:
Nunca vi tanta hipocrisia em tão poucas linhas. Tenho orgulho de ter uma educação que é contra hipocrisia e cinismo, ao contrário de você. Banalizar o bullying é um desrespeito com as verdadeiras vítimas de bullying. Esse tipo de discurso totalitário, censurando a opinião alheia, causou a maior contagem de mortos da história, por isso temos que demonstrar para os outros que o uso de recursos sujos, como são os truques feministas, é sempre imoral. Também é muito podre usurpar os méritos do iluminismo, que trouxe a igualdade de direitos para todos, sem precisar de discursos de ódio como fazem as feministas. Se hoje temos igualdade de direitos, os méritos vão para o livre mercado, e isso está provado em nossas sociedades. Sou grato pelos meus antepassados iluministas, que são os únicos responsáveis por você poder falar livremente. Se dependessemos dos fundamentalistas da esquerda, como você, viveríamos igual países totalitários, que desvalorizam as mulheres e possuem escravos até hoje.
Este é o tipo de resposta a ser dada ao esquerdista. Claro que os leitores podem sugerir variações, mas os componentes principais estão aqui:
  • Não há defesa, praticamente, mas ataque, assim como a esquerdista havia feito. Este é o princípio 3 da guerra política, que nos diz que o agressor geralmente prevalece. Lembre-se: você pode se defender, mas sempre atacando.
  • Acusando a oponente de banalizar o bullying, pode-se tirar a moral dela como “defensora de quem sofre bullying”.
  • Posicionando o iluminismo como merecedor dos méritos pela liberdade que temos hoje, pode-se posicionar feministas como usurpadores de méritos alheios, o que configura hipocrisia.
  • Ao posicionar o feminismo como esquerdista (e sempre foi), basta mostrar que o livre mercado é responsável pela nossa liberdade. Ou seja, se há liberdade e igualdade de direitos, nós ganhamos e os esquerdistas perderam.
  • Ao mencionar a maior contagem de mortos da história, mostramos que é difícil existir mais devastação do que aquela causada por aqueles que usam hoje o discurso do politicamente correto.
  • Demonstrar sempre que em termos éticos e morais, o oponente está em degrau inferior.
  • Deve-se mostrar orgulho pela sua posição.
Note que esses são apenas alguns componentes, que devem estar embutidos nas respostas que lançamos contra eles. E tudo, como já disse, como se fosse uma espécie de jogo.
A partir do momento em que entendemos que o jogo começou a partir do momento em que um esquerdista iniciou sua interação conosco sobre qualquer questão da política pública, temos que jogar com as regras do mesmo jogo.
Após entendermos a interação com esquerdistas como se fosse um jogo, assim como assimilarmos que nossa missão é vencer tantas batalhas políticas quanto possível (e qualquer interação com eles diante de uma plateia é uma batalha), recomendo os vídeos abaixo. (Um é de Silvio Medeiros, abordando os métodos de David Horowitz, e outro com Ben Shapiro, sobre 11 regras de como debater com esquerdistas).


Fonte: http://lucianoayan.com/2014/07/15/como-arquitetar-respostas-para-esquerdistas/

Máquina de doutrinação em defesa do relativismo moral e da bandidagem

Isso NÃO é um coitado em busca de comida!
Isso NÃO é um coitado em busca de comida!
Jantar em família é algo que não abro mão. É neste momento que podemos conversar melhor com os filhos, e eles aprendem também sobre postura diante dos outros, limites de comportamento e a dialogar (escutar além de falar). Nesta quarta o clima foi quente, mas a lição, creio, fundamental. Minha filha adolescente chegou com um discurso em prol do relativismo moral, alegando que não sabe o que faria se fosse pobre, e que talvez seja compreensível esses marginais roubarem por desespero.
Senti, imediatamente, que não era ela falando, mas alguma professora de esquerda. Líquido e certo. Ela confessou que tinha escutado isso da professora naquele dia. A doutrinação começa cedo, cada vez mais cedo, e mesmo em escolas particulares e tradicionais. Todo cuidado é pouco. Iniciei, portanto, o processo de desintoxicação para torná-la mais imune a essa tentativa abjeta de lavagem cerebral.
Primeiro, expliquei que “furto famélico”, de que ela falava, era coisa muito rara atualmente. Ninguém mais rouba na penúria só para comer, por fome, ainda mais em país em “pleno emprego” e com esmolas estatais para todo lado. Os galalaus roubam por vários outros motivos, não por desespero causado pela falta de comida.
Em segundo lugar, perguntei se ela achava que realmente seria capaz de apontar uma arma para a cabeça de um inocente, pelo motivo que fosse. Conhecendo os valores absorvidos por ela e sua empatia para com o próximo, já sabia a resposta. Após rápida reflexão, ela teve de admitir que não se imaginava fazendo nada disso, mesmo em desespero.
Passei, então, a explicar que há basicamente dois grupos de pessoas: os que têm valores e dignidade, e os que não têm. E não é a conta bancária que os separa! Mostrei como seu discurso era, inclusive, ofensivo para com nossa empregada, que dá um duro danado para se manter com honestidade e dignidade. Lembrei que a maioria dos moradores de favelas é gente trabalhadora, apesar do entorno, e que muitos bandidos são de classe média, alguns até graduados.
A narrativa de vitimização da bandidagem não é algo novo. Desde os anos 1960 que isso começou a ganhar força. Teve até um livro famoso que falava do “crime da punição”, ou seja, o crime verdadeiro era prender o bandido! A tentativa de retirar a responsabilidade individual por seus atos vem de longa data, com a adesão maciça de muitos sociólogos, psicólogos, antropólogos, enfim, a turma das “humanas”. O criminoso, dizem, é uma marionete da biologia, visto como um objeto em vez de sujeito, ou uma esponja do ambiente, incapaz de decidir por conta própria, de escolher seu curso de ação.
Por acaso estava lendo ontem o livro Not With a Bang But a Whimper, do psiquiatra britânico Theodore Dalrymple, que fala justamente disso. Ele viu a Inglaterra deixar de ser um país relativamente pacífico e com uma polícia admirada para se transformar no país com os piores indicadores de criminalidade do Ocidente desenvolvido. Por trás disso está o relativismo moral e o clima de impunidade produzidos pelas elites intelectuais.
A relação entre crime e pobreza não é direta, tampouco causal – linha de raciocínio “progressista” que é bastante ofensiva aos pobres honestos, em maioria numérica. O crime é uma escolha. O Zeitgeist contribui com as más escolhas, ao eximir o bandido de responsabilidade, ou ao relativizar o que é certo ou errado. O ranço marxista joga mais lenha na fogueira, ao atacar o “sistema” e tratar o criminoso quase como um rebelde legítimo que busca “justiça social”. O roubo, por essa ótica bizarra, passa a ser uma espécie de “política redistributiva”.
Dalrymple trabalhou em prisões e tratou de milhares de criminosos. Conheceu de perto o estrago que tal mentalidade causa nessas pessoas, e como serve de pretexto e álibi para seus atos criminosos. “Não tenho como evitar”, “não consigo me controlar”, “eu apenas roubei, nada mais”, “quem nunca errou?”, e por aí vai. Mas ele mostrava para esses marginais que não eram vítimas, e sim agressores, e que nas prisões sabiam se controlar, sob a ameaça de punições. O comportamento depende do mecanismo de incentivos, assim como dos valores morais.
Há, ainda, aspectos mais prosaicos, como os altos gastos públicos e a tentativa de reduzi-los justamente nas esferas mais necessárias, como as prisões. Ocorre, então, um relaxamento das penas, e muitos bandidos são soltos antes do prazo estipulado. Dalrymple conta casos chocantes, e não são isolados. Marginais que espancaram gente inocente gratuitamente, destruindo suas vidas e de suas famílias, com sequelas eternas, e que foram soltos em poucos meses. Que mensagem isso transmite para os jovens, sabendo-se, ainda por cima, que um curto tempo na prisão é visto até como um “rito de passagem” e motivo de orgulho para muitos deles?
São muitos interesses por trás desse sistema fracassado, porém. O aparato envolvido nisso é gigantesco. A quantidade de “especialistas em criminologia” não para de crescer. Não parece coincidência o enorme crescimento dessas profissões em paralelo à explosão da criminalidade. Será apenas um efeito, ou seria parte da causa?
O fato é que nenhum desses especialistas ganha créditos sugerindo que a punição severa é parte fundamental de uma sociedade civilizada. Tal discurso é visto com asco pelos “ungidos” de esquerda, que demonstram toda a sua compaixão e bondade ao “compreender” os motivos dos criminosos, e ainda acusar os Estados Unidos, com sua grande população carcerária, de o “Gulag das Américas”, como se não houvesse distinção entre a União Soviética e os Estados Unidos. Alguns, como fez Francisco Bosco ontem, colocam tudo na conta do racismo das elites.
Quando Dalrymple era moleque, roubou um chocolate de uma loja e contou para o irmão mais velho. Era uma tentativa de mostrar “bravura” e conquistar o respeito do irmão. Em uma briga, dedurou algum malfeito do irmão, que, por sua vez, entregou seu crime aos pais. Sua mãe o levou à loja e o obrigou a pedir desculpas ao dono e pagar pelo roubo. Um tanto humilhante. Alguns podem, nos estranhos tempos modernos, considerar tal ato um exagero. Afinal, era “apenas” um chocolate e ele, “apenas” uma criança. Nada mais falso!
É esse tipo de educação que faz tanta falta. Impor limites, demarcar claramente o certo e o errado, com clareza moral. Pegar o que não lhe pertence é roubo, e ponto final. Deve ser punido, visto como inaceitável, e isso não tem nada a ver com a situação financeira das pessoas. Podemos considerar um atenuante o fato de um miserável faminto furtar comida de algum mercado, mas não é disso que se trata a explosão da criminalidade, e tentar pintar o quadro como se fosse é fruto de profunda ignorância ou extrema má-fé.
Marmanjos que roubam e às vezes matam por um par de tênis ou um celular, em busca de poder, de destaque em sua comunidade, não podem jamais ser vistos como vítimas ou coitadinhos desesperados. São bandidos, marginais que optaram pelo caminho errado, e merecem ser punidos por isso, pois a impunidade é o maior convite à reincidência no crime. Espero que minha filha tenha absorvido bem a lição. Sua professora vai ter dificuldade em doutriná-la com o manual relativista dos “progressistas”. Para cima de mim, não!
Rodrigo Constantino