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domingo, 28 de junho de 2015

Sexólogos mirins (II)

ESCRITO POR OLAVO DE CARVALHO | 28 JUNHO 2015 

A essência da ideologia gayzista consiste precisamente em colocar o desejo homoerótico acima de todos os valores reais, possíveis e imagináveis.
A principal característica de uma sociedade doente é a ascensão de almas imaturas e atrofiadas aos postos mais altos, de onde podem impor o seu subdesenvolvimento moral e emocional como padrão normativo para uma sociedade inteira.

Todo animal cresce e se desenvolve no sentido de alcançar a realização das potencialidades máximas da sua espécie, não de qualquer outra. Esse auge é o que se chama "maturidade". Uma vaca leiteira alcança a maturidade quando se torna capaz de produzir quarenta litros de leite por dia. Um urso, quando se torna grande, pesado, forte e feroz o bastante para matar outros ursos -- fêmeas e filhotes inclusive. Umbloodhound, quando se torna capaz de seguir uma pista por cem quilômetros. A escala do desenvolvimento sexual que expus na primeira parte deste artigo (http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/15912-2015-06-23-22-29-17.html) é própria e exclusiva do ser humano. Ela é a medida de aferição da maturidade humana. Quem não chegou à última etapa está abaixo da medida humana. Pode estar evoluindo para alcançá-la ou pode estar fazendo o possível para estacionar nas primeiras etapas, tomadas fetichisticamente como se fossem a essência última do fenômeno sexual. Pode estar até se esforçando para que outros também estacionem. A característica fundamental do sociólogo mirim é o ódio à maturidade.

O que há de mais belo, nobre e elevado no ser humano é justamente o processo no qual, por transmutações sucessivas, o mais egoísta dos instintos se transfigura em bondade, generosidade, perdão e auto-sacrifício. Abdicar disso é renunciar à vocação humana e tentar competir com outras espécies animais naquilo que lhes é próprio.
Esse processo não deve ser confundido com algum pretenso “conflito entre matéria e espírito” – um chavão gnóstico que, nesta época de confusão mental estupenda, muitos tomam como cristão. O impulso evolutivo está dentro do próprio instinto sexual, que se compõe ao mesmo tempo de uma ânsia de auto-satisfação e de uma tendência incoercível à busca de um objeto. O conflito permanente entre o centrípeto e o centrífugo, entre imanência e autotranscendência é inerente à própria força sexual, e é isso que faz dela, de maneira inteiramente natural, o motor do processo evolutivo que descrevi. É patente que os sociólogos mirins não observaram suficientemente o fenômeno sobre o qual pontificam, já que nem mesmo chegam a notar a sua natureza contraditória e dialética, mas o tomam simploriamente como uma força unívoca voltada à busca de uma generalidade chamada “prazer”.
O Brasil não será um país adulto enquanto os sexólogos mirins não forem expulsos da vida pública.
O impulso sexual primário é uma pura agitação interna do organismo, uma mera urgência fisiológica que aparece sem a necessidade de nenhum excitante externo e pode ser satisfeita por mera fricção mecânica da genitália – masculina ou feminina.
Esse impulso – a libido -- é uma energia sem alvo: não vem com nenhum objeto definido, mas tem de encontrá-lo e fixar-se nele com a ajuda da emoção imaginativa, seja estética (níveis III e IV), seja moral (níveis V e VI).
O impulso sexual permanece mais ou menos o mesmo ao longo de toda a vida de um indivíduo. É como um motor que, por si, não determina o rumo do veículo, mas depende, para isso, de um piloto capaz de enxergar o terreno e escolher os trajetos. A progressiva fixação do impulso nos sucessivos objetos não o modifica em nada, apenas o integra em funções diferentes conforme o objeto que a emoção imaginativa lhe oferece vai se tornando mais sutil, mais rico e mais complexo.
A escalada de seis níveis está, em princípio, ao alcance de todos os seres humanos, mas qualquer um está sujeito a voltar a uma fase anterior, sobretudo se não logra encontrar ou possuir o novo objeto que o atrai para um “salto evolutivo” da consciência e para um novo e mais elevado patamar da experiência erótica.
É evidente que só quem percorreu o trajeto inteiro está habilitado a formar uma visão abrangente e objetiva da experiência sexual, que os outros só enxergam de maneira parcial e subjetivista – não raro solipsista – determinada pela sua fixação numa etapa que se recusa a passar.
Infelizmente, este último é o caso da maioria dos “formadores de opinião”, universitários ou midiáticos, que se oferecem gentilmente para modelar a vida sexual alheia segundo a medida do seu próprio subdesenvolvimento existencial.
***
Um exemplo característico é a tendência ou vício de denominar “amor”, indiscriminadamente, toda e qualquer expressão do desejo sexual.
Nessa perspectiva, é fácil condenar qualquer restrição às práticas sexuais mais grosseiras como um atentado contra o “amor”.
Mas é evidente que o termo “amor” só é cabível quando se fala do terceiro nível para cima. No primeiro estamos no reino da pura fisiologia, no segundo tudo não passa de reflexo condicionado. Num deles o objeto está ausente; no outro, é apenas o gatilho ocasional que dispara uma reação do organismo. Amor sem objeto é contradição de termos.
A característica mais fundamental do desejo sexual é a tensão permanente entre o impulso interno de auto-satisfação orgânica e a busca do objeto externo, o foco que o limita e ao mesmo tempo o intensifica.
No primeiro nível, a safisfação deve ser obtida da maneira mais rápida, material e direta possível. Mas o sexo é um impulso imanente que busca transcender-se. Do segundo nível em diante, a satisfação é adiada cada vez mais, em vista de um acréscimo de qualidade.
Nos dois primeiros níveis, é tudo fisiologia, nada mais. Nos niveis III e IV, o objeto é definido pela imaginação estética. Nos níveis V e VI o estético é transcendido pelo impulso moral: generosidade, proteção, compreensão, amparo, carinho etc.

Essa diferenciação de níveis é característica do ser humano, estando ausente em todas as demais espécies animais. Ela é a sexualidade propriamente humana. Nesse sentido, a escalada que vai desde a necessidade orgânica até as expressões mais elevadas do amor altruísta é a via normal e portanto normativa da vida sexual humana. Mesmo aqueles que não são capazes de diferenciar claramente os seis níveis têm uma vaga antevisão disso, como o prova o fato de que condenam as condutas sexuais egoístas – ao mesmo tempo que, paradoxalmente, chamam tudo de “amor”.

Um exemplo especialmente deprimente de sexologia infantilizada nos é fornecido pelos “formadores de opinião” que definem a pedofilia como “uma forma de amor”. Um professor de filosofia que diz que a pedofilia é "amor", como fazem os srs. Clovis de Barros e Paulo Ghiraldelli, está obviamente desqualificado para o exercício de tão séria atividade intelectual. Não por ter dito uma imoralidade. Há imoralidades que são filosoficamente valiosas (as obras de Nietzsche estão repletas delas). Nem por ter feito apologia do crime. Ele pode ter dito o que disse com puro intuito teorizante, em tese, sem desejo de incentivar. Está desqualificado por manifesta incapacidade de fazer uma distinção fenomenológica elementar. A pedofilia, pela sua estrutura mesma, nunca pode ser amor a uma pessoa, porque é fixação simbólica na sua imaturidade, isto é, numa situação cronológica passageira. As crianças crescem, tornam-se adultas e perdem interesse para o pedófilo, que tem de buscar novos objetos de prazer na mesma faixa etária dos anteriores. Por definição, a fixação erótica numa circunstância externa não é amor a uma pessoa. Na nossa escala, a pedofilia, como o fetichismo ou o sadomasoquismo, está no nível II e não tem absolutamente nada a ver com o amor – embora a convivência entre o pedófilo e sua vítima possa despertar secundariamente algum tipo de emoção amorosa, pelo menos unilaterial, como o ativista homossexual Rudi van Dantzig documentou muito claramente no seu pungente  depoimento For a Lost Soldier (The Gay Men's Press, 1996). Qualquer primeiranista de filosofia, ou melhor, qualquer cidadão inteligente sem treino filosófico, tem de ser capaz de fazer essa distinção quase instintivamente.

Outro exemplo de puerilismo é o clamor gayzista pela legalização do “casamento gay” sob a alegação de “igualdade de direitos”.

As leis do matrimônio civil ou religioso não foram feitas para proteger, exaltar e fomentar o sexo heterossexual, mas, bem ao contrário, para moderar e controlar a sua prática, às vezes drasticamente. A proposta do “casamento gay”, ao contrário, visa a legitimar, a tornar respeitável e inatacável a homossexualidade em todas as suas formas e versões, inclusive grupais, obscenas, ofensivas e públicas como aquelas da Parada Gay. O casamento tal como a sociedade o conhece há milênios é uma autolimitação voluntária do impulso heterossexual, em vista de valores mais altos. O casamento gay, ao contrário, é um salvo conduto para que uma classe de pessoas tenha um direito ilimitado aos prazeres sexuais que bem deseje, da maneira e no local que bem entenda, livre das limitações legais e morais que pesam sobre o restante da espécie humana.

(Não deixa de ser deprimentemente irônico que, numa época em que tanto se discute “maioridade penal”, esta mesma noção tenha se reduzido a uma formalidade cronológica totalmente esvaziada de qualquer referência aos traços substantivos que constituem a maioridade psicológica e moral, sem os quais ela não faz o menor sentido.)

Se existe algo como a noção de “maioridade legal”, é porque obviamente o exercício de determinadas funções na sociedade – a começar pela mais geral e disseminada, a “cidadania” -- requer a maioridade substantiva, a maturidade da alma e do espírito, da qual a maioridade legal não é senão um sinal convencional de reconhecimento.
Não obstante, desaparecida do cenário mental a noção da maioridade substantiva, o exercício de altas funções sociais se tornou compatível com a mais rasteira imaturidade psicológica. Pessoas como os srs. Clovis de Barros, Paulo Ghiraldelli, Jean Willys, Gregório Duvivier  e similares são aqueles que denomino “sexólogos mirins”: crianças crescidas que dão lições de moral aos adultos.
Um critério elementar e patente de maturidade é a atitude do cidadão para com seus próprios impulsos sexuais.
Um ser humano maduro, equilibrado e saudável não hesitará em pensar, falar e agir contra os seus mais óbvios interesses sexuais, em nome de valores que lhe pareçam mais altos. Um homossexual pode fazer isso? Pode. Karol Eller e meu aluno Alexandre Seltz, homossexuais assumidos, deram exemplo disso, ao posicionar-se contra os excessos blasfematórios do movimento gayzista. Mas a essência da ideologia gayzista consiste precisamente em colocar o desejo homoerótico acima de todos os valores reais, possíveis e imagináveis. Por isso é que digo: um homossexual pode ser uma pessoa madura, equilibrada e saudável. Um gayzista, nunca. E é por isso que os gayzistas não respeitam nada nem ninguém. Eles simplesmente não podem fazê-lo sem ter de abdicar do princípio mais básico da sua ideologia.
É quase impossível um gayzista entender isso, pois para tanto precisaria reconhecer que sua pretensão de mando é incomparavelmente maior que a dos mais empedernidos machistas conservadores e que o que ele deseja não é a “igualdade de direitos” e sim a mais cínica e prepotente desigualdade, que um adulto normalmente desenvolvido jamais exigiria.
Numa sociedade saudável, os adultos mal desenvolvidos e imaturos permanecem nas camadas mais baixas da hierarquia social, onde podem fazer relativamente pouco dano às demais pessoas. A principal característica de uma sociedade doente é a ascensão de almas imaturas e atrofiadas aos postos mais altos, de onde podem impor o seu subdesenvolvimento moral e emocional como padrão normativo para uma sociedade inteira.
Não é possível corrigir os males sociais mais graves sem devolver essas pessoas ao anonimato do qual jamais deveriam ter saído.

Publicado no Diário do Comércio.
http://olavodecarvalho.org
via msm

"Te lasca bandido!!!!!"

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Venezuela mostra sua cara… e é uma carranca horrorosa!

Leitores me cobram sobre a tentativa de visita aos presos políticos venezuelanos pelos senadores de oposição, recebidos a pedradas pelos trogloditas chavistas e impedidos de cumprir sua missão humanitária. Não tinha comentado nada ainda por alguns motivos: 1) já havia escrito aqui sobre a intenção da visita; 2) sabia que outros colunistas escreveriam ótimos textos sobre o assunto, como de fato aconteceu; 3) estava no Sawgrass Mills Mall, aquele BarraShopping da Flórida, repleto de brasileiros com malas para as compras, escolhendo um terno de última hora para minha viagem a Estoril para lançar Esquerda Caviar.
Aliás, parêntese: leitores também me pedem para falar mais da vida aqui, do custo e tal. Pois bem: vamos deixar os brasileiros com água na boca. Um terno elegante da Ralph Lauren, um cinto novo, um sapato novo, uma camisa nova, uma gravata e alguns pares de meias, ou seja, figurino completo: quanto o leitor acha que gastei? Alguns milhares? Muitas centenas? Quanto custaria isso no Brasil? Só um terno bom de marca conhecida já não sai por menos de mil reais, e estou sendo bondoso. Dito isso, a conta veio em $ 350, impostos incluídos (ah, as maravilhas que só o capitalismo faz!). Agora ficou mais fácil entender porque só se ouve português no mall, com malas e malas sendo enchidas? Fecho o parêntese.
De volta ao episódio na Venezuela, país onde terno de marca não é item de luxo, e sim item inexistente, já que item de luxo é papel higiênico (ah, as maravilhas que só o socialismo faz!). O que vimos foi o esperado, mas o esperado não deixa de ser assustador. O país já é uma tirania quase completa, cada vez mais similar ao modelo cubano, inspiração dessa canalha toda do Foro de São Paulo (PT faz parte). Vejam os brutamontes, os trogloditas, os bárbaros que defendem o “socialismo do século XXI”:


É essa a única linguagem desses brutos: a violência. A razão não faz parte de seu repertório.Fizeram a mesma coisa no Brasil quando Yoani Sánchez foi visitar o país. Tentam intimidar com ameaças, pedras, pois são incapazes de debater, de argumentar. São piores do que jumentos, pois jumentos são inocentes na maldade, e não possuem o potencial de aprender, de evoluir. São seres rastejantes, que partem para a agressão pois temem perder suas boquinhas, suas mamatas. Esquerda, hoje, é questão de caráter. Ou falta dele!
Quem ainda consegue defender o governo de Maduro? Eu respondo: o PT! O nosso governo! E, por tabela, todos os que defendem o PT no Brasil. São cúmplices desses animais, desses vândalos, desses bajuladores de tiranos. A reação dos petistas mostra como essa gente é baixa. Então nossos senadores de oposição, eleitos democraticamente e representantes de milhões de brasileiros, não podem visitar os presos políticos na Venezuela? Então Maduro não se preocupa mais em esconder a farsa da “democracia” venezuelana, aquela que o ex-presidente Lula diz ser até “excessiva”?
Caiu a máscara, e por trás da hipocrisia, do simulacro, havia apenas a horrível carranca de uma ditadura. É o destino inexorável do socialismo, que nunca, jamais foi capaz de produzir outra coisa. Por onde passou deixou apenas um rastro de sangue, escravidão, miséria. E é isso que o PT defende. É esse regime que o PT aplaude, contra a população venezuelana, vítima desses exploradores. Nunca é demais repetir: quem defende o socialismo em pleno século XXI, quem defende a Venezuela ou Cuba, quem defende o PT, não tem caráter!
Rodrigo Constantino

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Polícia: lá e aqui. Ou: Quando vamos começar a valorizar nossos policiais?

Escrevi nesta terça um artigo sobre meu vizinho xerife, comentando a diferença entre a valorização que a polícia tem aqui nos Estados Unidos e a falta de prestígio (e remuneração) no Brasil. Em seguida, levantei a hipótese de o patriotismo, bem calibrado e sem ufanismo boboca, explicar parte dessa postura distinta. Pois bem: meu amigo Bene Barbosa, do Movimento Viva Brasil, aquele que tenta defender nosso direito básico de ter uma arma (algo bastante sedimentado por aqui), mandou hoje cedo uma imagem que retrata com perfeição meu texto. Ela vale por mil palavras:
Polícias
Ou seja, enquanto a polícia americana é aplaudida pelo governo e pela população quando mata bandido, no Brasil ela é vítima de perseguição e investigação, sem falar dos ataques infindáveis que a turma dos “Direitos Humanos” desfere. Essa gente só se mexe para defender bandido, para lutar pelos “direitos” dos assassinos e estupradores, nunca pelos policiais que ganham baixos salários e colocam suas vidas em risco todo santo dia.
Quando morre um policial em combate, o pessoal das ONGs de “Direitos Humanos” nunca aparece, nem manda mensagens de apoio aos familiares. Mas quando morre um marginal, um delinquente, um traficante, sai de baixo! Eles cospem fogo na polícia, que consideram, como instituição, algo fascista! Pergunto: como ter uma polícia decente em tais circunstâncias? É impossível.
Passou da hora de o Brasil mudar, passar a valorizar aqueles que colocam-se na linha de tiro dos bandidos para proteger a população, para garantir a ordem e a paz, para fazer cumprir as leis. Ninguém vai negar que exista a banda podre policial, que há muitos corruptos na força policial. Isso precisa ser combatido com firmeza também. Mas não é jogando fora o bebê com a água suja que vamos fazer isso. A quem interessa só detonar a polícia como instituição? A quem interessa só defender bandidos?
Rodrigo Constantino

10 dicas para pressionar congressistas a seu favor

POR 

PSG-L
Na era da Internet, a pressão de parlamentares é essencial para a obtenção de resultados políticos. É, também, um dos métodos essenciais que eu indico neste blog. Sempre peço “pressionem parlamentares, é isso que vocês tem que fazer”. E me perguntam: “Mas como eu faço isso?”. Então aqui vão algumas dicas, tanto para pressão no ambiente virtual como no mundo fora da Internet.
1. Sempre que possível, atue de forma organizada (e foque nos líderes)
Este é um item essencial. Você até consegue fazer pressão isolada. Mas se você fizer parte de uma comunidade (pode ser das redes sociais ou não) tudo pode ser facilitado. Se a ação for organizada de forma centralizada, melhor ainda. É muito melhor ter 100 ou 150 pessoas indo conversar com um deputado falando no mesmo tom do que apenas 1 gato pingado. Às vezes, o melhor é ter um comitê que centralize a discussão, mas representando as ideias do todo. Seja como for, organização tende a ser  melhor que a desorganização. Uma outra dica essencial é focar nos líderes dos partidos, pois isso poupará tempo. Um líder de partido geralmente capitaneia a votação de todos os restantes. Com exceção dos líderes, busque mais algumas figuras representativas, que influenciem o restante.
2. Entenda as divisões na política
Os políticos que estão no Congresso se dividem em três grupos: (1) Comprometidos com TEU projeto, (2) Comprometidos com o projeto do TEU inimigo, (3) Sem comprometimento com ambos os projetos. O grupo (3) é o maior deles. Por exemplo, com os projetos totalitários do PT, temos PT, PSOL, PCdoB e PROS. Eles estão no grupo (2). Não há pressão positiva a fazer sobre o grupo (2). Há ataque (pressão negativa) e nada mais. O grupo (1) é pequeno, e precisa não de pressão, mas apoio. Ali temos o DEM e nada mais. Se eles já estão comprometidos com teu projeto, então é só apoiá-los. O grupo (3) é a mina: eles devem ser pressionados, e deles exigirmos resultados. Por exemplo, nesta semana teremos votações importantes no Congresso. Todos desse grupo (3) estão na lista dos que devem ser pressionados. Como não dá para falar com os 330 a 380 que estão nesse grupo, foque nos líderes.
3. Você não está discutindo relação amorosa, como namoro ou casamento (tudo é uma grande negociação)
Em relacionamentos amorosos, uma traição tende a significar o fim do caminho. Isto é justificável. Mas não na política. Por exemplo, se o PMDB se aliou ao PT por 12 anos (eis a “traição”), ao mesmo tempo o partido tem danificado a agenda totalitária bolivariana. Por este motivo, não vamos contar com o trabalho do PMDB recente? Claro que vamos. Boa parte da direita ultimamente tem demonstrado seríssimos problemas para entender isso. Para te ajudar, tente pensar em tudo como uma grande negociação. Focando nos 3 grupos que citei, imagine que não há negociação alguma a fazer com PT, PSOL, PCdoB e PROS. O restante ou já está do seu lado (e você tem que garantir o apoio) ou deve ser pressionado em sua agenda. Como é uma negociação, pense (mas não seja tão explícito ou ameaçador) que você tem a seu favor o poder de arranhar a reputação dele e desgastá-lo. Ele tem sua reputação. O que está sob negociação? O apoio dele a propostas alinhadas com o teu projeto, e rejeição à propostas de seu inimigo. Esta é a maneira de encarar a interação com deputados e senadores.
4. Tenha seu objetivo em mente
Qual é o seu objetivo? No meu caso, sempre sou claro: derrubar todos os projetos totalitários do PT. Como estudei o processo de tomada de poder em países bolivarianos, sei que tudo se baseia apenas em propostas desse tipo: (1) Financiamento exclusivamente público de campanha, (2) Fim de financiamento privado, (3) Controle de Internet, com iniciativas como Humaniza Redes, (4) Censura de mídia, (5) Manutenção dos métodos de aparelhamento estatal, (6) Unificação das polícias, (7) Manutenção da impunidade de menores, (8) Manutenção do desarmamento. E daí por diante, com as principais sempre focadas no controle do fluxo de informações. Logo, eu foco em impedir que o PT aprove essas iniciativas. Você já parou para se perguntar por que você luta? Quais são suas prioridades? Bem, eu apresentei uma sugestão. Claro que existem outras táticas, elogiáveis até, como (9) Fim de urnas eletrônicas e (10) Impeachment. Mas eu acho que não podemos focar só nessas duas últimas, pois se o PT censurar a Internet e a mídia, esqueçam todas as demandas por um bom tempo, pois como pode um povo censurado falar em impeachment e fim de urnas eletrônicas? Não pode.
5. Seja claro nas demandas, explique a estratégia oponente e controle o frame
É preciso falar o que você quer de maneira clara. Por exemplo, não fale apenas em “financiamento privado de campanhas”, mas fale em “tirar o poder do PT usar o estado a seu favor e limitar o financiamento dos oponentes, ao mesmo tempo em que pode usar o estado a seu favor para propaganda institucional sem parar”. Em seguida, se posicione, dizendo: “estou demandando que o PT não consiga dar um golpe para se eternizar no poder”. Daí inicie a discussão. Ser claro nas demandas se baseia em definir qual o cenário e pelo que você luta.  Imagine a tática do governo para implementar o projeto de 30% de deputadas femininas. Para falar disso, aborde a estratégia de tomada de poder totalitário do PT, valendo-se de uma multidão de mulheres vindas de áreas como Humanas, Jornalismo e outras profissões preferidas por mulheres, e cujas faculdades foram aparelhadas pelos bolivarianos, a partir da estratégia gramsciana. Em seguida, ao ser claro em sua demanda, você não está mais falando em frases vagas, mas em demandas relacionadas à estratégia. Nunca fale nos termos que ajudem o outro lado. Alinhe a comunicação. Por exemplo, imagine que um congressista lhe diga: “Você gostaria de falar da redução da maioridade penal?”. Sua resposta: “Sim, pois o fim da impunidade para menores que cometam crimes violentos é imperativa”. Quando lhe for dito: “Vamos então falar sobre financiamento privado de campanha”. Sua resposta: “Exato, a liberdade de financiamento de campanha, essencial para que o PT não consiga ditar as regras do jogo, é urgente para nós”. Sobre “cotas para deputadas mulheres”, responda com “fim da soberania do voto”. E assim, sucessivamente, escolha os termos adequados.
6. Delimite os lados na guerra e explique as consequências
Ainda dando sequência ao passo anterior, esteja claro ao definir, sempre, os dois lados na guerra política: os totalitários do PT contra os republicanos, e você deve deixar claro que está em um conflito e a discussão está colocando nossa liberdade em jogo. Isto não é uma discussão banal. O congressista com quem você deve estar discutindo precisa estar ciente de que está em uma situação limite, e que a opção dele pode custar-lhe caro, em termos de reputação, pois estamos falando de uma guerra política.  Ao mesmo tempo, seja assertivo ao deixar claras todas as consequências da opção dele em não adotar suas demandas. Como exemplo, diga: “Geraldo Alckmin, você está ciente de que se acabar se aliando ao PT nessa questão de manter a impunidade de menores, você estará deixando claro que seu partido não se importa com mulheres estupradas ou vítimas de latrocínio desses menores?”. Ou então: “Você está ciente de que se não aprovar o financiamento privado de campanhas, o PT irá limitar o valor de cada partido, conhecer esse valor previamente, e depois estipular 9 ou 10 vezes mais somente de publicidade institucional para se perpetuar no poder? Você está em público aceitando as consequências de aprovar a proposta petista?”. Nunca se esqueça também de definir encruzilhadas e escolhas.
7. Promova sua tese, e desafie a tese contrário
O deputado de perfil 3 (lembre-se do item 2 desta lista) está aberto à melhor oferta. E sua oferta é baseada no seu poder de pressão sobre ele no que diz respeito a arranhar a reputação dele (embora você não precise ser explícito quanto a isso). A oferta do governo é baseada em cargos e benefícios. Ele precisa colocar essas coisas na balança. Por isso, ele muitas vezes vai ter na manga um argumento para dar uma ideia de que “é uma decisão difícil, pois há pontos em favor da proposta dele, assim como da tua”. Seja firme e refute os argumentos contrários. Por exemplo, na questão da maioridade penal, é uma moleza refutá-los. Na questão do desarmamento também. Para todas as questões sugeridas, é possível refutá-lo. Não dê espaço para a argumentação ruim. Refute-a. Isso aumenta o poder de negociação de quem está pressionando.
8. Seja educado, mas assertivo (você está negociando)
Lembre-se que você tem em mãos o poder de desgastar o congressista e roubar-lhe votos. É um poder significativo. Mas ao mesmo tempo você está negociando. Evite ficar nervoso. Ao contrário, seja sereno, calmo, mas assertivo. Ao perder a calma, você não apenas demonstra ser uma ameaça, como pode ser “fotografado” pelo seu oponente (da extrema esquerda) e facilitar a vida deste último na hora de se aproximar do mesmo congressista dizendo: “Cuidado, não ouça esses extremistas”. Creio que você não quer ser “fotografado” assim, certo? Alguns poderiam dizer: “E como foi feito com Álvaro Dias no caso Fachin?”. Ali não havia negociação, mas o desgaste de um político (o que não foi sem razão). Dias não estava aberto para negociação naquele caso. Pode estar em outros casos. Mas naquele, não havia negociação. As regras aqui sugeridas são baseadas para a negociação com deputados.
9.  Não jogue o jogo do “empurra” (evite o purismo)
Existe uma direita apolítica e negacionista (da própria política), que, em muitos casos, crê em coisas como intervenção militar. Pessoas assim criaram uma noção de que pessoas que não estão 100% alinhadas com você devem ser “empurradas” para o inimigo. Para compreender essa noção é preciso compreender que em política não existe o vazio. Ou alguém está agindo a teu favor, ou a favor de seu inimigo. Não há neutralidade. Por exemplo, FHC é uma decepção completa. Mas ele foi impecável na exposição da ditadura venezuelana. Quando se “empurra”, você está comunicando: “Ei, FHC, não precisa nem denunciar a ditadura venezuelana, não precisa fazer nada, não queremos nada, e fique tranquilo, pois a pressão estará terminada”. Claro que muitos dirão que não querem comunicar isso, mas o “empurra” sempre comunica isso. É preciso conscientizarmos todos os republicanos que, à exceção de PT, PCdoB e PSOL (e o PROS), praticamente todos estão no universo de pressão. Não é teu trabalho “empurrar” ninguém e fazer liberação de pressão. Alias, devemos aprender com os petistas, que pressionam até Eduardo Cunha, que é adversário. Evite, portanto, o purismo, inimigo mortal da ação política. Dia desses alguém disse: “Olha, eu prefiro o Caiado”. O que essa pessoa estava dizendo é que queria ganhar votação no Congresso apenas com o voto do Caiado. Aí é gozação, certo?
10. Fale sempre em comprometimento
Depois de tudo que falamos, há duas situações para cada demanda. Ou o congressista resolveu te apoiar, ou ficou do lado do seu inimigo. Em caso dele não atender, peça explicações públicas e faça-o pagar o preço do não atendimento. Algo como: “É lamentável que o deputado (x) tenha escolhido o caminho (y), que nós levará a (z)”, onde (y) é a proposta do inimigo e (z) a consequência. Tenha em mente neste processo todas as 13 regras para táticas de Saul Alinsky e os 198 métodos de luta contra ditadores de Gene Sharp (e aplique apenas o que for conveniente pro momento). Há muita coisa ali que pode ser aproveitada. Em caso de demanda não atendida, o congressista deve ser desgastado. Mas jamais volte ao passo 9, e não jogue o jogo “empurra”, pois há outra batalhas pelas frente. Pode até ser que um partido esteja comprometido com o projeto totalitário do PT, mas até você não estar certo disso, o partido está em seu universo de pressão. Mas e no caso de atendimento? Fale sempre do comprometimento, agradeça e anuncie publicamente o acordo. Assim como existe um preço para o não atendimento, deve existir um benefício para o atendimento.
Enfim, essas 10 dicas podem clarear um pouco a mente na hora de pensar em pressionar deputados e senadores. Existem sugestões de dicas adicionais? Complementações? Sintam-se livres.
Fonte: http://lucianoayan.com/2015/06/09/10-dicas-para-pressionar-congressistas-a-seu-favor/

terça-feira, 16 de junho de 2015

SAIBA COMO É ARTICULADA A 'ENGENHARIA SOCIAL' POR MEIO DE GRANDES VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO

A grande imprensa nacional e internacional sempre esteve coalhada de esquerdistas. São anos e anos de lavagem cerebral, de mistificação, de mentiras e falsificações dos fatos de acordo com os interesses do movimento comunista internacional.
Antes do advento da internet e, particularmente das redes sociais, os comunistas reinaram absolutos dentro dos grandes jornais, revistas, televisões e rádios e também no âmbito cultural, sobretudo o cinema, teatro, literatura, música e até mesmo as artes plásticas.
O próprio Karl Marx chegou a escrever para jornais americanos, talvez um dos únicos momentos em que ganhou alguns trocados que não fossem aqueles que procediam dos bolsos de Friedrich Engels seu amigo de família burguesa, um autêntico esquerda caviar, como diria Rodrigo Constantino, daquela época.
Neste século XXI a grande mídia continua dominada pela vagabundagem comunista. E o curioso é que, premidos pelas redes sociais e blogs independentes, os donos desses grandes veículos de comunicação dão uma no cravo e outra na ferradura tentando iludir os incautos com suposta imparcialidade. Um dos artifícios é manter em seus quadros jornalísticos empedernidos comunistas e alguns poucos democratas, liberais e conservadores.
O conjunto da obra é uma espécie de ornitorrinco ideológico. Ao fazer-se as contas se tem como resultado uma confusão editorial absurda cujo epílogo disso tudo é o relativismo político e ideológico. 
Os veículos de mídia brasileiros, tirante a revista Veja, são todos, sem exceção relativistas políticos e ideológicos. E esse viés editorial se encaixa perfeitamente no universo do pensamento politicamente correto, a arma principal da engenharia social levada a cabo pelo movimento comunista internacional. O efeito mais pernicioso disso tudo é que a grande mídia no final das contas promove a “desinformação” e não a “informação” propriamente dita.
Tudo que estou afirmando aqui neste artigo vem à luz por causa da internet e das redes sociais já que este blog está articulado, por exemplo, como Facebook e o Twitter que são as mais poderosas ferramentas de compartilhamento de informação. 
Não fossem as novas tecnologias, ninguém saberia, por exemplo, que Marco Aurélio Nogueira, professor da Unesp é um dos responsáveis pela introdução no Brasil da obra do comunista italiano Antonio Gramsci, um dos principais ideólogos da revolução cultural, a guerrilha incruenta que já esfarelou boa parte da liberdade no Brasil e nos demais países da América Latina. Que o digam os venezuelanos por exemplo.
Marco Aurélio Nogueira assina um blog no site do jornal O Estado de S. Paulo. Se lá está é porque foi convidado e contratado para escrever nesse jornal. 
A gravura que ilustra este post está estampada na página do Facebook de Marco Aurélio Nogueira. E não precisa dizer mais nada, apenas recomendar aos estimados leitores que não gastem o seu dinheiro comprando esses veículos da grande mídia, muito menos pagando para acessar seus sites. O mesmo devem fazer em relação às grandes redes de televisão. Protejam-se contra lavagem cerebral a que estão expostos. Afinal, todos dispõem da internet, sobretudo dos blogs independentes para obter informação verdadeira.
E aqueles leitores que têm filhos nas escolas e universidade verifiquem que tipo de livros e informações estão sendo repassadas ao alunado.
Para completar: é por tudo isso que se ouve a todo momento as pessoas afirmarem sua descrença nas instituições democráticas. "Não vai dar em nada", é o que se ouve a todo momento em relação por exemplo à fabulosa roubalheira da Petrobras promovida pelo PT e seus acólitos. 
Um dos motivos pelos quais as coisas nunca dão em nada decorre do aparelhamento da grande mídia. Lembrem-se sempre que a liberdade de imprensa é principal pilar da liberdade em sentido amplo. 
Fonte: blog do aluizio amorim

BASTA! FORA! (EXCELENTE ANÁLISE DE OLAVO DE CARVALHO)

Por Olavo de Carvalho
Transcrito do site Mídia Sem Máscara
Volto a explicar, agora ponto por ponto, a catástrofe estratégica monstruosa com que o PT destruiu a si mesmo e à nação. 
1. No incipiente capitalismo brasileiro, as grandes empresas são quase sempre sócias do Estado, o único cliente que pode remunerá-las à altura dos serviços que prestam.
2. Por isso elas acabam se incorporando ao “estamento burocrático” de que falava Raymundo Faoro: o círculo dos “donos do poder”, que fazem da burocracia estatal o instrumento dócil dos seus interesses grupais em vez da máquina administrativa impessoal e científica que ela é nas democracias normais.
3. Nesse sentido, o sistema econômico brasileiro não é capitalista nem socialista, mas sim patrimonialista, como destacaram, além do próprio Faoro, vários estudiosos de orientação liberal, entre os quais Ricardo Velez Rodriguez, Antonio Paim e o embaixador J. O. de Meira Penna.
4. Nos anos 70 do século passado os intelectuais de esquerda que sonhavam em formar um grande partido de massas tomaram conhecimento do livro de Raymundo Faoro, Os Donos do Poder. Formação do Patronato Político Brasileiro, então lançado em aumentadíssima segunda edição, e entenderam que o curso normal da revolução brasileira não deveria ser propriamente anticapitalista, mas antipatrimonialista: o ponto focal do combate já não seria propriamente “o capitalismo”, e sim – com nomes variados -- o “estamento burocrático”. 
5. A definição do alvo era corretíssima, mas, ao mesmo tempo, o partido, como aliás toda a esquerda nacional, estava intoxicado de gramscismo e ansioso por tomar o poder por meio dos métodos do fundador do Partido Comunista Italiano, que preconizavam a infiltração generalizada e a “ocupação de espaços” destinadas a criar a “hegemonia”, isto é o controle do imaginário popular, da cultura, de modo a fazer do partido “o poder onipresente e invisível de um imperativo categórico, de um mandamento divino”.
6. A aplicação do esquema gramscista obteve mais sucesso no Brasil do que em qualquer outro país do mundo. Por volta dos anos 80 o modo comunopetista de pensar já havia se tornado tão habitual e quase natural entre as classes falantes no país, que os liberais e conservadores, inimigos potenciais dessa corrente, abdicaram de todo discurso próprio e, para se fazer entender, tinham de falar na linguagem do adversário, reforçando-lhe a hegemonia ideológica mesmo quando obtinham sobre ele alguma modesta vitória eleitoral em troca. Entre os anos 90 e a década seguinte, toda política “de direita” havia desaparecido do cenário público, deixando o campo livre para a concorrência exclusiva entre frações da esquerda, separadas pela disputa de cargos apenas, sem nenhuma divergência séria no terreno ideológico ou mesmo estratégico.
7. O sucesso da operação produziu sem grandes dificuldades a vitória eleitoral de Lula numa eleição presidencial na qual, como ele próprio reconheceu, todos os candidatos eram de esquerda, o que canalizava os votos quase espontaneamente na direção daquele que personificasse o esquerdismo da maneira mais consagrada e mais típica.
8. Com Lula na Presidência, intensificou-se formidavelmente a “ocupação de espaços”, fortalecendo a hegemonia ao ponto de levar ao completo aparelhamento da máquina estatal pelo comando comunopetista, que ao mesmo tempo precisava da ajuda das grandes empresas para cumprir o compromisso assumido no Foro de São Paulo, coordenação estratégica da política comunista no continente, no sentido de amparar e salvar do naufrágio os regimes e movimentos comunistas moribundos espalhados por toda parte.
9. Inevitavelmente, assim, o próprio partido governante se transformou no “estamento burocrático” que ele havia jurado destruir. E, imbuído da fé cega nos altos propósitos que alegava, atribuiu-se em nome deles o direito de trapacear e roubar em escala incomparavelmente maior que a de todos os seus antecessores, sem admitir acima de si nenhuma autoridade moral à qual devesse prestar satisfações. O próprio sr. Lula expressou esse sentimento com candura admirável, afirmando-se o mais insuperavelmente honesto dos brasileiros, ao qual ninguém teria o direito de julgar – e isso no momento em que seu partido, abalado por uma tremenda sucessão de escândalos, já era conhecido no país todo como o partido-ladrão por excelência.
10. Assim, não apenas o PT fortaleceu o patrimonialismo, como frisou o cientista político Ricardo Velez Rodriguez, mas se transformou ele próprio na encarnação mais pura e aparentemente mais indestrutível do poder patrimonialista, soldando numa liga indissolúvel a ilimitada pretensão esquerdista ao monopólio da autoridade moral, os anseios do movimento comunista continental, os interesses de grandes grupos industriais e bancários, o aparato cultural amestrado (mídia, show business, universidades) e, last not least, o instinto de sobrevivência da classe política praticamente inteira.
11. Tal foi o resultado da síntese macabra que denominei faoro-gramscismo -- a tentativa de realizar por meio da estratégia de Antonio Gramsci a revolução antipatrimonialista preconizada por Raymundo Faoro: na medida em que, ao mesmo tempo, instigava o ódio popular ao “estamento burocrático” e, por meio da “ocupação de espaços”, se transfigurava ele próprio no inimigo odiado, personificando-o com traços repugnantes aumentados até o nível do absurdo e do inimaginável, o PT acabou por atrair contra si próprio, em escala ampliada, a hostilidade justa e compreensível da população aos “donos do poder”, aos príncipes coroados do Estado cleptocrático.
12. Ao longo do processo, a “ocupação de espaços” reduziu o sistema de ensino e o conjunto das instituições de cultura a instrumentos para a formação da militância e a repressão ao livre debate de idéias, destruindo implacavelmente a alta cultura no país e, na mesma medida, estupidificando a opinião pública para desarmar sua capacidade crítica. Ao mesmo tempo, no desejo de agradar a vários “movimentos de minorias” enxertados no Brasil por organismos internacionais, o governo petista fez tudo o que podia para desmantelar o sistema dos valores mais caros à maioria da população, contribuindo para espalhar a confusão moral, a anomia e a criminalidade, esta última particularmente favorecida por legislações que não se inspiravam propriamente em Antonio Gramsci, mas numa fonte mais remota do pensamento esquerdista, a apologia do Lumpenproletariat como classe revolucionária, muito em voga nos anos 60 do século XX.
O Brasil que o PT criou é feio, miserável, repugnante, tormentoso e absolutamente insustentável. Cumprida a sua missão histórica de encarnar, personificar e amplificar o mal que denunciava, o único partido da História que fomentou uma revolução contra si mesmo tem a obrigação de ser coerente e desaparecer do cenário o mais breve possível.
Por isso a mensagem que o povo lhe envia nas ruas, nos panelaços, nas vaias e nas sondagens de opinião é hoje a mesma que, em circunstâncias muito menos deprimentes e muito menos alarmantes, surpreendeu o desastrado e atônito presidente João Goulart em 1964:
-- Basta! Fora!
via blog aluizio amorim

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Os quatro níveis de maturidade na guerra política

 

Não podemos negar a guerra política do mesmo modo que não podemos negar a morte, os impostos e o clima. Ela é um fato da vida. Porém, podemos nos posicionar em termos de maturidade em relação à guerra política. A negação à política é apenas conscientização diante do inexorável.
Defini um modelo de quatro níveis para resolver um dos maiores problemas que tenho notado na direita: a incapacidade de comunicação interna. Geralmente o que vemos são pessoas pertencentes a níveis diferentes de maturidade (consciência) na guerra política e, por isso, entrando em conflitos desnecessários. Quando alguns entram com discurso “ó céus, ó vida, está tudo dominado, está tudo acabado”, em alguns casos o faz por desconhecer as regras do jogo.
O modelo que apresentarei abaixo permite um alinhamento em termos de comunicação, pois, ao identificarmos alguém de acordo com o seu nível, podemos explicar melhor as coisas. .
Mais ainda: o nível de alguém nesta escala de maturidade nos permite até prever como essa pessoa irá compreender qualquer informação recebida, e quais suas consequências. Uma vez que você tenha identificado seu público alvo em um nível, o resultado de sua comunicação muda.
Eis abaixo os quatro níveis:
  • 0 = inconsciente
  • 1 = consciente do jogo
  • 2 = consciente das regras do jogo
  • 3 = identidade de jogo
Parece até uma versão “light” de um CMMI, não? [nota: CMMI significa Capability Maturity Model – Integration, e é focado para as empresas de desenvolvimento de software).
Vamos aos níveis
0 – Inconsciente
Imagine que um time esteja em campo jogando para ganhar e outro não saiba sequer o que está fazendo no campo. Imagine que você chega para os “jogadores” deste segundo time e diz: “Ei, você sabe que aquilo que eles estão fazendo são gols? Você sabe o que são os gols? Você sabe que neste campo sai um vencedor e um perdedor? Você sabe que se meter a mão na bola, eles se dão bem?”. Daí recebe como resposta: “É sério isso? Ahh… vê está tirando com a minha cara, mano. Fala sério..”.  É evidente que estamos diante de pessoas inconscientes de que participam de um jogo. Uma pessoa assim não vai entender que bolas na rede significam um gol, e que se ele meter a mão na bola é uma falta para o adversário.
Quase todos intervencionistas e muitos anarcocapitalistas se encaixam neste grupo. Com certeza, o cidadão comum se encaixa aqui. Não estou dizendo que são incapazes para a vida fora da política, pois algumas pessoas podem ser um desastre no pensamento político mas irem muito bem em seus afazeres fora deste escopo. Porém, este método considera como a pessoa se sai na guerra política, independentemente de sua habilidade em outras áreas.
Este é um estágio realmente complicado, pois as pessoas aqui localizadas simplesmente não vão entender o que uma pessoa politizada fala. Eles não tem como entender pois possuem uma estrutura mental completamente diferente. São como dois mundos em choque. A comunicação com eles, neste estágio, depende de muitas metáforas e doses cavalares de paciência.
1 – Consciente do jogo
Neste nível a pessoa já sabe pensar de uma forma mais “maquiavélica” (e isso não é negativo) e possui um certo realismo. Mentes assim já começam a polir melhor o seu vocabulário, para não dizerem besteiras. Elas interagem melhor e reduziram, embora não tanto, sua capacidade de servirem de pretexto para propaganda adversária. O problema é que nessa fase você ainda fala em Saul Alinksy e David Horowitz e elas não dão muita importância. A impressão de que se tem é que elas parecem achar a guerra política algo muito difícil (não é tanto assim), e portanto preferem acompanhar outras pessoas vencendo debates.
Basicamente, pessoas nesse nível entendem, intuitivamente, o que gera ou não um efeito positivo ou negativo. Elas apenas não entendem o porque. Exatamente por isso, esta é uma fase onde vários equívocos são cometidos. A vantagem é que aqui elas já estão abertas aos novos conhecimentos.
No exemplo do futebol, imagine que você seja uma criança perguntando para o pai: “Se o Corinthians perder o título, dá para voltar o jogo?”. Ele vai morrer de rir e dizer, afetuosamente: “Não, filho, não dá para voltar”. Mas ao menos existe a noção de que há um jogo. Daqui para a frente a coisa melhora.
2 – Consciente das regras do jogo
Aqui neste nível a pessoa já conhece as regras fundamentais das guerra política. Já foi atrás de saber o que é controle de frame. Leu o código de David Horowitz. Entende exatamente o que é estratégia gramsciana. É claramente uma pessoa interessada no assunto. Neste ponto, há muita troca de experiências. Já recebi boas dicas de várias pessoas neste estágio.
Como característica fundamental deste estágio temos as típicas confusões, que são plenamente normais. Neste estágio, por exemplo, alguém pode ficar em dúvida com a regra dizendo que “o agressor geralmente prevalece”. Mas daí ele vê uma pesquisa dizendo que Aécio foi “mais agressivo” no segundo turno, e por isso aumentou sua rejeição. Mas alguém mais experiente nessas regras irá notar que ser “mais agressivo”, na visão do público, não significa nada. Na verdade, definir seu adversário como “mais agressivo” e dizer  “mais amor, por favor” é ser o mais agressivo na rotulagem do oponente. Ou seja, Aécio foi rotulado como “mais agressivo” porque, na guerra política, ele foi MENOS agressivo que Dilma.
Voltando ao futebol, quem está neste estágio está pronto para entrar em campo, mas ao mesmo tempo está em fase do aprendizado básico. É fato que aqui alguém está jogando o jogo, mas pode cometer enganos e até equívocos e derrapagens.
3 – Identidade de jogo
Nesta fase, digamos que “o jogo já joga o jogo”, ou seja, sua mente internalizou os conceitos da guerra política da mesma forma que dirigimos. Imagine-se trocando de marcha (isso na hipótese de você não dirigir um carro automático). Você não pensa “ah, agora preciso colocar a marcha 2, ou 3″. Nada disso. Todo o processo já é subconsciente.
A partir deste momento, o “core” das regras políticas não é algo em que você precise pensar. Você já pensa em como combinar as técnicas de diferentes lugares, e até ampliar todo o “core” que você já possui. As técnicas de autores como Gene Sharp, Saul Alinsky e David Horowitz são apenas itens em um catálogo, como se você estivesse se servindo em um restaurante gratuito e você fosse um saco sem fundo. Mas você tende a saber escolher bem o que precisa na hora certa.
Outra vantagem deste estágio é que você adquire sangue frio. Porém, você se torna um tanto cínico, no aspecto positivo. Digamos que nesta fase dificilmente você se decepciona com o ser humano. Até porque você não tem mais tantas ilusões. E, ao mesmo tempo, se torna focado em resultados.
No caso do futebol, imagine-se jogando PRO Evolution Soccer, no Playstation. Você conhece todos os comandos, sabe as regras, e agora quer saber comandos especiais para se diferenciar e pensar em melhoria contínua.
Nota final
Ainda pretendo aprimorar este modelo com checklists, e até compartilhar conteúdos de transição entre os modelos. Da mesma forma, entendo que precisamos avaliar o que ocorre em cada um dos níveis. Por exemplo, se alguém que está no nível 0, mas teimosamente não quer assimilar o jogo, nem mesmo com as boas metáforas, podemos alinhar melhor nossas prioridades em relação a se vale a pena seguir investindo esforço aonde não existirá retorno. Por outro lado, oportunidades podem ser encontradas a partir da tendência de alguém estando em um nível e motivando-se a ir para o outro. Entendo que um bom objetivo é encontrar pessoas de nível 0 e estimulá-las a ir para o nível 1 e 2. E lutar para formar um time de formadores de opinião que esteja no nível 3. Em relação a pessoas do nível 0 e que decididamente não queiram ir para o nível 1 (e muitas teimosamente se recusam, acredite), podemos deixar claro então que temos um objetivo, fazemos parte de um jogo e ela não participa e, portanto, não deve interromper quem joga.
E aí, alguém concorda com os níveis escolhidos? São suficientes? Há mais necessidades? Isto pode ser útil? Comentários e sugestões são bem vindos, até na circunstância de melhorias no método.
Fonte: http://lucianoayan.com/2015/06/06/os-quatro-niveis-de-maturidade-na-guerra-politica/

HSBC vai fechar as portas no Brasil. E a extrema esquerda que fique de bico calado agora, ok?

 

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O HSBC decidiu reduzir custos, demitindo 50 mil funcionários de suas agências pelo mundo. Nas operações em vários países, o banco será reestruturado. Mas no caso do Brasil e da Turquia, as agências serão fechadas. Só no Brasil serão 20.000 demitidos.
Mas o que isso tem a ver com a extrema esquerda?
Ocorre que, no afã de manter o poder de seus sindicatos aparelhados, eles estão lutando até o fim de suas forças contra a terceirização. Assim sendo, o Brasil passa a ser um péssimo lugar para se pensar em reduzir custos operacionais (e a terceirização é uma das melhores formas de fazer essa redução).
Ao invés disso, melhor investir em outros ambientes onde o estado não pentelha tanto a iniciativa privada.
Esta é a extrema esquerda, sempre fazendo de tudo para afastar os investidores dos países onde eles contaminam.
Notaram por que eles precisam tanto para censurar a mídia? Ou controlar a Internet?
Para complementar a provocação, a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvândia Moreira (foto), afastou o risco de um corte nos empregos do HSBC. É que o banco irá manter as operações para grandes empresas.
É evidente que ela engana seus interlocutores, pois para manter essa parte menor da operação o banco não precisa nem de um décimo do quadro hoje.
Eis os fatos: o HSBC vai embora, os empregos vão sumir e a extrema é corresponsável por isso.
Fonte: http://lucianoayan.com/2015/06/09/hsbc-vai-fechar-as-portas-no-brasil-e-a-extrema-esquerda-que-fique-de-bico-calado-agora-ok/