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segunda-feira, 4 de junho de 2018

As dez leis fundamentais da economia

Sociedades que as respeitam e não tentam revogá-las enriquecem


Em meio a tantas falácias econômicas sendo repetidas de maneira aparentemente incessante pela mídia e pelos comentaristas, a função do economista intelectualmente honesto é desfazer essa cortina de fumaça para o público e reafirmar algumas das mais básicas leis da economia.
Este Instituto já apresentou uma lista extremamente sucinta das dez leis fundamentais da economia. Vários leitores pediram para que ela fosse aprofundada. Eis, portanto, as dez leis fundamentais da economia que sempre devem ser repetidas para jamais serem esquecidas.
1. Para consumir é necessário antes produzir
A produção necessariamente vem antes do consumo. Para consumir algo, esse algo deve antes existir. É impossível consumir algo que ainda não foi criado.
Embora essa seja uma constatação lógica e óbvia, ela é recorrentemente ignorada. A ideia de que o governo deve estimular o consumo da população para que isso então impulsione a produção e toda a economia é predominante na mídia e nos meios acadêmicos. Trata-se de uma perfeita inversão de causa e consequência.
Bens de consumo não simplesmente caem do céu. Bens de consumo são o resultado final de uma longa cadeia que envolve vários processos de produção interligados. Essa cadeia é chamada de "estrutura de produção".
Mesmo a produção de um item aparentemente simples, como um lápis ou um sanduíche, requer uma intrincada rede de processos produtivos que levam tempo para ser concluídos e que envolvem vários países e continentes.
Estimular o consumo, por definição, não pode gerar crescimento econômico.
2. O consumo é o objetivo final da produção
As pessoas produzem aquilo que outras pessoas querem consumir. Não faz sentido econômico produzir algo que ninguém irá consumir.
Por isso, o consumo é o objetivo de toda a atividade econômica. E a produção é o seu meio.
Defensores de políticas governamentais voltadas a "criar empregos" violam esta óbvia ideia. Programas voltados para a criação artificial de empregos transformam a produção no objetivo final, e não o consumo dessa produção. Criar empregos artificialmente significa estimular a produção de algo que não está sendo demandado voluntariamente pelos consumidores.
São os consumidores que atribuem valor aos bens de consumo final. Ao atribuírem valor aos bens de consumo, eles indiretamente também atribuem valor aos fatores de produção (mão-de-obra e maquinário) utilizados no processo de produção destes bens de consumo.
Ignorar as reais demandas do consumidor e querer criar empregos artificiais e processos de produção que não estão em linha com os desejos do consumidor é uma medida que tenta revogar toda essa realidade. Tal medida é economicamente destrutiva, pois imobiliza mão-de-obra e recursos escassos em atividades que não estão sendo demandadas pela população. Isso significa destruição de capital e de riqueza.
3. Nada é realmente gratuito; tudo tem custos
Não existe almoço grátis. Receber algo aparentemente gratuito significa apenas que há outra pessoa pagando por tudo.
Por trás de cada universidade pública, de serviços de saúde "gratuitos", de bolsas estudantis e de toda e qualquer forma de assistencialismo jaz o dinheiro de impostos de pessoas que trabalham e produzem.
Embora os pagadores de impostos saibam que é o governo quem confisca parte de sua renda, eles não sabem para quem ou para onde vai esse dinheiro. E embora os recebedores desse dinheiro e dos serviços custeados por esse dinheiro saibam que é o governo quem está por trás de tudo, eles não sabem de quem o governo tomou esse dinheiro.
4. O valor das coisas é subjetivo
A maneira como cada indivíduo atribui valor a um bem é subjetiva, e varia de acordo com a situação e com os gostos deste indivíduo. Um mesmo bem físico possui diferentes valores para diferentes pessoas.
A utilidade de cada bem é subjetiva, individual, situacional e marginal. Por isso, não pode haver algo como "consumo coletivo". Mesmo a temperatura de uma sala traz sensações distintas para cada pessoa ali presente. A mesma partida de futebol possui diferentes valores subjetivos para espectador, como é facilmente perceptível no momento que um dos times faz um gol.
5. É a produtividade o que determina os salários
A produção de um indivíduo durante um determinado período de tempo determina o quanto ele pode ganhar durante esse período de tempo.
Quanto mais esse indivíduo produzir um bem ou serviço voluntariamente demandado pelos consumidores em um determinado intervalo de tempo, maior poderá ser a sua remuneração.
Em um mercado de trabalho genuinamente livre, empresas contratarão mão-de-obra adicional sempre que a produtividade marginal de cada um desses trabalhadores for maior que o seu salário (custo). Em outras palavras, sempre que um trabalhador adicional for capaz de gerar mais receitas do que despesas, ele será contratado.
A concorrência entre as empresas irá elevar os salários até o ponto em que ele se equiparar à produtividade.
O poder dos sindicatos pode alterar a distribuição dos salários entre os diferentes grupos de trabalhadores, mas não pode elevar o valor total dos salários de todos esses trabalhadores. Estes dependem inteiramente da produtividade.
E o que aumenta a produtividade da mão-de-obra? Poupança, investimentos e acumulação de capital.  Sem poupança não há investimento. E sem investimento não há acumulação de capital. Sem acumulação de capital não há maior produtividade. E sem mais produtividade não há aumento da renda.
6. Gastos representam, ao mesmo tempo, renda para uns e custo para outros
Keynesianos dizem que todo gasto gera renda. Eles apenas se esquecem de que todo gasto é também um custo. O gasto é um custo para o comprador e uma renda para o vendedor. A renda é igual ao custo.
O mecanismo do multiplicador de renda keynesiano diz que, quanto mais se gasta, mais se enriquece. Quanto mais todos gastam, mais ricos todos ficam. Tal lógica obviamente ignora os custos. O multiplicador fiscal, por definição, implica que os custos aumentam junto com a renda. Se a renda se multiplica, os custos também se multiplicam. O modelo do multiplicador keynesiano ignora esse efeito do custo.
Graves erros de política econômica ocorrem quando as políticas governamentais contabilizam os gastos públicos apenas pela ótica da renda, ignorando completamente o efeito dos custos.
Gastos, portanto, são custos. O multiplicador da renda implica a multiplicação dos custos.
7. Dinheiro não é riqueza
O valor do dinheiro consiste em seu poder de compra. O dinheiro serve como um instrumento para se efetuar trocas. Quanto maior o poder de compra do dinheiro, maior sua capacidade de efetuar trocas.
Mas o dinheiro, por si só, não é riqueza. É apenas um meio de troca. Riqueza é abundância de bens e serviços e bem-estar. A riqueza de um indivíduo está, portanto, em sua capacidade de ter acesso aos bens e serviços que ele deseja
O governo criar mais dinheiro não significa criar mais riqueza. Uma nação não pode aumentar sua riqueza ao aumentar a quantidade de dinheiro existente.
Robinson Crusoé não estaria um centavo mais rico caso encontrasse uma mina de ouro ou uma valise repleta de dinheiro em sua ilha isolada.
8. O trabalho, por si só, não cria valor
O trabalho, quando combinado com outros fatores de produção (matéria-prima, ferramentas e infraestrutura), cria produtos. Mas o valor desses produtos depende do quanto ele é útil para o consumidor.
A utilidade desse produto depende da valoração subjetiva feita por cada indivíduo (ver item 4). Por isso, criar empregos apenas para que haja mais empregos é algo economicamente insensato (ver item 2).
O que realmente importa é a criação de valor, e não o quão duro um indivíduo trabalha. Para ser útil, um produto ou serviço tem de gerar benefícios ao consumidor. O valor de um bem ou serviço não está diretamente ligado ao esforço necessário para produzi-lo.
Um homem pode gastar centenas de horas fazendo sorvetes de lama ou cavando buracos, mas se ninguém atribuir qualquer serventia a estes sorvetes de lama ou a estes buracos — e, portanto, não os valorizar o suficiente para pagar alguma coisa por eles —, tais produtos não terão nenhum valor, não obstante as centenas de horas gastas em sua fabricação.
9. O lucro é o bônus do empreendedor bem-sucedido
No capitalismo de livre concorrência, o lucro econômico é o bônus extra que uma empresa ganha por ter sabido alocar corretamente recursos escassos e ter sabido satisfazer as demandas dos consumidores.
Em uma economia estacionária, na qual não ocorre nenhuma mudança, não haveria nem lucros nem prejuízos, e todas as empresas teriam a mesma taxa de retorno. Já em uma economia dinâmica e crescente, ocorrem mudanças diariamente nos desejos dos consumidores. E aqueles mais capazes de antecipar essas mudanças nos desejos dos consumidores e que souberem como direcionar recursos escassos — mão-de-obra, matéria-prima e bens de capital — para satisfazer esses consumidores irão colher os lucros econômicos.
Empreendedores capazes de antecipar as demandas futuras dos consumidores irão auferir as maiores taxas de lucro e irão crescer. Empreendedores que não tiverem essa capacidade de antecipar os desejos dos consumidores irão encolher até finalmente serem expulsos do mercado.
10. Todas as verdadeiras leis econômicas são puramente lógicas
As leis econômicas são aprioristas, o que significa que elas não precisam ser previamente verificadas e nem podem ser empiricamente falsificadas.
Ninguém pode falsificar tais leis empiricamente porque elas são verdadeiras em si mesmas. Como tal, as leis fundamentais da economia não requerem verificação empírica. Referências a fatos empíricos servem meramente como exemplos ilustrativos; elas não representam uma declaração de princípios. (Veja exemplos práticos aqui.)

É possível ignorar e violar as leis fundamentais da economia, mas não é possível alterá-las.  Sociedades que entenderem e respeitarem essas 10 leis econômicas — sem tentar revogá-las — irão prosperar.

Fonte: https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2592

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A Nascente, de Ayn Rand: o padrão moral entre o indivíduo e o coletivo


Ayn Rand tornou-se famosa por frases, discursos e ideias ditas pelos seus personagens no contexto de suas novelas.
Frases ditas pelo anti-herói do livro “A Nascente”, revelam intenções ocultas em meio à disputa pelo poder, a realidade do debate do coletivismo contra o individualismo e a apologia na pregação da igualdade contra a liberdade.
Ficam claros os objetivos da classe dominante: prover os meios para a constituição de uma única massa de pessoas susceptíveis à dominação. Leia para não ser uma delas.
Terminei de ler “A Nascente“, o livro publicado na década de 40 do século passado que projetou a romancista-filósofa Ayn Rand. Ela hoje é mais conhecida por outra obra-prima, “A Revolta de Atlas“, seu grande best-seller que foi lançado posteriormente. Ainda farei uma resenha desse seu mais famoso romance, mas aqui, desejo escrever sobre “A Nascente”: um livro fascinante, demolidor dos mitos do ideal do coletivismo, expondo dois extremos morais durante toda a narrativa.
E é sobre um desses extremos que pretendo deixar claro como a ideologia coletivista, dominante atualmente na política e no dia a dia, pode tornar cada vez mais perigosa para nossa liberdade.

quarta-feira, 15 de março de 2017

‘Fuja ou morra': cristãos são brutalmente atacados no Sinai


Muitos ataques violentos e mortais que estão acontecendo no Egito, passam despercebidos pela comunidade internacional. O país que está em 21º lugar na atual Lista da Perseguição Mundial tem apresentado um número cada vez maior de mortes de cristãos e a situação de segurança para os fiéis tem sido cada vez mais precária.
“O que estamos vendo são ataques anticristãos acompanhados de várias violações aos direitos humanos e muitas tragédias motivadas pela religiosidade. Há circulação de folhetos em determinadas aldeias com o seguinte recado ‘fuja ou morra’. Nos últimos anos, isso tem acontecido com mais frequência. Não é só no Sinai, mas em diversas outras áreas, incluindo o Cairo”, disse um líder cristão que não foi identificado por motivos de segurança.
Najia Bounaim, Diretora Adjunta para Campanhas, da Amnistia Internacional do Reino Unido, disse: “As autoridades egípcias sempre falharam em proteger os cristãos que vivem no norte do Sinai e o governo deveria acabar com sua dependência dos habituais acordos de reconciliação que alimentam ainda mais um ciclo de violência contra as comunidades cristãs”, alertou.
Enquanto isso, muitos ataques acabam até por serem esquecidos, como no caso dos 21 egípcios que foram decapitados, há dois anos, numa praia da Líbia pelo Estado Islâmico. Na época, os extremistas divulgaram um vídeo com as cenas do crime, intitulado por “Mensagem assinada com sangue para a nação da cruz”. De lá para cá, o nível de violência tem crescido sistematicamente.
Continue orando pelos nossos irmãos egípcios perseguidos.
viaVerdade Gospel.
Fonte: Portas Abertas

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Cinco Atitudes de INTOLERÂNCIA RELIGIOSA (que a esquerda pratica frequentemente)

Exemplo da “tolerância” esquerdista: integrantes da Marcha das Vadias, que ocorreu no mesmo dia de um ato católico, inseriram crucifixos e santas em seus orifícios íntimos, além de quebrar imagens.

Há países em que pessoas vão para a cadeia por conta da religião; em alguns outros, podem mesmo morrer pela mesma razão. O Brasil não é um desses lugares, ainda bem (quase escapa um “Graças a Deus!” aqui). De todo modo, claro que sempre precisamos aprimorar as liberdades individuais (gênero ao qual se enquadra a liberdade religiosa).

A esquerda, porém, utiliza esse conceito de forma desvirtuada. Muitas – mas muitas! – das práticas recorrentes do esquerdismo configuram a mais completa intolerância a algumas crenças. A seguir, uma breve lista com cinco:

– VANDALIZAR IGREJAS E VILIPENDIAR IMAGENS SAGRADAS

Também não falam em favor da tolerância esquerdista os inúmeros episódios de igrejas vandalizadas. A coisa chegou a um ponto tão bisonho que alguns militantes correram depredar a Catedral da Sé (católica) após um massacre perpetrado por extremista islâmico na Florida. Compreende-se o receio deles em fazer qualquer coisa mais séria numa mesquita, mas deveriam manter esse mesmo respeito a todos os templos de todas as crenças. Quanto ao vilipêndio de imagens, o mais grave – e bem recente – foi a introdução de santos e crucifixos no ânus, por militantes esquerdistas. Basta ver qual foi – e ainda é – a posição da esquerda sobre o episódio;

– FAZER PIADAS COM A CASTIDADE ALHEIA

Isso acontece JUSTAMENTE nos papos entre os mais “pensantes” do esquerdismo. Ao mesmo tempo em que pedem compreensão e respeito a esta ou aquela crença, fazem piadas, tiram sarro e azucrinam a vida de quem opta por uma vida casta. Sim, eles pregam que é preciso respeitar os desejos e decisões sexuais de todos (com razão), mas aí humilham quem opta por não fazer sexo, especialmente quando o fazem por questão de fé. Em suma: além de não haver tolerância à crença, não há também quanto à decisão referente ao sexo;

– DISCRIMINAÇÃO CONTRA JUDEUS

A postura anti-judaica do esquerdismo é um caso à parte. Por conta da aliança entre EUA e Israel, o país judeu passou a ser um inimigo total do esquerdismo. Eles tentam justificar por questões geopolíticas locais, no geral atropelando a história (até um mapa fajuto já fizeram circular por aí). No fim, esses ataques a Israel e também aos judeus têm grande dose de intolerância religiosa;

– RELATIVIZAR EXTREMISMOS DE X / ATACAR QUALQUER ATO DE Y

Enquanto sustentam posições contrárias às religiões cristãs e ao judaísmo, os esquerdistas curiosamente não admitem qualquer ataque ao islamismo, garantindo que os episódios são excepcionais. Eles não conseguem – sem corar – dizer o percentual de países islâmicos em que as mulheres têm direitos plenos, os homossexuais não são presos por serem homossexuais e não há pessoas sendo perseguidas por suas religiões. Mas, se algum padre fala algo mais exagerado, rapidamente tomam as redes para garantir que o cristianismo TODO é o grande mal do mundo. Essa diferença de tratamento, que se vê a toda hora, é prova cabal da intolerância (ou, se preferem, da “tolerância seletiva”).

– O SOCIALISMO, POR SI, É CONTRA RELIGIÕES

Tudo isso, mesmo considerando alguns fatos gravíssimos, ainda fica atrás da GRANDE intolerância em que consiste o socialismo. Da mesma forma que não há a possibilidade de oposição partidária, num regime socialista não há religião. Quando a coisa aperta muito e a popularidade despenca a extremos, eles tentam reverter “permitindo” o exercício de alguma fé. Mas, a rigor, não pode nada. E não é por acaso que o esquerdismo tenha adotado como um de seus mantras a clássica e péssima frase “O homem só será livre quando o último rei for enforcado nas tripas do último padre” – atribuída erroneamente a Voltaire, mas de autoria de Jean Meslier (um ateu anti-cristão infiltrado na igreja católica entre os séculos XVII e XVIII).
***
Convenhamos, é uma lista apressada. Há muitos outros exemplos. Mas fica aí a dica ao pessoal da esquerda: não faz sentido fingir defender a tolerância religiosa e, ao mesmo tempo, praticar diuturnamente a mais inequívoca intolerância.
O tema da redação do ENEM – na minha opinião, uma ótima escolha – deveria servir também para suscitar esse debate. Em caso contrário, a suposta defesa de algumas religiões e crenças vira discurso hipócrita. Se bem que esse tipo de coisa é mesmo padrão no esquerdismo.
Nada de novo, portanto.
Fernando Gouveia é co-fundador do Implicante, onde publica suas colunas às segundas-feiras. É advogado, pós-graduado em Direito Empresarial e atua em comunicação online há 15 anos. Músico amador e escritor mais amador ainda, é autor do livro de microcontos “O Autor”.
Fonte: http://www.implicante.org/blog/cinco-atitudes-de-intolerancia-religiosa-que-esquerda-pratica-frequentemente/

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

As mutações causam algum tipo de evolução?

Será razoável acreditar que, dado tempo suficiente, as mutações podem causar a evolução dum organismo? É lógico aceitar – como o fazem os evo-animistas – que tudo pode acontecer desde que haja tempo suficiente;? Ou será mais lógico aceitar que as mutações são, de forma geral, inimigas do gradualismo aleatório?
Charles Darwin explicou o modelo evolutivo em torno das origens através do mecanismo da selecção natural atravessando longos períodos de tempo. Ele acreditava também que certas características adquiridas poderiam ser passadas para a geração seguinte. Por exemplo, a girafa evoluiu o seu longo pescoço porque foi tentando esticá-lo para atingir o alimento que se encontrava no topo das árvores. A informação genética para um pescoço mais longo era passada para a descendência através da “pangênese”.
gregor_mendelNo entanto, no princípio do século 20, os cientistas começaram a entender melhor o trabalho de genética levado a cabo pelo monge agostiniano, botânico e meteorologista  Gregor Mendel, e aperceberam-se que a pangênese era cientificamente impossível.
Eles propuseram a explicação de que erros aleatórios na replicação do ADN, com o nome de mutações, causavam mutações benéficas. Isto ficou conhecido como o Neo-Darwinismo; algo novo (neo) havia sido acrescentado aos conceitos Darwinianos.
Os problemas em relação às mutações como força contribuidora para a evolução são imensos, extensos e amplamente documentados.
A evolução requer um aumento absoluto na quantidade e na qualidade da informação genética. Para que um organismo possa evoluir para outro organismo, nova informação genética tem que ser adicionada. O motivo pelo qual o homem é diferente duma beringela, por exemplo, é porque o homem tem código genético para coisas que a beringela não tem. Devido a isto, a evolução depende de mutações de modo a que estas possam causar um aumento dos dados genéticos.
Para que uma mutação possa desempenhar um papel na evolução, muitas coisas teriam que acontecer. O problema é que as mutações frequentemente causam perdas de informação, e por vezes uma transferência de informação, mas nunca uma aumento de informação. Isto é, as mutações caminham na direcção errada visto que a evolução requer uma expansão genética sem fim (algo cientificamente impossível).
Em vez de explicarem a origem de novas formas de vida, as mutações explicam a origem da morte e das doenças.
MatematicaOutro problema é a matemática; as mutações são raras e elas ocorrem uma vez em cada 10 milhões de replicações. As probabilidades de duas mutações relacionadas ocorrerem é uma entre 100 triliões [numeração Americana]; no entanto, dada a abundância de genes nos organismos, as mutações podem e de facto ocorrem. Mesmo assim, a maior parte das mutações são prejudiciais, levando à morte do organismo antes do nascimento, ou à perda de funções específicas.
Apenas uma em cada 1000 mutações não é prejudicial, e a maior parte delas são neutrais – isto é, não têm efeito algum nos organismos. Certamente que é por isso que elas têm que ser evitadas. As radiações e as substâncias químicas mutagénicas são evitadas e não buscadas.
No entanto, outro problema para as mutações é que muitas das que são conhecidas como “mutações” nada mais são que variações genéticas. No passado acreditava-se que a resistência das moscas ao DDT era uma mutação e que estas moscas eram mutantes. Considerando a improbabilidade matemática das mutações, os cientistas buscaram por outra explicação. Foi apurado que certas populações de moscas já tinham dentro de si o material genético que lhes fazia resistentes ao DDT.
Esta grande variedade de tipos é exactamente o que seria de esperar dentro do modelo criacionista das nossas origens. A frase Bíblica “segundo seu tipo” é repetida dez vezes no primeiro capítulo do Livro de Génesis. As plantas e os animais foram criados por Deus para apenas se reproduzirem dentro dos seus tipos básicos. As mutações que nós vêmos são o que seria de esperar da corrupção causada pela Queda (Romanos 8:19-22).
O problema final que irei mencionar é que as mutações nunca são vistas a produzir uma nova espécie em laboratório. Isto é especialmente significante se levarmos em conta a mosca da fruta visto que há anos que as salas de biologia têm estado a causar mutações nelas como forma de produzir algum tipo novo das mesmas. Os resultados têm sido moscas sem asas, moscas com asas curvas, moscas com asas longas; mas todas elas são moscas da fruta – e nunca uma áve, uma mosca doméstica ou outra coisa qualquer.
mosca_fruta_muitacoesMuito raramente as mutações causam algum tipo de benefício para o organismo. Algumas bactérias podem perder informação para um gene regulador e passarem a ser resistentes a certos anti-bióticos. As pessoas que têm anemia falciforme não são susceptíveis de contrair a malária. Em todos estes casos, no entanto, as mutações nunca causam algum tipo de evolução visto que houve informação que foi destruída, e não criada.
Conclusão:
As mutações não criam; elas corrompem e na maior parte das vezes levam à morte da vida. Devido a isto, com o passar dos longos períodos de tempo, mais mutações  prejudiciais irão ocorrer, e menos provável é a evolução de ocorrer e explicar a origem das novas formas de vida. A teoria da evolução, que depende em absoluto dos não-existentes poderes criativos das mutações aleatórias, está errada logo à partida.
Modificado a partir do original ~ http://bit.ly/2dfs2IL
via https://darwinismo.wordpress.com/

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Como sua igreja pode ajudar os homens desempregados?


Quando eu tinha vinte e poucos anos, fiquei desempregado por alguns meses. Isso me abalou. Até então, eu trabalhara todos os dias desde os quinze anos, e sempre me julgara um sujeito “desenrolado”. E lá estava eu, recém-casado e seminarista, sem emprego. Todos os meses, até que eu me estabelecesse, chegava um cheque de minha igreja de origem, de um doador anônimo, enviando-me dinheiro. Mais tarde eu descobri que os cheques vinham de um casal mais velho que eu conhecia desde criança. Eles nunca disseram uma palavra. Os cheques foram, para mim, mais do que para pagar as contas.  Eles foram um sinal de que alguém acreditou em mim; de alguém que achou que eu tinha um futuro, e eles estavam apenas segurando as cordas para mim até então.
Pensei nesses cheques quando li um artigo no Wall Street Journal sobre os números surpreendentes de homens desempregados, maiores até do que durante a Grande Depressão, segundo algumas estimativas. Isso me fez pensar no quão trivial o meu curto período desempregado tinha sido em comparação a esse. Minha esposa tinha um trabalho. Ainda não tínhamos filhos para cuidar. Eu era jovem, e capaz de me recuperar rapidamente. Quão diferente teria sido a situação se eu ficasse desempregado aos quarenta e poucos, sem perspectivas de futuro e um empréstimo para pagar? Mais importante, teria eu tido a mesma comunidade à minha volta, para discretamente me ajudar e encorajar?
Com as taxas de desemprego masculino do jeito que estão, sua igreja tem um fantasma explícito ou implícito sobre os homens em sua congregação e comunidade. Alguns estão sem trabalho. Outros o têm, mas estão inseguros nele, como medo de perdê-lo na próxima rodada de demissões. Aqui estão algumas sugestões para ajudar esses homens e suas famílias.
Reconheça o desemprego. Por vezes, os pastores, professores e líderes subestimam os sinais enviados em nossas ilustrações e aplicações. Quando aplicamos a visão cristã ao ambiente de trabalho, ou fornecemos ilustrações sobre como viver a vida cristã em nosso trabalho, muitas vezes tomamos o cuidado de abordar uma variedade de vocações – do trabalho mais simples à profissão mais nobre. Muitas vezes não falamos daqueles que estão desempregados, ou cujo emprego é incerto. Leve isso em consideração, e fale diretamente àqueles que perderam seus empregos, ou que temem que isso possa acontecer em breve. Isso não “resolve” o problema, mas comunica que esta é uma carga para todo o Corpo carregar junto.
Enfrente a questão da identidade. O desemprego aflige a todos, homens e mulheres. Os homens, em nossa cultura, às vezes encaram isso de forma singular. Homens, não raro, vinculam toda a sua identidade a seus trabalhos. Algo disso é parte da estrutura da criação. Deus cria a humanidade – macho e fêmea – à sua imagem, e imediatamente lhes diz para cultivar o jardim em volta deles (Gênesis 1.27). O próprio nome do homem está ligado à terra – sua fonte de origem e a vocação que ele é chamado a cultivar. E muito disso está enraizado na perspectiva cultural. Hoje, perguntamos a meninos e meninas: “O que você quer ser quando crescer?”. Mas os meninos têm sido perguntados disto por gerações. Muitas vezes, um homem que está desempregado sente não apenas a pressão econômica, mas uma sensação de confusão até mesmo sobre quem ele é. Isso é especialmente verdade se ele passa maior parte de sua vida vendo-se como “João, o Encanador”, ou “Eric, o Gerente de Loja” ou “Geraldo, o Mecânico”.
Muitos de nós somos induzidos a nosso trabalho a partir de um desejo por aprovação, uma palavra de um pai que diga “Estou orgulhoso de você”. Muitos nunca ouviram isso, e protestam-no a vida inteira sem conhecê-lo. O evangelho lida com essa crise de identidade, e precisamos nos lembrar constantemente disso. Se estamos em Cristo, então nossa identidade está assentada com ele nos lugares celestiais (Efésios 2.6). Deus está satisfeito com Jesus. Ele anuncia isso em seu batismo – antes que seu ministério comece. Jesus trabalha, e sua obra é em conformidade com a obra do seu Pai (João 10.37). Mas a obra de Jesus flui de sua identidade, não o contrário. Assim devem ser as nossas.
Prepare homens – e mulheres – para a Batalha Espiritual. O desemprego pode, por vezes, trazer um período prolongado de tentação. A crise, em si mesma, não cria esta tentação, mas pode realçar pontos de vulnerabilidade. Um homem que vê sua masculinidade atrelada ao seu salário ou ao seu emprego temporário pode constatar, quando não mais os tiver, que ele almeja encontrar masculinidade em outros lugares. Pode ser que ele seja tentado à pornografia ou a um caso que possa assegurar a ilusão de sua juventude despreocupada. Ele pode ser entregue ao desespero e refugiar-se em um local sombrio como forma de isolamento. Em nosso ensino, pregação e ministério, devemos falar com ele, dizer-lhe que teremos os recursos disponíveis para esta luta. Devemos falar também às suas esposas, que não raro estão, de uma hora para outra, tendo que assumir uma responsabilidade pela família que pode ser apavorante quando isso acontece de forma repentina e inesperada.
Dê apoio econômico. O Novo Testamento nos dá diferentes meios de responder à crise econômica entre o povo de Deus (veja as diretrizes de Paulo às viúvas mais jovens e mais velhas). Mas a Bíblia nunca nos permite fechar os olhos aos que estão sofrendo economicamente. Em alguns casos, isso significa ajudar diretamente. Talvez sua igreja reúna pessoas com meios que possam ajudar, no curto prazo, a pagar a mercearia ou a prestação do carro de uma família que repentinamente perdeu o emprego. Muitas vezes a solução é mais em termos de incitar pessoas com recursos que não são necessariamente monetários. Algumas igrejas possuem pessoas com trabalhos em áreas novas e emergentes para fornecer dicas para formação profissional ou procura de emprego para quem está nas indústrias que estão doentes ou morrendo. Em muitos casos, a coisa mais importante aqui é agregar pessoas. Quando as pessoas sabem dos incômodos que seus irmãos e irmãs estão enfrentando, elas são mais capazes de mostrar hospitalidade e misericórdia.
Explore oportunidades para o ministério. Às vezes, o desemprego é um tempo fundamental para crescimento inesperado. Uma pessoa pode perceber que possui dons ou chamados que ele nunca soube que tinha, ou nunca sentiu liberdade para explorar. Nossa mensagem aos que estão enfrentando o desemprego é que a falta de um trabalho não precisa significar inatividade. Pense nos modos pelos quais aqueles que estão nessa situação podem ser capazes de servir o restante do corpo de maneiras que você não viu antes. Talvez o mecânico demitido realmente precise ser posto para trabalhar à frente de seu ministério para mães solteiras sem meio de transporte confiável. Mesmo que você não saiba onde estão os diversos dons e necessidades, mantenha o foco no fato de que os desempregados – como todas as partes do corpo – são carentes. Não se precisa de um trabalho para ser carente de liderar e servir.
O casal anônimo que me ajudou durante meu tempo desempregado não ficou anônimo para mim por muito tempo, e eles nunca foram anônimos para Deus. O homem morreu há poucos anos de câncer, e a mulher tem lutado contra o mal de Alzheimer por muitos anos. Eu a vi há pouco tempo em um funeral. Ela teve dificuldades para lembrar-se de nomes, mas me reconheceu, aproximou-se e deu-me um beijo no rosto. Imediatamente, pensei em como ela e seu marido apareceram para me salvar anos antes. E pensei em como aqueles cheques significaram mais do que a nossa sobrevivência. Eles foram sinais de esperança, e sinais de que eu tinha uma família velando por mim e que me amou tanto que nem mesmo queria que eu soubesse quem eram, para que eu não me sentisse em dívida para com eles. Mas eu estava – e estou – em dívida para com eles. Enquanto nos afastávamos, percebi que ela, provavelmente, nem se lembra de ter-me enviado essa ajuda. Mas eu lembro.

Por: Russell Moore. © 2016 Russell Moore. Original: How Can Your Church Serve Unemployed Men?
Tradução: Leonardo Bruno Galdino. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Como sua igreja pode ajudar os homens desempregados?
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