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XAPURI AMAX

terça-feira, 14 de abril de 2015

Depravação Total

CONFESSO QUE CHOREI

por Percival Puggina.Artigo publicado em 13.04.2015

Domingo, quando entrei no carro, no final da passeata, chorei convulsivamente, como há muito tempo não fazia. Sim, eu estava sensibilizado pelas muitas e generosas manifestações de carinho que recebi ao longo da tarde, traduzidas em gestos, abraços e fotos com amigos. Mas, principalmente, chorei de felicidade por ver, pela segunda vez, em menos de trinta dias, o meu Brasil diferente. Vi o meu país como sempre quis que ele fosse. Democrático, alegre, mas intransigente com a criminalidade instalada no poder. Antes aos meus 70 anos do que nunca!

Agora, já posso dizer que vi. Vi nossa gente clamando por um país decente. Vi, Brasil afora, milhões saírem de casa para dizer basta! Chega! Já foram longe de mais! Ponham-se no olho da rua, malfeitores!
Os que se acreditavam senhores da Nação, jamais conseguiram mobilizações semelhantes, mesmo que a peso de ouro, mesmo contratando celebridades e promovendo shows, pagando diária, transporte e alimentação.
Por duas vezes, neste mesmo período, tentaram se contrapor e não tiveram eco. Pagaram mico, deram vexame. É difícil reunir fiéis à infidelidade.
O Brasil está atravessando o mar vermelho. O PT está acossado, o petismo acuado pelos próprios pecados, pelos próprios fantasmas.
O PT fez o diabo? Ou foi o diabo que fez o PT?
O que sim sei, e com isso respondo uma pergunta que circulava entre os manifestantes de domingo: essa casa vai cair? Vai, pela irresistível força da gravidade, quando as estruturas de sustentação entram em colapso. E a base do governo está em franca decomposição.
Esse governo não tem como chegar ao fim. Além disso, que Constituição seria essa nossa se servisse para proteger uma quadrilha no poder e não para proteger o povo dessa quadrilha?
______________
* Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.
via http://www.averdadesufocada.com/index.php/poltica-interna-notcias-103/12711-140415-confesso-que-chorei

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Marina Silva: Menos gente protestando nas ruas pode significar aumento da desesperança

Julio Severo
Marina Silva, que foi ministra do meio-ambiente no governo de Lula, divulgou uma nota de apoio às manifestações no domingo, 12 de abril, e comentou o fato de um número menor de pessoas protestaram, em comparação com os protestos muito maiores do dia 15 de março. “Menos gente nas ruas não significa menor insatisfação; ao contrário, pode até significar um aumento da desesperança,” escreveu Marina em seu Facebook, conforme a revista Istoé.
Ela também disse que “o represamento de uma revolta… pode retornar mais forte depois de algum tempo.”
Marina, que disputou as eleições presidenciais no ano passado, assume, ao mesmo tempo, duas visões antagônicas. Ela tem um histórico de longa data de militância no PT e em causas esquerdistas e ambientalistas.
Em contraposição, ela também professa, desde o final da década de 1990, a religião evangélica, que lhe rendeu o apoio oficial, na última eleição, desde de neopentecostais excêntricos como Valnice Milhomens e Renê Terra Nova até de tradicionais não menos excêntricos como Caio Fábio, Ricardo Gondim, Ed René Kivitz e Danilo Fernandes (do Genizah).
Embora profecias tenham sido dadas em favor da vitória dessa coalizão evangélica excêntrica em favor de Marina, ela não viu nenhum cumprimento. Isso, porém, não a impediu de permanecer fiel à visão esquerdista.
Quando, num debate televisivo da eleição passada, o candidato Levy Fidelix foi condenado por Dilma Rousseff e Aécio Neves que rotularam suas opiniões pró-família como “homofóbicas,” Marina prontamente se juntou a Dilma e Aécio, dizendo, como representante do Partido Socialista Brasileiro, sobre as opiniões de Fidelix: “homofóbicas e inaceitáveis em quaisquer circunstâncias.”
Não importa, pois, se os protestos anti-Dilma, apoiados amplamente por Marina e Aécio, são grandes ou pequenos. Tanto Aécio quanto Marina, em seu socialismo que facilita e protege a expansão da tirania homossexual, estão prontos para assumir o lugar de Dilma se o povo brasileiro, em seu descontentamento, prosseguir protestando contra a má economia e corrupções.
Só o fato de Marina e Aécio terem lugar de proeminência nos protestos indica que não existe nenhuma resistência de natureza antimarxista nos protestos e que se um deles ou outro da mesma espécie substituir Dilma, a economia pode ou não melhorar, mas quem ousar defender a família contra a agenda gay continuará sendo condenado por Aécios, Marinas e Dilmas.
No caso de Marina, a vergonha é maior. Ela, como evangélica, tinha a obrigação de ser diferente e melhor do que Dilma e Aécio. Mas, como personalidade importante em eventos da Teologia da Missão Integral (que é a versão protestante da marxista Teologia da Libertação), conscientemente ou não ela acaba mostrando que sua Teologia da Missão Integral é um grande ajuda para a ideologia de Dilma e Aécio, inclusive nas questões homossexuais.
Se Dilma e Aécio caírem, Marina está pronta para ocupar o espaço.
Com informações da revista Istoé.

Escolas Cristãs – Mauro Meister

EscolasCristas
Presidente de uma associação de escolas cristãs, o Rev. Mauro Meister nos fala um pouco do que significar ter uma escola confessional em um país laico.
Assista à entrevista realizada com a ajuda do voluntário Yago Martins durante a Conferência Fiel para Pastores e Líderes de 2014:

Conferência Fiel para Pastores e Líderes

Essa entrevista foi gravada durante a Conferência Fiel para Pastores e Líderes de 2014.
Por: Mauro Meister. © 2014 Voltemos ao Evangelho. Original: Escolas Cristãs – Mauro Meister.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

RESPOSTAS AO ATEISMO

01.A resposta do Pastor Rubens Teixeira a ateus sobre criacionismo, evolucionismo, e conhecimento
04.Rubens Teixeira defende na TV que o conhecimento vem de Deus
05.Rubens Teixeira fala se o homem teve um ancestral em comum com o macaco
06.Rubens Teixeira fala se podemos confiar na Bblia mesmo sendo uma tradução
07.Rubens Teixeira fala sobre Bblia versus Ciencia
08.Rubens Teixeira fala sobre criacionismo versus evolucionismo
09.Rubens Teixeira fala sobre os fundamentos da fé e da ciencia
10.Rubens Teixeira questiona 'Qual  a prova cientfica do atesmo'
11.Rubens Teixeira responde a um email de um ateu convicto
12.RESPOSTAS A UM ATEU CONVICTO

13. O Ateísmo é uma Ideologia Imoral e Assassina

15. Resposta ao vídeo Ateísmo: Racista e irracional por um não-evangelico.

16.DESFAZENDO OS TRUQUES DO ATEÍSMO MILITANTE
18. ATEUS, IGREJA ATÉIA, MOMENTO: A REVOLTA DE BEGEOMETRIA
24. CIENCIA COMPROVA VERACIDADE DA BIBLIA
25. CRIMES DO ATEÍSMO, BEM EXPLICADINHO, CERTO?
26. REBATE AO NEO-ATEÍSMO E OUTROS – CANAL YOUTUBE

27. Crimes em nome do ateísmo – Olavo de Carvalho

28Hitler e Suas Atrocidades "em Nome do Ateísmo"
http://www.youtube.com/watch?v=YCXIh65bjUM    -  REEDITAR ESTE VÍDEO COM VERDADES
via http://defesa-hetero.blogspot.com.br/2015/04/respostas-ao-ateismo.html

“Brasil precisa de mais indivíduo e menos estado”, diz jornalista William Waack

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O vencedor do Prêmio Liberdade de Imprensa este ano no Fórum da Liberdade em Porto Alegre foi William Waack, apresentador do Jornal da Globo e, portanto, meu “companheiro” de toda noite antes de dormir. O prêmio é muito justo, e considero Waack talvez o melhor jornalista do país na atualidade. Por isso fiquei muito honrado ao saber que ele é leitor deste blog.
Durante o almoço de abertura do evento, para convidados do Instituto de Estudos Empresariais (e organizador do Fórum), Waack fez um breve discurso que arrancou vários aplausos do público presente. Começou com uma boa tirada, lembrando que já cobriu inúmeras guerras, revoluções ou rupturas, como a queda do Muro de Berlim ou do império soviético, e que portanto estava acostumado e achando tudo muito familiar no Brasil de hoje.
Mas o ponto alto foi quando afirmou categoricamente, frisando que falava como cidadão e pessoa física, não em nome da instituição que lhe emprega, que o Brasil precisa de mais indivíduo e menos estado. Efusivos aplausos. É essa a principal mensagem, não só nas ruas, como de todos aqueles que trabalham e não aguentam mais pagar tantos impostos e ainda serem tutelados pelo estado como se fossem mentecaptos.
Waack reforçou algumas vezes que a saída da nossa crise de representação política passa pelo fortalecimento de nossas instituições democráticas, e que é fundamental ter algum tipo de canalização dessa revolta popular para a organização partidária. Ele já viu vezes o suficiente para ficar alarmado com a constante decepção entre sonhos coletivos e resultados concretos obtidos sem a devida representação política.
Essa mentalidade crescente que ataca toda a classe política, portanto, jogando todos no mesmo saco e misturando o joio e o trigo, é vista com desconfiança pelo jornalista, que lembrou do caso argentino como importante alerta. O povo brasileiro está indignado, e com razão. Mas a saída não é condenar toda a política em si, ou a democracia, e sim fortalecer as instituições e melhorar a questão da representatividade.
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“Democracia direta”, disse, não funcionou em lugar algum do mundo (talvez na Suíça, mas em condições muito peculiares, em ambiente altamente descentralizado, onde não há sequer a figura de um presidente nacional, e com um povo mais educado). O momento delicado urge, então, pelo esforço de solidificar nossas instituições republicanas. Essa deve ser a demanda de todos aqueles que valorizam a liberdade.
PS: Na plateia, na minha mesa, dois políticos que têm feito a diferença, adotando uma postura de legítima oposição ao governo petista, e que, sem dúvida, endossam o grosso da mensagem de William Waack. Falo do deputado Onyx Lorenzoni e do senador Ronaldo Caiado, ambos também leitores deste blog, com muito orgulho.
Rodrigo Constantino

sábado, 11 de abril de 2015

BRASIL VOLTA ÀS RUAS NESTE DOMINGO. DOBRA O NÚMERO DE CIDADES QUE ADERIRAM AO PROTESTO. A FORÇA DO POVO LIBERTARÁ O BRASIL DO JUGO COMUNISTA CORRUPTOR.

O mega protesto contra o PT de 15 de março deste ano - Foto do site da revista Veja
Menos de um mês depois de enfrentar o maior protesto popular da democracia brasileira, a presidente Dilma Rousseff volta neste domingo a ser alvo de uma série de manifestações contrárias a seu governo em todo o país. A mobilização tem o apoio de 75% dos brasileiros, segundo o Datafolha.Pesquisa divulgada neste sábado pelo instituto indica que 63% dos brasileiros são favoráveis à abertura de um processo de impeachment contra a presidente por causa do escândalo do petrolão. Para 57% dos entrevistados, Dilma sabia do esquema de corrupção na Petrobras e deixou que ele acontecesse.
Se levaram mais de 2 milhões de pessoas às ruas em 15 de março, os organizadores dos protestos buscam neste domingo mais do que uma numerosa adesão nas grandes capitais: o foco agora é espalhar os atos por mais cidades brasileiras, sobretudo no Norte e Nordeste, tradicionais redutos eleitorais petistas. Na avaliação dos movimentos Vem pra Rua e Brasil Livre, dois dos principais grupos por trás dos atos, a mobilização de mais brasileiros nessas regiões representará um golpe ainda mais duro contra o governo, além de lançar por terra o argumento petista de que as manifestações são uma tentativa de terceiro turno, protagonizada pela "elite" do Sul e Sudeste.
Em 15 de março, segundo a Polícia Militar, houve 1 milhão de pessoas nas ruas de São Paulo. Outras 200.000 protestaram em Porto Alegre e Vitória. Já as nove capitais do Nordeste somaram 75.000 manifestantes. Embora menor, o número é expressivo tendo em vista que que a presidente Dilma obteve 70% dos votos na região nas eleições do ano passado. Não à toa, os organizadores das manifestações buscaram desde março expandir sua área de atuação no país, formando células sobretudo no Norte e Nordeste. Se, em 15 de março, eram 241 as cidades com atos confirmados, agora são 413 - a maioria dos novos municípios, nas duas regiões. "O nosso objetivo não é ficar batendo recordes de pessoas nas ruas, mas ter representatividade em mais lugares", diz Rogério Chequer, líder do Vem pra Rua.
MAIS CIDADES VÃO ÀS RUAS
O sucesso das manifestações de 15 de março também é responsável pelo aumento das cidades com protestos confirmados. De lá para cá, grupos insatisfeitos com o governo e defensores de ideias liberais entraram em contato com, ou foram procurados por, MBL e Vem pra Rua para convocar atos em suas respectivas localidades. Para integrar o movimento, eles se submetem a um processo que atesta seu alinhamento com a pauta dos movimentos. "Faço num primeiro momento perguntas básicas que se adequem à nossa ideologia liberal, coisas como 'Qual sua opinião sobre a privatização da Petrobras?'. Caso a pessoa se pronuncie contrária às privatizações, ela é descartada na hora. Também entro no mérito do assistencialismo e cotas, tanto raciais como sociais", explicou Caíque Mafra, coordenador do Brasil Livre e responsável por arregimentar os grupos em outros Estados.
Depois de passar por essa fase, os novos integrantes do MBL recebem uma planilha em Power Point instruindo-os a atuar nas redes sociais e a angariar recursos para realizar um protesto. A comunicação entre as lideranças nacionais e regionais se dá quase que diariamente pela internet. Um dos líderes nacionais do Brasil Livre, Renan Haas, relata que grupos ligados a partidos de oposição já tentaram "se apropriar" do movimento em alguns lugares, mas, segundo ele, foram rechaçados assim que descoberta a filiação partidária. "Nós tentamos evitar ao máximo os oportunistas, mas às vezes eles aparecem. Não tem jeito", afirma.
AS DIFERENÇAS ENTRE OS GRUPOS
Os grupos do Nordeste se diferenciam dos do Sudeste em alguns aspectos. Os mais evidentes são o perfil menos ideológico dos manifestantes e a incorporação de pautas locais às reivindicações tradicionais de destituir a presidente do poder e do combate à corrupção.
"Nossos manifestantes não são tão politizados quanto os do Sudeste. Eles não se atêm a temas ideológicos, como o Foro de São Paulo, socialismo, ou Cuba. Para eles, a coisa pega quando aperta no bolso. O que os influenciou foi principalmente o aumento das tarifas de luz e gasolina, o aumento do desemprego e a alteração nos direitos trabalhistas", afirma Paulo Angelim, líder do Vem pra Rua no Ceará. Fortaleza, capital do Estado, registrou em 15 de março o maior protesto no Nordeste: 25.000 pessoas. Ele também cita a promessa feita pelo governador Camilo Santana (PT) durante campanha eleitoral - agora descartada pela Petrobras - de que construiria uma refinaria no Estado como um dos gatilhos que levaram a população às ruas. "Isso se revelou um grande embuste eleitoreiro. E repercutiu negativamente entre o povo, que se sentiu traído", acrescenta. "O governo nos acusou na primeira manifestação de sermos eleitores frustrados. Na verdade, os atos estão sendo feitos aqui por eleitores arrependidos", afirma.
O mesmo ocorre em cidades da Bahia, onde os manifestantes saíram às ruas para pedir melhorias nas áreas de segurança, por exemplo. "O governo de Jaques Wagner (PT) foi muito ruim principalmente na questão da segurança pública. A ideia do impeachment vingou com reivindicações de ordem municipal. As lideranças das cidades sempre enfatizam que querem protestar contra administração do PT nos municípios", afirmou Ricardo Almeida Mota Ribeiro, líder do MBL na Bahia.
As lideranças nacionais veem no Norte e Nordeste regiões potenciais para ampliar sua influência. "No Centro-Sul, o movimento já cresceu bastante. No Nordeste, isso ainda é novidade. Por isso, estamos muito focados nisso, em ver a base de Dilma na região ruir", avaliou Renan Haas, do Brasil Livre.

NOVOS GRUPOS APARECEM
No Sudeste, somam-se a esses grupos movimentos criados depois do 15 de março. O maior exemplo está em São Paulo: na reunião entre lideranças dos protestos e a PM, compareceram quatro entidades a mais do que no encontro passado - Acorda Brasil, Movimento 15 de Março, Quero me Defender e União Nacionalista Democrática. Criado há cerca de vinte dias, o Movimento 15 de Março é formado por remanescentes do Vem pra Rua e do Brasil Livre. Agora, os movimentos originais terão de dividir o espaço da Avenida Paulista, no Centro de São Paulo. Do site da revista Veja via blog do aluizio amorim

APRENDENDO COM O POVÃO

Não deixem de ler este artigo de Olavo de Carvalho.
Por Olavo de Carvalho
Transcrito do site Mídia Sem Máscara
A queda abrupta na audiência da TV Globo ilustra algo que venho dizendo aqui há semanas: a revolta popular não é só contra meia dúzia de políticos ladrões, nem só contra a sra. Dilma Rousseff, o PT ou mesmo o Foro de São Paulo: é contra toda a elite que os protegeu e os legitimou no poder à força de mentiras e desconversas.
Sempre de joelhos ante as modas estrangeiras mais idiotas, e manipulados por intelectuais ativistas que, a despeito da sua mediocridade, sempre deslumbraram as suas mentes ainda mais medíocres, os donos dos nossos meios de comunicação puseram todos os seus formidáveis recursos a serviço de uma “revolução cultural” cuja simples existência ignoravam e que foi, aliás, concebida precisamente para ser levada a cabo por idiotas úteis que a ignoravam.
Antonio Gramsci é bastante explícito quanto a esse ponto: não se trata de “conquistar corações e mentes”, como afirmou esse asno pomposo que ocupa o Ministério da Educação, mas, bem ao contrário, de fazer com que “todos sejam socialistas sem sabê-lo”, de dominar o “senso comum” a tal ponto que massas inteiras da população repitam chavões e slogans sem ter a menor idéia da sua origem e da sua função num plano estratégico de conjunto.
A diferença entre o antigo militante proletário conquistado para a causa do comunismo e o moderno servidor da revolução cultural é tão imensurável que, por si, basta para ilustrar a elasticidade psicopática da mente revolucionária, sempre pronta a trocar de atitude, de discurso e de valores cada vez que julga isso necessário para o aumento do seu poder. O primeiro decorava manuais de marxismo-leninismo, era hipersensível ao menor desvio da ortodoxia partidária e proclamava orgulhosamente sua condição de comunista militante, sacrificando bens, vida, honra e liberdade, tudo pela causa. Em volta dele existiam, é claro,  alguns idiotas úteis sem cultura marxista, que se associavam à luta por motivos subjetivos totalmente estranhos ao marxismo, que levavam o militante genuíno às gargalhadas.
Na militância gramsciana, as proporções inverteram-se:  o grosso da contingente compõe-se de idiotas úteis, os militantes doutrinados reduziram-se a uma discreta elite dirigente que não faz a menor questão de que seus seguidores saibam por que a seguem.
Os motivos subjetivos, que antes eram apenas acréscimos acidentais ao corpo da luta revolucionária, tornaram-se a propaganda oficial, que na mesma medida perdeu toda unidade e coerência, estilhaçando-se numa poeira alucinante de chavões e cacoetes mentais desencontrados, bons para todos os temperamentos e preferências, incluindo a expressão histérica das insatisfações mais fúteis que o marxista puro-sangue de antigamente desprezava como “pequeno-burguesas”.
A pessoa e os feitos do sr. Jean Wyllys ilustram esse estado de coisas da maneira mais didática que se pode imaginar. Na sua ânsia de juntar num front comum tudo quanto lhe pareça anti-ocidental e anticristão, ele exige que as escolas esmigalhem de vez os cérebros das crianças com aulas simultâneas de gayzismo e de islamismo.  Cada pequeno brasileiro será portanto informado de que ele deve fazer aquilo que, se ele fizer, será punido com pena de morte.
Às vezes as pessoas clamam contra a “doutrinação marxista” nas escolas, mas “doutrinação” é eufemismo: os tempos da doutrinação já passaram. O que ali se faz é infinitamente mais destrutivo do que qualquer doutrinação. Pascal Bernardin, no livro Maquiavel Pedagogo (v.https://www.facebook.com/maquiavel.pedagogo/videos), descreveu em minúcias como as técnicas adotadas na educação das crianças hoje em dia são calculadas para induzir mudanças de comportamento sem passar pela aprovação consciente. Não se trata de “conquistar corações e mentes”, mas de adestrar os corpos no aprendizado da macaquice.
O apelo à consciência é cada vez mais reduzido, ao ponto de que aquele que passou por esse treinamento se torna incapaz de perceber as mais grotescas incoerências no seu discurso, mesmo quando elas tornam irrealizável na prática aquilo que ele proclama como seu sonho e ideal. O sr. Jean Wyllys é o produto perfeito e acabado de um sistema de ensino montado para produzir idiotas úteis em escala industrial.
É evidente que, abolido o confronto ideológico explícito, dissolvida a ortodoxia marxista num farelo de esterótipos para todos os gostos, cada freguês podendo escolher à vontade os “direitos humanos”, a “anti-homofobia”, o “anti-racismo”, o culto de uma lendária superioridade espiritual do Oriente, a mitologia indigenista, a liberação das drogas, os delírios da New Age, o ressentimento feminista, o islamismo ou tudo isso de uma vez, o mero fato de um sujeito ser pessoalmente um bilionário capitalista, e eventualmente o dono de uma rede de canais de TV, não o torna imune, no mais mínimo que seja, à contaminação de uma lepra mental que assume todas as formas e o assalta por todos os lados.
Foi assim que os donos da mídia, sem percebê-lo nitidamente, e até mesmo negando-o peremptoriamente, se tornaram servidores da “revolução cultural” que os abomina e despreza ao ponto de imaginá-los – pasmem! – responsáveis pelos movimentos de protesto anti-PT. O sr. João Pedro Stedile proclamando “A Globo fez tudo isso”, ao mesmo tempo que os manifestantes escorraçavam os repórteres da Globo a cusparadas – eis uma cena representativa da confusão monstruosa que o gramscismo produziu na mente brasileira.
Enquanto os “intelectuais” e “formadores de opinião" mostravam cada vez mais nada entender do que estava acontecendo, exemplificando eles próprios o estado de turva inconsciência reinante, o povão, quase por milagre, apreendeu a unidade oculta por trás dos rostos cambiantes e inumeráveis do seu inimigo, e se voltou contra ele com uma determinação e uma coragem admiráveis.
Domingo ele vai nos dar mais uma lição a respeito.
via blog do aluizio amorim