Carregando...

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

“Meu coração está em paz, não tenho arrependimentos” – Parte 2

Daniel*, Isaac* e os outros 16 jovens cristãos foram presos injustamente, sem acusações formais. Eram "culpados" até que provassem o contrário. Mas, diferentemente do esperado, eles não desanimaram em sua fé. "Nós decidimos que o nosso propósito, nestas circunstâncias, era falar e viver o nome de Jesus"
Parte 2.jpg

A quinta-feira tornou-se um dia de oração e jejum para a salvação dos detentos. Encontrar a forma mais eficaz de abordar os muçulmanos, em particular, tornou-se o objetivo dos cristãos. Alcançar isso significava que tinham de confiar apenas no Espírito Santo para colocar as palavras certas em suas bocas. Os cristãos foram em frente e começaram a convidar os presos para suas reuniões. Vários responderam de modo favorável.

Os cânticos de louvor podiam ser ouvidos por todo o prédio. A ousadia e a paciência dos rapazes ficavam cada dia mais fortes, e milagres aconteciam. O testemunho do doente que foi curado espalhava-se rapidamente. Logo, mais espectadores se aproximavam para ouvir o Evangelho de Jesus. Os cristãos trouxeram uma presença solidária naquele lugar, que normalmente oferecia tão pouca esperança. Incapaz de compreender como esses cristãos poderiam permanecer bons, apesar da hostilidade e resistência obstinada que enfrentavam, alguns muçulmanos começaram a fazer perguntas sobre a fé deles.

"Um dia, um companheiro de cela muçulmano perguntou-me por que eu era sempre gentil e não respondia duramente às suas provocações. Eu respondi: Meu Deus é um Deus de amor que ama todas as pessoas. Ele é aquele que permite amar o amigo e o inimigo incondicionalmente," compartilha Isaac. "Por meio do Espírito Santo, que nos fortalece, perseveramos e compartilhamos o evangelho com todos", acrescentou Daniel.

Cerca de vinte muçulmanos entregaram suas vidas a Cristo. Alguns fizeram isso secretamente, mas outros estavam ansiosos por ouvir mais e, abertamente, juntavam-se às reuniões devocionais de quinta-feira. A conversão dos não cristãos, especialmente os muçulmanos, à fé cristã, desagradava alguns detentos e carcereiros muçulmanos fanáticos. Guardas tentavam convencer os cristãos a negarem sua fé em troca de sua liberdade. Quando isso não funcionava, as agressões tornavam-se mais severas. Quando os cristãos ficavam doentes, lhes eram negados os cuidados médicos.
Um muçulmano irado decidiu resolver o assunto com suas próprias mãos. Ele defecou em um Alcorão, colocou a prova no pátio e culpou os cristãos. Os cristãos negaram veementemente as acusações. Mas os muçulmanos ficaram tão indignados com o ato profano que os guardas não quiseram ouvir qualquer motivo. 
Impiedosamente açoitaram os cristãos pela ação.

Ainda assim, os cristãos mantiveram-se firmes e recusaram-se a aceitar a responsabilidade pelo crime. Inflexíveis para encontrar o culpado, os muçulmanos ameaçaram abrir fogo para forçar o culpado vir à tona. Para controlar a situação explosiva, uma equipe de investigadores foi levada para interrogar todos os prisioneiros. O infrator foi exposto e cobrado em conformidade.

Em maio deste ano, depois de serem presos por 27 meses, oito dos jovens cristãos, finalmente pagaram a fiança. Eles agora podiam compartilhar como a sua prisão tornou-se um grande testemunho da fidelidade e do poder de Deus em suas vidas. Eles esperavam agressão física dos presos radicais islâmicos. Em vez disso, vinte muçulmanos vieram a Cristo. O Senhor os protegeu e os manteve em pé. Deu-lhes favor e os usou para levar a mensagem de vida eterna em Jesus para os condenados.

"Nenhum de nós nunca pensou em negar a nossa fé, ao invés disso, demos glória a Deus. Podemos declarar, sem dúvidas, que Deus nunca vai deixar nem abandonar seus filhos," disse Daniel. "Quando eu me encontrei no meio de meus inimigos, redescobri quão magnífico é Jesus Cristo. Eu fiquei em um quarto com membros do grupo radical islâmico Boko Haram, mas o Senhor me protegeu de suas mãos agressivas e de sua zombaria. Toda vez que meu coração ficava chateado, sua voz suave me confortava. 
Oferecia a Deus toda a honra por ter me permitido compartilhar o amor de Cristo na prisão. Foi um lindo milagre ver 20 homens entregando suas vidas a Cristo. Meu coração está em paz, eu não tenho arrependimentos por passar dois anos atrás das grades," disse Isaac.

Representantes da Portas Abertas visitaram os cristãos na prisão em várias ocasiões para incentivá-los e tranquilizá-los através de orações. Outros dez jovens ainda esperam ser libertados.

Pedidos de oração
  • Agradeça ao Senhor por esses cristãos perseguidos e por todos aqueles que vieram a Cristo através do testemunho deles. 
  • Ore para que Deus fortaleça e ministre aos novos cristãos através do seu Espírito Santo.
  • Peça por graça contínua de Deus para os outros dez cristãos que ainda estão presos. Ore para que eles recebam a justiça em breve.
*Nomes trocados para a segurança dos cristãos.
 Leia a primeira parte desse relato aqui.

Fonte: http://www.portasabertas.org.br/noticias/2013/08/2636335/

Nenhum comentário:

Postar um comentário