quinta-feira, 30 de maio de 2013
Vadias protestam diante de Catedral e IURD em Florianópolis
Escrito por Cristian Derosa

“Sexo anal contra o capital”, dizia uma das centenas de frases pintadas nos corpos de mulheres semi-nuas que protestavam contra o “machismo e a homofobia”, contra a sexualização da mulher e o uso de seus corpos como objetos de consumo pelo capitalismo. A frase que estampou a foto divulgada pelo Diário Catarinense em sua página no Facebook ontem à tarde (25/05/13) trouxe indignação e debates acalorados nos comentários. Foi impossível não perceber a aversão que aquela imagem causou na maioria dos internautas. No entanto, surge a pergunta: quem ainda é a favor das vadias?
“Tirem seu rosário da minha vagina”, dizia outra frase claramente direcionada à Igreja Católica. Aborto, homossexualismo e uma certa liberação sexual eram os motes da manifestação.
O protesto foi iniciado na Catedral Metropolitana a partir das 10 horas da manhã de ontem, onde permaneceram até às 12h, pintando o corpo e fazendo os seus cartazes ao som de funk. Mulheres com os seios à mostra, homens vestindo calcinhas e expondo frases feministas nos corpos, todos aparentemente estudantes universitários, confirmando o que todos já estão cansados de saber: a classe universitária, especialmente dos cursos de humanas, cava fundo em direção a mais profunda degradação moral.
Diante de tudo isso, Lucas Coral, estudante de administração que assistia a tudo aquilo estarrecido, tentava falar com o padre. “Enquanto eu o tentava convencer a reagir e pregar contra essas coisas – principalmente contra o aborto – o padre, do alto de sua pusilanimidade, tentava me convencer a aceitar a modernidade, os tempos e as coisas do mundo”, conta Lucas. O grupo ficou em frente à Catedral por três horas aparentemente sentindo-se muito a vontade e sem ser incomodados, quando então partiram em direção da Igreja Universal do Reino de Deus, na rua Mauro Ramos, talvez em busca de mais agitação.
Mas na IURD não permaneceram por mais de 10 minutos, pois o pastor logo chamou a polícia. Segundo o pastor, saíram quando viram a polícia chegar.
A desinformação dos fiéis sobre este tipo de militância que os afronta, em ambas as igrejas, é evidente e aberrante. “Eles não sabem o que é Pussy Riot, Femen, ateísmo militante, comunismo, revolução…”, diz Lucas.
A contradição inerente à ideia de protestar contra o machismo e a homofobia através da nudez das mulheres e de imagens que choquem as famílias não parece incomodar os manifestantes e muito menos os alvos da manifestação, religiosos e religiosas que preferem a cômoda posição de acompanhantes do mundo, pacifistas incondicionais, mornos filisteus.
Enquanto silenciam diante do “sexo anal contra o capital”, seus filhos e filhas, nascidos e não nascidos, aguardam uma atitude que os defenda da obrigatoriedade futura da aceitação, da tolerância diante do imoral e de tudo o que há de maligno. Não é ideia do marxismo. Sodoma e Gomorra foi a antecipação de Marx. Bons tempos em que o marxismo só chegava a nós por via educacional ou midiática. Para quem o assassinato de 100 milhões de pessoas não foi suficiente para mostrar o que é o marxismo, talvez o seja a ideologia por via anal.
Veja a foto:

Nenhuma tolerância há na Marcha das Vadias, isso é certo. Nenhum respeito muito embora a Igreja os trate com um respeito reverente.
A tolerância, dizia Chesterton, é o que sobra depois que todos os valores morais já se foram, já foram ignorados e deixados de lado. Quando tudo se desmorona em imoralidade e crueldade, quando nenhuma ação ou reação mais é possível, então entra em cena a tolerância, única saída que resta dos amarrados, aprisionados. Mas ninguém está amarrado, aprisionado pelo mundo. Presos devemos estar à verdade.
Quem não luta pela verdade, perde-se escravo da mentira e da tibieza de espírito.
* * *
"Sexo anal contra o capital", escrito nas costas duma gorda semi-nua em frente à Igreja foi o que sobrou da utopia socialista? Depois de matar 100 milhões de pessoas, a tática agora é enfiar ideologia em lugar impróprio. E com a arma mais perigosa e de fácil manuseio: a mulher mal amada.
Cristian Derosa é jornalista.
Publicado no blog da Juventude Conservadora da UFSC.
via mídia sem máscara
Artigos -
Movimento Revolucionário
Depois
de matar 100 milhões de pessoas, a tática agora é enfiar ideologia em
lugar impróprio. E com a arma mais perigosa e de fácil manuseio: a
mulher mal amada.
“Sexo anal contra o capital”, dizia uma das centenas de frases pintadas nos corpos de mulheres semi-nuas que protestavam contra o “machismo e a homofobia”, contra a sexualização da mulher e o uso de seus corpos como objetos de consumo pelo capitalismo. A frase que estampou a foto divulgada pelo Diário Catarinense em sua página no Facebook ontem à tarde (25/05/13) trouxe indignação e debates acalorados nos comentários. Foi impossível não perceber a aversão que aquela imagem causou na maioria dos internautas. No entanto, surge a pergunta: quem ainda é a favor das vadias?
“Tirem seu rosário da minha vagina”, dizia outra frase claramente direcionada à Igreja Católica. Aborto, homossexualismo e uma certa liberação sexual eram os motes da manifestação.
O protesto foi iniciado na Catedral Metropolitana a partir das 10 horas da manhã de ontem, onde permaneceram até às 12h, pintando o corpo e fazendo os seus cartazes ao som de funk. Mulheres com os seios à mostra, homens vestindo calcinhas e expondo frases feministas nos corpos, todos aparentemente estudantes universitários, confirmando o que todos já estão cansados de saber: a classe universitária, especialmente dos cursos de humanas, cava fundo em direção a mais profunda degradação moral.
Diante de tudo isso, Lucas Coral, estudante de administração que assistia a tudo aquilo estarrecido, tentava falar com o padre. “Enquanto eu o tentava convencer a reagir e pregar contra essas coisas – principalmente contra o aborto – o padre, do alto de sua pusilanimidade, tentava me convencer a aceitar a modernidade, os tempos e as coisas do mundo”, conta Lucas. O grupo ficou em frente à Catedral por três horas aparentemente sentindo-se muito a vontade e sem ser incomodados, quando então partiram em direção da Igreja Universal do Reino de Deus, na rua Mauro Ramos, talvez em busca de mais agitação.
Mas na IURD não permaneceram por mais de 10 minutos, pois o pastor logo chamou a polícia. Segundo o pastor, saíram quando viram a polícia chegar.
A desinformação dos fiéis sobre este tipo de militância que os afronta, em ambas as igrejas, é evidente e aberrante. “Eles não sabem o que é Pussy Riot, Femen, ateísmo militante, comunismo, revolução…”, diz Lucas.
A contradição inerente à ideia de protestar contra o machismo e a homofobia através da nudez das mulheres e de imagens que choquem as famílias não parece incomodar os manifestantes e muito menos os alvos da manifestação, religiosos e religiosas que preferem a cômoda posição de acompanhantes do mundo, pacifistas incondicionais, mornos filisteus.
Enquanto silenciam diante do “sexo anal contra o capital”, seus filhos e filhas, nascidos e não nascidos, aguardam uma atitude que os defenda da obrigatoriedade futura da aceitação, da tolerância diante do imoral e de tudo o que há de maligno. Não é ideia do marxismo. Sodoma e Gomorra foi a antecipação de Marx. Bons tempos em que o marxismo só chegava a nós por via educacional ou midiática. Para quem o assassinato de 100 milhões de pessoas não foi suficiente para mostrar o que é o marxismo, talvez o seja a ideologia por via anal.
Veja a foto:

Nenhuma tolerância há na Marcha das Vadias, isso é certo. Nenhum respeito muito embora a Igreja os trate com um respeito reverente.
A tolerância, dizia Chesterton, é o que sobra depois que todos os valores morais já se foram, já foram ignorados e deixados de lado. Quando tudo se desmorona em imoralidade e crueldade, quando nenhuma ação ou reação mais é possível, então entra em cena a tolerância, única saída que resta dos amarrados, aprisionados. Mas ninguém está amarrado, aprisionado pelo mundo. Presos devemos estar à verdade.
Quem não luta pela verdade, perde-se escravo da mentira e da tibieza de espírito.
* * *
"Sexo anal contra o capital", escrito nas costas duma gorda semi-nua em frente à Igreja foi o que sobrou da utopia socialista? Depois de matar 100 milhões de pessoas, a tática agora é enfiar ideologia em lugar impróprio. E com a arma mais perigosa e de fácil manuseio: a mulher mal amada.
Cristian Derosa é jornalista.
Publicado no blog da Juventude Conservadora da UFSC.
via mídia sem máscara
quarta-feira, 29 de maio de 2013
AVISO
AVISO
INFORMAMOS À POPULAÇÃO XAPURIENSE QUE DURANTE A REALIZAÇÃO DO ANIVERSÁRIO DO BAIRRO DA SIBÉRIA QUE DAR-SE-A NOS DIAS 06, 07, 08 E 09 DE JUNHO O FUNCIONAMENTO DA BALSA SE FARÁ DA SEGUINTE FORMA:
ATÉ ÀS 22:00 HORAS - TRAVESSIAS DE VEÍCULOS E PEDESTRES
APÓS AS 22:00 HORAS - TRAVESSIAS APENAS DE PEDESTRES
APÓS 00:00 HORAS ATÉ ÀS 05:00 HORAS TRAVESSIAS APENAS DE PEDESTRES DE HORA EM HORA, OU SEJA, 00:00 FARA UMA TRAVESSIAS, 01:00 OUTRA E ASSIM POR DIANTE.
PARA OS CASOS ESPECIAIS SERÃO ABERTA CONCESSÕES
INFORMAMOS QUE TAIS MEDIDAS VISAM RESGUARDAR OS PEDESTRES E OS PRÓPRIOS CONDUTORES DE VEÍCULOS
CMDO DA 2º CIA PM DE XAPURI
Aumento de violência e falácias rousseauneanas!
Cresce de forma vertiginosa a onda de violência na prática de delitos,
mormente roubos (assaltos), estupros e assassinatos.
Basta acessar quaisquer dos sites de notícias do país para sempre,
repito, sempre - se encontrar tais notícias, geralmente cercadas de um índice com o aumento de casos.
Isso está a ocorrer no país inteiro:
(fonte das notícias: Blog 100 Perdão)
Enquanto isso, em meio a discussões de cunho acadêmico, com as cobaias
sendo os cidadãos que vivem sob a planilha excel de órgãos colegiados, ongs,
membros de comissões ditas de proteção ao humano, instituições e seus agentes,
poderes e seguidores da mãe Joana, essa a política de tratar o bandido violento
como se fosse o bom selvagem - que teria sido corrompido pela sociedade perversa -, cresce
e toma vozes entre os pseudointelectuais rousseauneanos tupiniquins.
Incrível a ventarola da frouxidão e o sofisma descarado de que ‘a prisão
não resolve’ e, por tal axioma, simplesmente lança-se o bandido violento de volta à
sociedade...
E ISSO RESOLVE?
Aí esses covardes, que formam apenas uma mísera porcentagem da população nacional,
mas que estão ‘instalados’ em importantes e influentes segmentos decisórios do
país, encastelados em seus mundos de ilusão e gêmeos de Poliana, querem para as
demais pessoas o que seus livros a la Foucault acreditam ser a verdade...
Mas não têm a sensibilidade, discernimento, noção e ponderação para não
querer impor a uma sociedade que VIVE UMA VIDA DIREFERENTE DA SUA, ou seja, o
mundo irreal e perfeitinho do 2+2=4 das teses do ser humano sempre bom e passível de erros
(aff!), e uma vez que seja assumir que podem estar errados!
Não!
Podem reparar: é praticamente regra que, esses defensores do bandido
como vítima de um sistema, coitados do meio em que vivem (e você cidadão vítima, vive onde, em marte?) ou efeito estufa b, El Niño (sei
lá, arrumam tanta desculpa), sempre invocadores dos princípios da ‘dignidade da
pessoa humana’, do ‘estado democrático de direito’ e da ‘cidadania’, uma vez
contrariados, são os primeiros a lhe atacar como se fosse um ser inanimado, a
lhe tolher o direito de expressar e a desprezar qualquer gesto seu de
contrariedade, de forma ditatorial e até mesmo agressivo!
Acham que estou a exagerar?
Participem mais de debates e verão como o nível baixa quando a razão das
cartilhas de viés laxista não consegue a reposta para o mundo real, o mundo que está a
matar, estuprar e a matar seus entes queridos, seus conhecidos, seu vizinho,
seu colega de trabalho, alguém de sua cidade, de seu Estado, enfim, um
semelhante...
Aí patinam na retórica do ‘precisa educação, diminuir a desigualdade
social, blá blá...’
Ok, mas até lá, deixa a fera solta?
Faz
o criminoso que diz 'quando sair vou detonar mesmo' (como já virou
bordão ante a impunidade que reina), ficar apenas alguns anos no cárcere
para encontrar um parente da vítima em uma fila de mercado, rindo,
enquanto você ainda visita seu ente
querido todo ano no dia de finados em um cemitério? (essa é uma passagem
verídica, dita
por uma filha de vítima para mim no tribunal do júri! Não está em
fundamentos
metas de mutirão carcerário!).
Bom, é preciso lutar contra essa cáfila de pseudoentendedores da
mentalidade criminosa, apreciadores de congressos para Rousseau ver!
Ao verem projetos de lei, reclamem, critiquem, façam sugestões,
ponham em blogs, mandem email, espalhem no facebook e twitter, abordem os
responsáveis na rua (sim, isso é cidadania, viu Excelência!), façam o que
puder!
Afinal,
de tanto deixarem essa conversinha vingar, em breve quem irá
andar de tornozeleira eletrônica será você, pois Sua Excelência o
bandido poderá se traumatizar ao encontrar a vítima que o levou a um
processo cruel e opressor
imposto pelo Estado...
Duvida?
Estamos quase lá!
Tristes dias!
Fonte: http://considerandobem.blogspot.com/
terça-feira, 28 de maio de 2013
De volta ao tal líder da “Igreja da Maconha”. Ou: Juiz vai começar a ser demonizado agora por seguir a lei?
A
Folha de S.Paulo publica nesta terça um texto cujo título é “Em nome de
Jah”. Como se vê, à diferença do que se entende lendo o Manual de
Redação, não há nas quatro palavras acima informação objetiva nenhuma. A
rigor, a expressão deveria trazer um ponto de exclamação, já que fica
ali num misto de exortação e expressão interjetiva. “Jah”, vocês devem
saber, é o nome do, como direi?, “deus” da “religião” rastafári.
Parece-me que não é um título nem isento, nem crítico nem apartidário
(considerando, claro, os partidos na espécie, que não são os políticos).
O texto
trata de um assunto sobre o qual já escrevi aqui: a condenação à prisão
de Geraldo Antônio Batista, o “Geraldinho Rastafari”, ou “Ras
Geraldinho”, que se quer líder da Igreja da Maconha. O meu post está aqui.
Muito bem.
Leia-se a íntegra do texto da Folha, de André Monteiro e Emília
Sant’Anna, que circulou, tudo indica, só na capital de São Paulo. Uma
tia minha, que mora em Americana, não viu “Em nome de Jah” na edição
local. Acho que ficaram faltando algumas informações básicas (em
vermelho). E me disponho a preencher as lacunas.
*
A primeira igreja rastafári do Brasil está vazia. Seu fundador, Ras Geraldinho –designação religiosa de Geraldo Antonio Baptista, 53,–deve passar os próximos 14 anos preso por tráfico de drogas. A sentença é resultado dos 37 pés de maconha –que o líder rastafári diz plantar para uso religioso– encontrados pela Guarda Municipal de Americana em agosto de 2012 na sede da igreja, numa chácara da cidade a 127 km de SP. Namorada de Ras Geraldinho, Marlene Martim, 50, diz estar perplexa com a decisão tomada pela Justiça neste mês. “A pena é maior do que para muitos assassinatos, estupros, sequestros”, afirma. Os guardas chegaram ao templo após deter dois jovens com maconha e vasos para o plantio da cânabis. Segundo o processo, eles indicaram a chácara como origem da droga. Marlene nega. “Eles vieram aqui, contaram sobre a viagem que um deles fez, ficaram um tempo e foram embora.”
A primeira igreja rastafári do Brasil está vazia. Seu fundador, Ras Geraldinho –designação religiosa de Geraldo Antonio Baptista, 53,–deve passar os próximos 14 anos preso por tráfico de drogas. A sentença é resultado dos 37 pés de maconha –que o líder rastafári diz plantar para uso religioso– encontrados pela Guarda Municipal de Americana em agosto de 2012 na sede da igreja, numa chácara da cidade a 127 km de SP. Namorada de Ras Geraldinho, Marlene Martim, 50, diz estar perplexa com a decisão tomada pela Justiça neste mês. “A pena é maior do que para muitos assassinatos, estupros, sequestros”, afirma. Os guardas chegaram ao templo após deter dois jovens com maconha e vasos para o plantio da cânabis. Segundo o processo, eles indicaram a chácara como origem da droga. Marlene nega. “Eles vieram aqui, contaram sobre a viagem que um deles fez, ficaram um tempo e foram embora.”
Para Mauro
Chaiben, um dos advogados de Ras Geraldinho, a condenação do líder
rastafári vai contra as liberdades de consciência e religiosa,
garantidas na Constituição. “Tráfico pressupõe lucro, dinheiro, presença
de armas, balanças de precisão, mas nada disso foi apresentado”, diz. A
invasão à chácara no ano passado foi a terceira desde 2010. “Eles não
tinham mandado, como em todas as outras vezes, e o Geraldo abriu a
porta”, diz Samir Gabriel Martim, 25, enteado do líder religioso.
Na
sentença, o juiz Eugênio Augusto Clementi Júnior também determina a
perda do imóvel, que deve ser transferido à União. “Sabíamos que o Ras
seria condenado, pois os moradores de Americana conhecem a atuação
rigorosa do juiz. Porém não tínhamos noção de que ele seria tão cruel”,
diz Marlene. “Houve preconceito, intolerância religiosa e um
conservadorismo que não enxergou os ventos que sopram no mundo na
questão da descriminalização da cânabis.” O advogado cita trechos da
sentença em que o juiz afirma que “se ele [Ras Geraldinho] quisesse
seguir a religião deveria ir morar na Jamaica”.
Para
Daniela Skromov, coordenadora do Núcleo de Direitos Humanos da
Defensoria Pública de São Paulo, a decisão “vai na contramão de toda a
discussão mais contemporânea sobre o assunto.” Segundo ela, os 14 anos a
que Ras Geraldinho foi condenado excedem o normal. “Nunca vi uma pena
dessa para tráfico. Muitas vezes, o cultivo é uma opção da pessoa para
não aderir ao tráfico”, diz. Não é o que pensa o jurista Ives Gandra
Martins. Para ele, a alegação que a maconha seria usada em rituais da
igreja não pode ser considerada. “Quando se fala de liberdade religiosa,
se fala em religiões clássicas, em que existem critérios e valores a
serem adotados”, afirma.
ATIVISMO
Com fala pausada, Ras Geraldinho é capaz
de passar horas falando das propriedades medicinais da maconha e do
rastafarianismo –religião que nasceu na Jamaica no início do século 20 e
que usa a palavra Jah em referência a Deus. Em entrevista à Folha, em
2011, pouco após a segunda invasão de sua igreja, ele afirmava que
seguiria na luta pelo uso religioso da maconha. Marlene diz o mesmo. “O
juiz quis dar um recado para o ativismo canábico com essa condenação
estapafúrdia e acabou nos unindo. Vamos até as últimas instâncias, com
mais e mais soldados’.”
Voltei
Vamos lá. No pé deste texto, vocês encontram um link para a íntegra da sentença do juiz Eugênio Augusto Clementi Júnior, a quem parabenizo mais uma vez. Noto, antes que preencha as tais lacunas, que o doutor advogado do sedizente líder religioso resolveu ampliar, por conta própria, a Lei 11.343. Eu o desafio a demonstrar onde está escrito que o tráfico só se caracteriza quando há “lucro, dinheiro, presença de armas, balanças de precisão”. Isso é pura invenção, matéria do direito criativo.
Vamos lá. No pé deste texto, vocês encontram um link para a íntegra da sentença do juiz Eugênio Augusto Clementi Júnior, a quem parabenizo mais uma vez. Noto, antes que preencha as tais lacunas, que o doutor advogado do sedizente líder religioso resolveu ampliar, por conta própria, a Lei 11.343. Eu o desafio a demonstrar onde está escrito que o tráfico só se caracteriza quando há “lucro, dinheiro, presença de armas, balanças de precisão”. Isso é pura invenção, matéria do direito criativo.
O tal
Geraldinho foi condenado com base nos Incisos II e III do Parágrafo 1º
do Artigo 33 da Lei 11.343 (Lei Antidrogas). A reportagem prefere não
contar aos leitores o que está escrito lá. Reproduzo em azul. Há mais
depois.
Art. 33. Importar, exportar, remeter,
preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer,
ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever,
ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que
gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou
regulamentar:
Pena – reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa.
§ 1o Nas mesmas penas incorre quem:
II – semeia, cultiva ou faz a colheita,
sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar,
de plantas que se constituam em matéria-prima para a preparação de
drogas;
III – utiliza local ou bem de qualquer
natureza de que tem a propriedade, posse, administração, guarda ou
vigilância, ou consente que outrem dele se utilize, ainda que
gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou
regulamentar, para o tráfico ilícito de drogas.
Geraldinho também incorreu no Artigo 35 (também em azul):
Art. 35. Associarem-se duas ou mais
pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou não, qualquer dos
crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1o, e 34 desta Lei:
Pena – reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e pagamento de 700 (setecentos) a 1.200 (mil e duzentos) dias-multa.
Não bastasse, teve a pena gravada por incorrer no Inciso VI do Artigo 40:
Art. 40. As penas previstas nos arts. 33 a 37 desta Lei são aumentadas de um sexto a dois terços, se:
VI – sua prática envolver ou visar a
atingir criança ou adolescente ou a quem tenha, por qualquer motivo,
diminuída ou suprimida a capacidade de entendimento e determinação.
Absurdo!
Sim, Geraldinho tinha plena consciência de
que estava oferecendo uma droga proibida a menores de idade. Leiam este
trecho de um diálogo, que está nos autos (há uma legenda).
Legenda:
G:. Geraldo
V:. Rapaz de blusa vermelha
B:.Não identificado
A: Adolescente de boné azul
O diálogo
V:.Ó isso daqui.
G:. Se esse negócio se der certo eu falo…
Porque isso dá cadeia, o cara entrar ver nós fazendo isso aqui “tamo”
“fudido” “véio”.
V:. Ô loco?
G:.Ô processamento! ô loco, falo pro cês tem que meter cadeado.
V:.Vai lá meter cadeado:
B:.Deixa que eu vou lá.
A:.É “memo”?
V:.No que é bom.
A:.Porra mesmo, é bom?
G:.Isso aqui pega todo mundo como coisa
pra quadrilha e ainda respondendo porque esse cara tem 16 anos, você vai
lá pra FEBEM aquele lugar que arrebentaram tudo ali.
A:.Como que é?
G:.É.”
Confisco
Quanto ao confisco da terra, a reportagem
se esquece de informar que é uma disposição do Artigo 243 da
Constituição, que reproduzo (em azul).
Art. 243. As glebas de qualquer região do
País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas
serão imediatamente expropriadas e especificamente destinadas ao
assentamento de colonos, para o cultivo de produtos alimentícios e
medicamentosos, sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo
de outras sanções previstas em lei.
Parágrafo único. Todo e qualquer bem de
valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins será confiscado e reverterá em benefício de
instituições e pessoal especializados no tratamento e recuperação de
viciados e no aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização,
controle, prevenção e repressão do crime de tráfico dessas substâncias.
Caminhando para o encerramento
Posso estar enganado, mas acho que, “em
nome da Jah”, há uma espécie de demonização do juiz que decidiu… aplicar
a lei. Ou será que estou enganado? Destaco finalmente este trecho da
reportagem: “Com fala pausada, Ras
Geraldinho é capaz de passar horas falando das propriedades medicinais
da maconha e do rastafarianismo (…_)” Ô, nem me digam!
Ele trata
desse assunto com a mesma desenvoltura com que consegue falar horas
sobre “maconha e religião”. Segundo Geraldinho, a canabis “permeia as
Sagradas Escrituras, tanto no Novo como no Velho Testamento”. Cristo,
segundo ele, era um emérito maconheiro. Mais: “o milagre do vinho é
feito com maconha”. Para esse estudioso da etimologia, “Canaã” quer
dizer “Cidade da Maconha”. Entenderam? Para ele, “Canaã” deriva da
palavra latina “canabis”!!! Ele vai mais adiante: “O pão que Cristo
comia na ceia era pão de maconha”. Ou ainda: “Na Eucaristia desse
batismo (?), é usada a maconha”. É mais assertivo ainda: “Cristo foi
batizado com maconha” — ele admite que “isso choca um pouco as pessoas”.
Mas esse sacerdote não tem medo de ousar: “A maior parte dos milagres
que Cristo fez, ele fez usando a maconha”.
No texto que escrevi sobre este senhor, consta: “Comecem
a contar os minutos. Vamos ver quanto tempo vai demorar até que surja
um movimento em defesa de Geraldinho e da “liberdade de culto” no
Brasil. “ Pois é… Parece que já há uma tentativa.
Plantar e
distribuir maconha a menores em nome da liberdade religiosa? É mesmo? A
reportagem deveria ter lembrado aos leitores o que diz o Inciso VI do
Artigo 5º da Constituição (em azul):
VI – é inviolável a liberdade de
consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos
religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e
a suas liturgias;
“Na forma
da lei” quer dizer que ninguém pode desrespeitar o Código Penal em nome
da liberdade religiosa. Se algum maluco quiser sair por aí sacrificando
virgens ao Deus Sol, será enquadrado por homicídio. Se quiser produzir e
distribuir entorpecentes, será enquadrado pela Lei Antidrogas. “Em nome
de Jah”, Geraldinho não pode jogar a lei no lixo.
A íntegra da sentença exemplar do juiz Clementi Júnior está aqui
Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/
jornal folha de são paulo e seu partidarismo a favor das drogas e caos social, veja ainda "O que os defensores da legalização das drogas insistem em não aprender com a política de combate ao tabagismo. E por que não aprendem?: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-que-os-defensores-da-legalizacao-das-drogas-insistem-em-nao-aprender-com-a-politica-de-combate-ao-tabagismo-e-por-que-nao-aprendem/
segunda-feira, 27 de maio de 2013
POLÍCIA MILITAR DE XAPURI REALIZA OPERAÇÕES SATURAÇÃO, TRÂNSITO SEGURO E BOEMIA
OPERAÇÃO SATURAÇÃO
OPERAÇÃO SATURAÇÃO
OPERAÇÃO TRÂNSITO SEGURO
OPERAÇÃO BOEMIA
OPERAÇÃO BOEMIA
No último final de
semana, dias 24, 25 e 26, a Polícia Militar de Xapuri realizou as Operações
Saturação, Trânsito Seguro e Boemia, respectivamente.
A “Operação Saturação”
foi realizada no dia 24, sexta-feira, nos
Bairros Laranjal, Pantanal e Constantino Melo.
A Operação faz parte de
um rol de ações da Polícia Militar desenvolvida em todo o Estado do Acre e tem
por objetivo estabelecer pontos fixos de abordagem e policiamento nos locais
onde a incidência de crime é mais elevado.
Nesses locais são
feitas busca pessoal e vistoria em pessoas e/ou coisas suspeitas. Durante a
Operação várias pessoas foram abordadas.
A "Operação Trânsito Seguro" foi realizada no dia 25, sábado, nos Bairros Laranjal e Centro.
A Operação Trânsito Seguro é uma ação que faz parte das metas operacionais impostas pela Secretária Estadual de Segurança Pública firmados através do “Pacto Pela Paz”. Essa operação tem o principal objetivo de realizar fiscalização de trânsito nos perímetros urbanos e rurais do município.
Com as fiscalizações de trânsito, a 2º Cia Pm de Xapuri pretende conscientizar os condutores de veículos automotores que as infrações de trânsito de modo geral e principalmente a combinação de álcool com direção muitas vezes geram acidentes de trânsito que a todo ano vitimam cidadãos xapurienses.
Durante a operação foram abordados 17 motos e 25 carros, 51 testes bafométricos foram realizados, 24 infrações de trânsito foram feitas sendo que 13 por embriagues ao volante ou recusa ao teste e 11 foram outras infrações, 01 condutor foi preso em flagrante por embriagues ao volante e outro por não ser habilitado.
A "Operação Trânsito Seguro" foi realizada no dia 25, sábado, nos Bairros Laranjal e Centro.
A Operação Trânsito Seguro é uma ação que faz parte das metas operacionais impostas pela Secretária Estadual de Segurança Pública firmados através do “Pacto Pela Paz”. Essa operação tem o principal objetivo de realizar fiscalização de trânsito nos perímetros urbanos e rurais do município.
Com as fiscalizações de trânsito, a 2º Cia Pm de Xapuri pretende conscientizar os condutores de veículos automotores que as infrações de trânsito de modo geral e principalmente a combinação de álcool com direção muitas vezes geram acidentes de trânsito que a todo ano vitimam cidadãos xapurienses.
Durante a operação foram abordados 17 motos e 25 carros, 51 testes bafométricos foram realizados, 24 infrações de trânsito foram feitas sendo que 13 por embriagues ao volante ou recusa ao teste e 11 foram outras infrações, 01 condutor foi preso em flagrante por embriagues ao volante e outro por não ser habilitado.
A “Operação Boemia” foi realizada em toda a Cidade de Xapuri no dia 26, domingo, onde vários Bares foram vistoriados bem como as pessoas que ali encontravam-se foram submetidos a busca pessoal com o fito de localizar armas, drogas e outros ilícitos. A operação tem o principal objetivo de tentar diminuir as ocorrências policiais militares nesses locais e retirar de circulação pessoas portando armas brancas, armas de fogo ou drogas.
domingo, 26 de maio de 2013
Polícia Militar comemora 97 anos
Tatiana Campo
Noventa e sete anos de bons serviços prestados à população do Acre. A
Polícia Militar comemorou hoje os 97 anos de existência com uma
formatura que além de apresentar oficialmente a tropa à população também
homenageou civis e militares com as medalhas do Mérito Plácido de
Castro, Coronel Fontelente e Major Donato Oliveira “Dedicação ao
Estudo”. Ao longo deste mês várias atividades foram realizadas para
comemorar o aniversário da corporação.
Participaram da solenidade, além do governador Tião Viana, Dario
Calvo, representante da Polícia Nacional do Peru, do Departamento de
Madre de Dios, além de representantes da Polícia Militar do Amazonas,
Pernambuco e Rondônia.
“Nós temos uma Polícia Militar que nos honra e nos orgulha por seu
trabalho, que está preparada para crescer e nos mostrar que é possível
viver em sociedade e assegurar um estado de paz e ética. Eu reconheço as
necessidades da PM, sua busca por soluções e me coloco como parceiro
para esta caminhada. Tenho muito orgulho da PM do nosso estado, uma
polícia que não é corrupta, que faz bem o seu trabalho e muitas vezes
até extrapola suas funções”, disse o governador Tião Viana.
O representante do Peru fez questão de prestigiar a tropa acreana
neste momento. “É uma polícia honrada, que merece o nosso respeito e da
qual temos muito a copiar para empregar na polícia de Porto
Maldonado”, disse o comandante Daril Calvo.
“Tenho muito a agradecer, a muitas pessoas, a toda tropa, e tenho
absoluta certeza que o saldo da nossa caminhada ao longo destes 97 anos é
positivo. São 97 anos de bons serviços prestados à população do nosso
estado e tenho certeza que o caminho será sempre melhor, sempre nos
esforçando para orgulhar nossa população e servir da melhor maneira”,
disse o comandante da PM, coronel José Reis Anastácio.
Entre os homenageados da noite esteve o coronel Júlio César, que
assume interinamente o subcomando. “A polícia militar é um motivo de
orgulho para mim e este é um momento de muita felicidade, além de poder
assumir o subcomando da tropa, fazer isso sob o comando do coronel
Anastácio, e ser homenageado nestes 97 anos da corporação”, comentou.
Conheça as medalhas: a Medalha do Mérito Plácido de
Castro é dada em reconhecimento aos esforços, abnegações e destemores na
colaboração para o progresso da PM no Acre. A Medalha Coronel Fontenele
é dada em reconhecimento aos relevantes serviços prestados e notável
colaboração para o progresso e renome da PM no estado e pelo valor
pessoa, no exercício de elevadas funções públicas. E a Medalha do Mérito
Major Donato Oliveira “Dedicação ao Estudo” é dada em reconhecimento ao
interesse, esforço e aplicação nos estudos. Na ocasião foi concedida a o
coronel Júlio César dos Santos. Entre os civis homenageados estão a
secretária de Saúde, Suely Melo, a diretora da Departamento Estadual de
Trânsito, Sawana Carvalho. Os militares dos países vizinhos coronel José
Sanchez del Carpio, da Polícia de Pando, Bolívia, e coronel Darío
Calvo, da Polícia de Madre de Dios, Peru, também foram homenageados,
além de diversas autoridades civis e militares.
Fonte: http://www.agencia.ac.gov.br/index.php/noticias/governo/24752-policia-militar-comemora-97-anos.html
sábado, 25 de maio de 2013
Pedagogia do crime
Escrito por Percival Puggina
A primeira e principal lição foi sendo ministrada aos poucos. Era difícil, mas não impossível. Tratava-se de fazer com que a sociedade ingerisse enrolada, como rocambole, a ideia de que a criminalidade deriva das injustiças do modelo social e econômico. Aceita essa tese, era imperioso importar alguns de seus desdobramentos para o campo do Direito. Claro. Seria perverso tratar com rigor ditas vítimas da exclusão social. Aliás, a palavra "exclusão" e seu derivado "excluído", substituindo "pobre" e "pobreza", foram vitais para aceitação da tese e sua absorção pelo Direito Penal.
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Governo
Ela
já nos mostrou que não adianta reclamar: continuaremos sem policiais,
sem presídios, sem uma legislação penal que sirva à sociedade e não ao
bandido.
A primeira e principal lição foi sendo ministrada aos poucos. Era difícil, mas não impossível. Tratava-se de fazer com que a sociedade ingerisse enrolada, como rocambole, a ideia de que a criminalidade deriva das injustiças do modelo social e econômico. Aceita essa tese, era imperioso importar alguns de seus desdobramentos para o campo do Direito. Claro. Seria perverso tratar com rigor ditas vítimas da exclusão social. Aliás, a palavra "exclusão" e seu derivado "excluído", substituindo "pobre" e "pobreza", foram vitais para aceitação da tese e sua absorção pelo Direito Penal.
Espero
ter ficado claro aos leitores que a situação exposta acima representa
uma versão rasteira da velha luta de classes marxista. Uma luta de
classes por outros meios, travada fora da lei, mas, paradoxalmente, sob
sua especial proteção. Por isso, a impunidade é a aposta de menor risco
desses beligerantes. Por isso, no Brasil, o crime compensa. Por isso,
também, só os muito ingênuos acreditarão que um partido que pensa assim
pretenda, seriamente, combater a criminalidade. Afine os ouvidos e
perceberá o escandaloso silêncio, silêncio aliás de todos os poderes de
Estado sobre esse tema que é o Número Um entre nós. Ou não?
Portanto,
olhando-se o tecido social, chega-se à conclusão de que o grande
excluído é o brasileiro honesto, quer seja pobre ou não. O outro, o que
enveredou para as muitas ramificações do mundo do crime, leva vida de
facilidades sabendo que tem a parceria implícita dos que hegemonizam a
política nacional. Nada disso estaria acontecendo sem tal nexo.
Viveríamos
uma realidade superior se o governo construísse presídios, ampliasse os
contingentes policiais e equipasse adequadamente os agentes da lei, em
vez de gastar a bolsos rotos com Copa disto e daquilo, trem bala,
mordomias, comitivas a Roma e por aí vai. Viveríamos uma realidade
superior se o Congresso produzisse um Código Penal e um Código de
Processo Penal não benevolentes, não orientados para o descumprimento da
pena, mas ordenados à sua rigorosa execução. Viveríamos uma realidade
superior se os poderes de Estado incluíssem entre os princípios
norteadores de suas ações a segurança da sociedade e os direitos humanos
das vítimas da bandidagem. Viveríamos uma realidade superior se o
Direito "achado nas ruas", que inspira ideologicamente a atuação de
tantos magistrados, fizesse essa coleta nas esquinas, mas ouvindo os
cidadãos, os trabalhadores, os pais de família, em vez de sintonizar a
voz dos becos onde a criminalidade entra em sintonia com a ideologia.
O
leitor sabe do que estou tratando aqui. Ele reconhece que, como escrevi
recentemente, já ocorreu a Tomada do Brasil pelos maus brasileiros.
Perdemos a guerra. O crime já venceu. Estamos na fase de requisição dos
despojos que devem ser entregues aos vencedores. Estamos pagando, em
vidas, sangue e haveres, a dívida dos conquistados. Saiba, leitor, que a
parcela da esquerda que nos governa há mais de duas décadas, mudando de
nome e de pêlo, mas afinada, em tons pouco variáveis pelo mesmo
diapasão ideológico, está convencida de que se trata disso mesmo. É a
luta de classe por outros meios e com outros soldados. Queixemo-nos ao
bispo, se o bispo não cantar na mesma toada.
É
a pedagogia do crime. Ela já nos ensinou a não reagir. Ela já nos disse
que a posse de armas é privilégio do bandido. Ela já advertiu os
policiais sobre os riscos a que se expõem ao usar as suas. Ela já nos
mostrou que não adianta reclamar: continuaremos sem policiais, sem
presídios, sem uma legislação penal que sirva à sociedade e não ao
bandido. Isso tudo já nos foi evidenciado. Trata-se, agora, de entender
outras ordens do poder fora da lei. Devemos saber, por exemplo, que esse
poder se enfurece quando encontra suas vítimas com tostões no bolso. O
suposto direito nosso de carregarmos na carteira o dinheiro que bem
entendermos confronta como o direito dos bandidos aos nossos haveres.
Por isso, cada vez mais, agridem, maltratam e executam, friamente, quem
deixa de cumprir seu dever de derrotado. Tornamo-nos súditos, sim, não
do Estado brasileiro, mas daqueles que tomaram a Nação para si. Seja um
bom discípulo da pedagogia que a esquerda nos proporcionou. Não
desatenda as demandas dos bandidos. O leão da Receita é muito mais
manso.
Fonte: midia sem mascara
sexta-feira, 24 de maio de 2013
"A SÉTIMA TROMBETA" E "VIDAS RESTAURADAS": O VERBO QUE SE FEZ CARNE NAS FAMÍLIAS
Fonte desta imagem: ac24horas. Obs: proibido parar e estacionar.
Escolhi o caminho da fidelidade; decidi seguir as tuas ordenanças. Salmo 119:30
Pense nisso. Há muitas coisas na vida que não podemos escolher. Não podemos, por exemplo, escolher o clima. Não podemos controlar a economia. Não podemos escolher se vamos nascer com um nariz grande, olhos azuis ou muito pêlo... Mas podemos escolher onde passar a eternidade... A grande decisão, Deus deixa para nós.
(retirado do livro 365 bênçãos de Max Lucado)
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Meio ambiente das minorias?

Retornando às atividades perante a promotoria de defesa do meio
ambiente, tenho constatado que a maior parte das reclamações e denúncias está ligada à questão da poluição sonora.
A quantidade de casos a envolver som alto e incômodo, principalmente por
atividades profissionais barulhentas, boates, casas de show, parques infantis,
circos, templos, bares ou mesmo o tal do ‘vizinho barulhento’ chega
a ser impressionante.
Nessa onda de ‘os incomodados que se mudem’, também impressiona a falta
de noção dos barulhentos pelo fato de se acharem no direito de perturbar,
incomodar, transtornar e não estarem nem aí para o semelhante.
São raríssimas as pessoas que assumem o erro e se manifestam no sentido
de cessarem a perturbação.
A
maioria (quase totalidade) dos transgressores sempre aponta uma
desculpa ou justificativa, tais como ‘o povo tem direito a se divertir’,
‘todo mundo
faz assim’, ‘já não há lazer disponível na cidade’, ‘não é tão alto
assim’, ‘é
muita burocracia para legalizar’, ‘é birra desse vizinho’, ‘preciso
trabalhar e
minha família depende disso’, etc.
Se a balbúrdia estiver ligada a alguma festividade ou ‘pão e circo’, aí então surge
uma cáfila de gente a fazer abaixo-assinado, postar críticas no twitter,
facebook e no mural da mãe Joana, criticando os poderes públicos que ‘barraram’
a bagunça ilegal!
Nessa linha, você não encontra ninguém, destaco, ninguém dessas pessoas que são a favor da barulheira que esteja
na linha de mira do incômodo: são sempre os que se aproveitam do barulho mas que
moram bem distante do problema.
Isso me leva a adaptar o adágio para “barulho no ouvido dos outros é
refresco’ e a certeza de que é fácil reclamar quando a sua saúde não é a que está sendo afetada!
Comprovado por meios científicos (se bem que nem precisa ser expert para
saber) a pessoa passa por situação de afetação à sua saúde física e mental,
quando submetida constantemente à perturbação, mormente a sonora.
Irritação, falta de concentração, nervosismo, ansiedade, transtorno do
sono, disfunção gástrica, arritmia, descompensação hormonal, perda ou
diminuição auditível, estresse, e uma gama de problemas derivados dessa
perturbação atingem a vida diária, não apenas ‘aquele momento do barulho’.
O trabalho não renderá, as relações humanas serão irritadiças, as
decisões prejudicadas, o humor afetado e uma doenças puxará outra.
Mas se a manada que perturba não tem senso de respeito a vida dos
outros, não será o conhecimento sobre tais consequências que deterá o caos que
a cada dia se contata.
Há de serem tomadas medidas enérgicas de prevenção e repressão sim!
Aliás, esses cérebros de alto falante acharam que tais transtornos não passam de balela, besteira, frescura..
E
assim, chega-se a um ponto em que, conforme me disse uma senhora que
toda semana não consegue dormir de quinta a domingo em virtude de um bar
com música ao
vivo, ‘parece que os certos estão errados e que os que respeitam os outros é
que são minoria nesse país’.
Sinceramente...às vezes a impressão chega a ser essa...
Então, além de defesa do meio ambiente, será que passamos a defender os ‘direitos
de minoria’?
Fonte: blog "CONSIDERANDO BEM..."
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